23 de março de 2012

Crítica | 500 dias com ela



Uma incursão pessimista no mundo dos relacionamentos. É assim que pode-se observar o filme “500 days of Summer”. O filme, que conta a história de um tipico loser dos tempos modernos, Tom Hansen, brilhantamente interpretado por Joseph Gordon-Levitt (G.I,Joe; Inception), vive em sua passividade até encontrar, e posteriormente se apaixonar, pela nova funcionária da empresa de cartões onde trabalha, Summer Finn, personagem de Zoey Deschanel (Yes Man; New Girl).

Sem os velhos clichês dos filmes de comédia romântica, que se pautam geralmente pela construção de um amor que, mesmo passando pelas barreiras impostas, consegue sobressair e no final prevalece, o filme escrito por Scott Neudstadter (Segundo ele, baseado em dois relacionamentos de seu passado), foge totalmente desse paradigma.

Sem manter uma ordem cronológica definida, o diretor Marc Webb (The Amazing Spider-Man) cria uma ambiente estranho, ao mesmo tempo que deixa a tensão sobre os diversos momentos, e todo os contrapontos, expostos, mostranho como uma relação se definha nas coisas que antes eram mais aceitas e divertidas para o casal, como as cenas na loja de materiais de construção, demonstrando o tom do romance nesses momentos.

O modo como Tom leva a história, e o seu jeito manipulado de ser, demonstrando sua carência e o medo de perder Summer, dá um ritmo diferente para o filme, talvez seu grande charme. O fato de, por vezes, pouco entender o que está acontecendo em sua volta expõe essa dificuldade real em muitas relações, por isso o longa não é indicado para “esse grupo social” ou “aquele”, visto que essas particularidades podem ser encontradas em relações das mais diversas camadas, e até mesmo nos mais diversos tipos de relacionamento.


Jogo de imagens é a cereja no bolo, com a fotografia e os usos de cores mais “alegres” nos momentos de calmo e mais “fortes” nas brigas e o corte de cenas em paralelo, por exemplo a cena que passa ao lado a expectativa e do outro, o que realmente aconteceu. Esses detalhes tornam o filme ainda mais empolgante, com uma inserção muito maior.

Por vezes, muito devido a coisas pequenas como tiques de Tom, um diálogo bem colocado, você se pega com raiva do personagem, pela sua passividade. Os detalhes do figurino também são essenciais na construção dos dois personagens.

500 days of Summer retrata um amor diferente, mas ao mesmo tempo tão normal como outro qualquer. Confira o filme e veja se você consegue se encontrar dentro de Tom ou de Summer.

4 comentários:

Luiza Barreto disse...

"500 DIAS COM ELA" agrada por não ter aquela mesmice das comédias-românticas. Mas só isso.

Luiza Barreto disse...

Vocês estão começando não é? Bom, se a minha opinião valer alguma coisa, eu adorei as postagens! Descobri o blog no Ocioso e acabei lendo a maior parte das críticas.
Saibam que ganharam uma leitora.
Sucesso para vocês!

Marina disse...

curta nossa página no facebook Luiza!
e nós d'A Bilheteria agradecemos os elogios!

MastLink disse...

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