25 de abril de 2012

Crítica | Na Natureza Selvagem



Vencedor de sete prêmios internacionais e dirigido por ninguém menos que Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos), com Emile Hirsch (Speed Racer) no papel principal e uma pequena participação de Kristen Stewart (Saga Crepúsculo), “Na Natureza Selvagem” (Into the wild, 2007, EUA), é baseado na história real de um jovem norte-americano que cresceu rodeado por livros (Tolstoi e Thoreau são MUITO amados pelo personagem), criado no conforto de um lar rico, de pais fúteis e infelizes, chamado Christopher McCandless.

Escrito pelo jornalista Jon Krakauer em 1996, o livro conta a trajetória tanto física quanto emocional e espiritual do garoto que logo após sua formatura da universidade doa todo seu dinheiro para a caridade, organiza as coisas para que seus pais não atrapalhassem seus planos e partiu para sua sina: o Alasca.

Ele buscava a liberdade dos padrões estigmatizados , além disso, a natureza dentro dele, e a sua simplicidade. Pedindo carona, arranjado empregos temporários e conquistando amigos, ele finalmente chega ao seu destino e conquista o livre-arbítrio.

Pelo nome de ‘Supertramp’ (algo como “super andarilho”), ele filosofa, cita seus autores favoritos, nos toca e nos ensina um caminho para a felicidade completamente diferente do qual imaginamos. Ele chega a nossa alma, tanto com a maneira que ele assimila a realidade quanto com a música, e como o som dá o tom à cena, a trilha sonora assinada por Michael Brook, Kaki King e o vocal do Pearl Jam, Eddie Vedder, vai além do simples complemento da imagem e realmente eleva o filme.

Violão cru, as vozes “acapella” e uma pitada de um piano suave ao fundo. A música representa o espírito do nosso herói, a solidão, a tristeza dele, seus pensamentos, sentimentos. A trilha sonora faz o papel de “tradutor” da intimidade que a câmera de Penn não pode captar. E para deixar BEM claro, essas músicas não seriam tocadas nas top paredes de nenhuma radio ou canal, são canções que você ouviria seu irmão ou primo tocar no velho violão coberto por adesivos  de bandas e de bares juntamente com  assinatura de amigos da universidade.

A direção do Sean é incrível, ele usou dos flashbacks narrados por Carine (a queridíssima Jena Malone – Sucker Pouch), irmã de Christopher para “justificar” cinematograficamente as ações rebeldes do personagem, que muitas vezes são reações aos pais deles, Billie e Walt McCandless, interpretados respectivamente por Marcia G. Harden (O Sorriso de Monalisa) e William Hurt (Instinto Secreto), que encarnaram com muito vigor o papel de pais “odiáveis”, materialistas e viventes da mentira na película.

Com paisagens de uma “América” pouco conhecida, pessoas/personagens fortes e emocionantes (como o casal hippie), trilha sonora intimista, fotografia graciosa assinada por Eric Gautier (Diário de Motocicletas), roteiro, direção e atuações fantásticas, é praticamente um filme obrigatório para quem aprecia o gênero dramático.

Não há maneira melhor de finalizar essa crítica do que com uma das citações que Supertramp faz de Henry David Thoreau: ”Ao invés de amor, de dinheiro, de fama, de justiça, dê-me a verdade”. E verdadeiramente, esse filme vale a pena.

6 comentários:

Raianny disse...

Nunca consegui ver esse filme, mas agora fiquei curiosa. Adorei a crítica e se tem Thoreau já está na lista de próximos filmes que verei.

Mto boom! =P

Unknown disse...

Legal, fiquei curiosa, vou ver o filme!!!!!

Anônimo disse...

Muito bom o filme. Vale a pena as mais de duas horas( pelo que eu me lembro ). Ainda mais retratando uma história real. Recomendo para aqueles que gostam do "diferente", da sensação de liberdade e espirito jovem, enfim, assistam.

LMC

Washington disse...

Um filmaço...no google earth você consegue ver onde está o onibus onde ele morreu!!!

marco1903 disse...

EU VI...ER REALMENTE OTIMO.''A FELICIDADE SOH ER REAL, QUANDO COMPARTILHADA''.SEGUNDO MELHOR QUE EU JA VI..O PRIMEIRO ER FIGHT CLUB...

Anônimo disse...

Como filme é otimo... trilha sonora fotografia e tal....
Mas não deixa de ser uma propaganda falha de um senso de liberdade, inatingivel, e que culmina com a morte trágica e solitaria do personagem. de inicio deixa a sensassão de que o Alex era um super ermitão que encontrou a felicidade em meio ao nada, mas se vc deixar de prestar atenção na bela trilha sonora, e nas locações maravilhosas, vai perceber que a unica coisa que ele encontrou foi uma morte fria e solitaria, e que deixou pra traz uma vida inteira não vivida, e dor e tristeza para as pessoas que gostavam dele.