15 de outubro de 2012

Moviola Incandescente | O Bebê de Rosemary




Hoje vamos falar de um filme de Terror!

Eu sempre digo que é muito complicado fazer um filme desse gênero. Afinal, existe uma linha tênue e completamente transponível que separa o terror do ridículo. Porém, é um fato de que o filme de hoje não se faz presente ao outro lado dessa linha. Hoje, especialmente, vamos falar de um dos meus filmes favoritos. Hoje, é dia de O Bebê de Rosemary.

Quem assina o roteiro e a direção é, nada mais nada menos, de que ROMAN POLANSKI. Esse controverso diretor que já realizou filmes como “Chinatown”, “O Pianista” e muitos outros. A história é uma adaptação de um livro de 1967, um ano antes do lançamento do filme.

A história que se passa é sobre Rosemary (Mia Farrow, famosa por filmes do Woody Allen – e por ter sido casada com o mesmo) e seu marido Guy, que acabam de se mudarem para uma nova casa, um apartamento no coração de Nova York, o famoso apartamento DAKOTA – que, aqui no filme, tem seu nome trocado para preservar a integridade do local. Coincidência ou não, é o mesmo prédio onde John Lennon estava saindo quando fora assassinado. Além do mais, o Dakota é famoso por abrigar escândalos. Com uma busca mais apropriada no Google, é possível encontrar alguns elementos interessantes que já se passaram por lá.

O problema é que, além da mudança da casa, outras mudanças não tão boas acontecem na vida do casal. A começar por seus vizinhos, aparentemente simpáticos, Roman e Minnie – magistralmente interpretados pelos demônios cinematográficos Sidney Blackmer e Ruth Gordon.

Apesar dos espaçosos vizinhos, tudo vai bem até que Rosemary engravida. O problema são as condições para essa gestação ocorrer. A partir daí, Rosemary passa a desconfiar não só dos vizinhos, mas, a desconfiança passa a permear até mesmo seu ambiente familiar, com o seu marido. A ver. A cena que dá luz a isso inicia-se quando Rosemary é dopada pelo marido que, estranhamente, havia adquirido uma proximidade ímpar com o casal vizinho. Uma vez dopada, Rosemary cai em um “sono profundo” e passa a evidenciar cenas nas quais não fariam jus a o ambiente em que ela havia adormecido. Rosemary agora está em um barco, com algumas pessoas bem vestidas, pessoas, aparentemente, da alta sociedade.


Depois, Rosemary acorda no interior desta embarcação, agora, nua e seus “convidados” igualmente nus observando Rosemary ser possuída por alguma figura não-visível. Mãos cascudas, escamosas, acariciam e desenhos símbolos e formas no corpo nu de Rosemary. Estamos diante de um ritual. Um ritual satânico.

Aqui, o espectador passa a vivenciar fatos do filme em que o protagonista não tem conhecimento, ou, duvida deles. Essa é uma das técnicas muito utilizadas em filmes de terror, que ajuda para crescer a atmosfera de tensão. Todo o cenário da tensão e do oculto é iniciado aqui. É como se desde o início do filme, todos os elementos tivessem sido realizados e montados para que essa cena ocorresse  para, a partir daqui, desencadear todos os outros fatos.

Evidentemente, Rosemary passa a ser controlada pelos vizinhos – que fazem a ponte entre toda aquela sociedade “secreta” em cuidar daquilo que seria o filho do Anticristo sendo gerado no útero de uma mortal. A começar pelas doeses de bebida diárias trazidas por Minnie, acompanhando de perto essa gravidez. Depois, o pingente em forma de círculo )remetendo ao cérebro?) em que a mulher jamais deve retirar, como um amuleto de sorte para Rosemary.

Na cena final, uma das mais inquietantes do filme, Rosemary tem a certeza de que seu filho foi, realmente, fruto de um ritual satânico e que, na verdade, tem como pai não seu marido Guy, mas, a própria Besta. Nunca chegamos a ver, exatamente, o fruto dessa união – o próprio bebê em si. Ele permanece a cabo de nossas interpretações e de nossa imaginação – uma técnica usada por muitos diretores, a exemplo de Spielberg que reluta em mostrar o tubarão ao passar do filme, aumento a tensão entre os espectadores em pensar “o que e COMO é aquilo?”.

Quando Rosemary chega de frente ao berço e olha para seu bebê, apenas, podemos ver a sua reação (o que é usado ainda mais para aumentar nossa tensão e, é claro, nossa curiosidade). É nesse momento em que o vizinho Roman chega para Rosemary e diz algo como “Seja uma mãe para seu filho” e, por sua vez, Rosemary se desapega de qualquer valor e se entrega aos seus deveres de mãe e, ao mesmo tempo, sorri para a criança. Ela está entregue para a ceita. E, assim como o filme começa, ele termina com uma música inquietante e os tetos de vários prédios nova-iorquinos, em clara menção de que uma coisa dessas está acontecendo dentro de um prédio e que pode estar acontecendo agora, na real, mas nunca iremos saber. Que segredos encontram-se dentro de cada janelas dessas?


Então, devemos, não somente nesse filme, observar qual o tipo de transformação que o personagem protagonista da história sofreu. Rosemary começa o filme como uma pacata menina do campo para, no fim, se tornar a mãe do Anticristo. O que passou por entre isso, de que forma foi construído esse personagem? Esse é o poder de observação da narrativa de um filme, referente ao personagem. Observando isso você, certamente, vai evidenciar e desfrutar de sensações nunca antes sofridas em um filme.

Vejam Rosemary! É Obrigatório!

Hotel Transilvânia | Crítica

JURO que eu tentei não postar crítica de filme de terror. E não postei! Ok, é uma animação "de terror", mas, antes de qualquer coisa, é uma animação (vale?). Bom, o Hotel Transilvânia é uma animação/comédia/terror. Mas tem um caso de romance, que eu não sei se conta, embora o roteiro (que não é bem definido durante uma hora e meia) seja suuuuuuuuuuupostamente voltado para isso. 

O diretor é bem conhecido pelos desenhos que faz para a televisão, o cara criou O Laboratório de Dexter (se você tem mais de 18 anos, você VAI lembrar desse, né?), dirigiu o filme das meninas superpoderosas e por aí vai uma lista de cartoons. Aí mandam um diretor desses para o cinema, colocam o que, na sua área de conforto para criação, seria um episódio aleatório de uma série de desenho animado e jogam 3D em cima. Resultado esperado: mediano. Aí vão e colocam o Adam Sandler pra produzir. PODE ISSO? NÃO!

O filme "para crianças" é realmente bobo. Nem teria como não ser. Pense em um hotel onde apenas os monstros dos nossos pesadelos de criança podem se hospedar. Aí tem vampiro, lobisomem, umas caveirinhas, uma criatura que eu não consegui identificar, entre outras, até que um humano (OOOOOOH!) chega no hotel. Aí a filha do Drácula (?) é uma adolescente que quer conhecer o mundo (??) se apaixona pelo humano (?????????). 

Não sei se consigo me fazer entender, mas o filme não é engraçado. Ele tem todas essas características de animação, em alguns momentos você até dá risada, mas não é como aquelas animações em que você se perde de rir (tipo Madagascar, sabe? Adoro a Gloria, assumo). Parece que é um filme que possui piadas internas, tipo aquelas que você ri para não ficar constrangido. 

Embora eu não goste de 3D (labirintite manda beijos o filme todo), os efeitos até foram bons. Além disso, não tenho poder para falar o quão bom é o visual gráfico de uma animação, mas o efeito "sombrio" relacionado aos monstros e o lado cômico (ou você imagina a filha do Drácula tendo crises de adolescência?) que deu um exagero contrastante de cores nas telas até que soaram bem. 

Enfim, o filme é simples. Assistindo-o, como eu disse no início, poderia muito bem ser um episódio de desenho animado, porém, prolongado. Talvez seja um vício do diretor. 

AH, mais uma confissão: não fiz a crítica de Sinister SÓ porque não estreou aqui na cidade. Mas durante a semana eu faço. :) (Vocês que reclamem com os outros bilheteiros se só eu faço crítica de terror aqui). 

9 de outubro de 2012

Estreias da semana (06/10 a 12/10)

Selvagens (Savages)

EUA, 2012
Direção: Oliver Stone
130 min.

Em Laguna Beach, dois traficantes ficam milionários após começarem a comercializar maconha de alta qualidade na região. Perto deles, a chefe do narcotráfico, Elena, sem conseguir associar-se a eles, luta para tentar tirá-los do mercado. Para isso, a traficante os atinge por meio de uma garota que é namorada de ambos: Ofelia. Oliver Stone promete trazer muita violência às telas.






Até que a sorte nos separe

Brasil, 2012
Direção: Roberto Santucci
100 min.

Um casal pobre ganha na loteria e quinze anos após a sorte tê-los encontrado, a esposa descobre que tá grávida e o marido falido. Sem querer afetar a gestação da mulher, Tino, seu marido, faz de tudo para esconder a situação financeira do casal e conseguir se estabilizar novamente.






Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania)

EUA, 2012
Direção: Genndy Tartakovsky
91 min.

Conde Drácula tem a genial ideia de montar um retiro para monstros, lá eles se refugiam dos holofotes e finalmente ficam em paz. A paz do local é abalada quando Jonathan, um jovem curioso, entra no castelo. O jovem é camuflado pelo medo que possa oferecer à tranquilidade dos monstros, mas logo é bem visto pela irmã de Conde Drácula, que começa a demonstrar carinho pelo menino.





 Busca Implacável 2 (Taken 2)

EUA, 2012
Direção: Oliver Megaton
91 min.

Bryan, um ex-agente secreto da CIA convida a ex-mulher a filha para se encontrarem com ele em Istambul, na Turquia, onde terá que realizar um serviço. As duas aceitam e o encontram lá. Bryan só não espera que encontrar Murad Krasniqi, homem com sede de vingança e pai de um dos sequestradores de sua filha, que havia sido morto durante o resgate da mesma. Para sair dessa, Bryan elabora um plano que acaba colocando a família toda em risco.

6 de outubro de 2012

Notícia | Trailer d'O Hobbit + novos banners de personagens


Na realidade essa é uma notícia requentada, ok? A divulgação é dos banners, MAS, a gente aproveita para deixar você conferir o trailer do filme aqui


Enfim, aos doentios por Senhor dos Anéis, vocês já devem saber que enfiaram a Kate Beckinsale como uma elfa (???) nova, que não tem na história, né? Tem uma foto dela também. :) Enjoy it. Logo menos a gente posta as estreias da semana!

 Mais sobre O Hobbit vocês podem acompanhar n'Omelete, porque nosso blog não tem capacidade de ser agência de notícias. Ainda. 


5 de outubro de 2012

Crítica | V/H/S

Todo mundo sabe que filme de found footage (aqueles "amadores", tipo Bruxa de Blair) é TOO MAINSTREAM, principalmente para fãs de terror. Mas sempre tem alguém que quebra o tabu, certo? Pois bem, conseguiram. O filme V/H/S (para quem não nasceu before the 1990's, existiam fitas, não dvds modernos como vocês assistem hoje, ok crianças?) trata-se de cinco curtas em um filme, o que torna este post uma crítica... exótica (acho). 

O filme foi idealizado pelo chefe da agência de notícias de filmes de terror Blood Disgusting, Brad Miskaque, que reuniu cinco roteiristas independentes para o projeto. A proposta inicial é diferenciada por conta da união de mentes com estilos diferentes em apenas um filme, sem misturar suas produções, permitindo que o longa não fosse apenas um clichê como a grande maioria pós 2008. 

Em uma explicação simples, o enredo principal mostra um grupo de vândalos que divulgam gravações com seus atos agressivos na internet que é contratado por um anônimo para entrar em uma casa e encontrar uma fita VHS. Quando eles chegam na casa, se separam para buscar a tal fita, e, lógico, encontram um cara morto e várias fitas diferentes. Para descobrirem qual é a fita, eles resolvem assisti-las.

Encontramos então as produções individuais. Como eu disse, não é uma tarefa fácil comentar cinco produções. Ao mesmo tempo, é muito curioso perceber como fica clara a visão de cada diretor sobre os possíveis usos da mesma técnica (o found footage). Que fique explicado: serem diferentes não significa que todos sejam bons (risos irônicos). 

Os cenários variam entre baladas, hotéis, casas abandonadas, florestas, assim como a "qualidade" das gravações, suas circunstâncias, iluminação, fotografia, roteiro, produção e tudo-mais-que-a-gente-sempre-comenta-sobre-um-filme. 

Destacando dois vídeos que permitem uma certa noção sobre a diferença entre os curtas, cito, primeiramente, Tuesday, the 17th, o terceiro curta. Um grupo de amigos viaja para uma floresta a fim de acampar, e uma das meninas conta a história de um assassino que habitava o local (ele ocupou Tuesday porque Friday é só do Jason, e ninguém brinca com o Jason). Um dos amigos, que gosta de filmar tudo, encontra então uma outra pessoa. O problema é que o VHS mostra apenas a imagem do que foi filmado, e é aí que está a sacada, quando surge, o homem tem toda sua silhueta borrada, como um canal fora do ar. Sem mais spoilers

O último, é criado com um formato bem diferenciado (que já estará presente em Atividade Paranormal 4, e foi um dos primeiros virais do filme). O filme mostra apenas as conversas de um casal que namora a distância na tela de um computador (bem MSN mesmo, a sua janelinha menor e a tela da pessoa com quem você está conversando cheia). Conforme os dois conversam, a mulher crê que há algum espírito em sua casa, que dá passos, faz barulhos, fecha portas, e por aí vai. Fiquei DE FACE NO CHÃO quando vi o final. Tive até um pequeno AVC e tive que voltar o filme para confirmar, tipo "PODE ISSO, PRODUÇÃO?).

Como os formatos são diferentes, o que mais atrai em V/H/S é a possibilidade de observar rapidamente filmes que, se transformados em longas, se tornariam MUITO enfadonhos (sabe aqueles filmes que precisam de um elenco grande para bastante gente morrer até conseguirem lutar com o assassino?). Fica a dica dessa quase sexta feira, para você assistir antes de ir badalar no final de semana (ou ficar em casa vendo o filme e comendo pipoca, não sei seu nível de vida social, caro leitor, grato). 

Notícia | Novidades de American Horror Story

COMO SEMPRE, eu com notícias de terror. Para quem assistiu a primeira temporada e gostou, continue, pois essa promete. Para quem não viu, relaxe, a história é outra, totalmente separada da primeira temporada. O trailer divulgado hoje, da série que terá o primeiro episódio nesse domingo, explica MUITO mais do que tudo que foi divulgado até agora. 

Já sabíamos que grande parte do elenco voltaria, no entanto, como personagens totalmente diferentes. Agora a protagonista (no caso antagonista, porque ela é a má da temporada) será a Jessika Lange. Na primeira temporada ela era mãe do Tate, daquela menininha que queria ser bonita, daquela criatura que vivia no porão e de um quarto elemento X. 

A nova temporada PROMETE. Jessika Lange será a freira que comanda um hospital psiquiátrico (por isso é American Horror Story ASYLUM, tá gente?). A sensitiva da primeira temporada agora é lésbica, o Tate ainda é louco, o gay agora é médico e enfiaram o Adam Levine (o vocalista do Maroon 5) no elenco. Se você conferir a página oficial da série no facebook, você verá os 11 vídeos virais de cerca de 6 segundos que foram liberados ao decorrer dos meses, da mesma forma que na primeira temporada. 

AH, tem uma ninfomaníaca também. Sei lá, só pra constar. 
AH2, como dito anteriormente, a série começa dia 7 de outubro. TODOS ESPERA DOMINGO LOUCAMENTE.

27 de setembro de 2012

Notícia | Oliver Stone + Blake Lively + Aaron Johnson + Taylor Kitsch = Selvageria



Essa história de ménage à trois nem sempre dá certo, galera. Quem confirma isso é Blake Lively (Gossip Girl), Aaron Johnson (Kick-Ass) e Taylor Kitsch (Wolverine) no filme “Selvagens”, dirigido pelo aclamado diretor Oliver Stone. Além desses três atores, o elenco do longa-metragem é de cair o queixo, com Benício Del Toro, Salma Hayek, John Travolta, Emile Hirsch e Uma Thurman.



Todo o filme é baseado no livro homônimo de Don Winslow, eleito um dos dez melhores livros de 2010 pelo The New York Times. Em outubro o longa será finalmente exibido nas telas de cinema. Não vou contar a história, pois o trailer AQUI já explica tudo.



Fonte: Papel Pop

26 de setembro de 2012

Série | Harper's Island

Tempinho que A Bilheteria não traz nenhuma indicação de série, não é mesmo? Pois bem, você já viu a minissérie Harper's Island? (Tem que falar mini mesmo porque a série foi produzida propriamente para 13 episódios) 

A série é de 2009, não nego que o post não é dos mais atuais, mas conheci a série por meio da noiva do bilheteiro Jean, a linda Luana, mês passado, e não poderia deixar passar sem falar dela aqui. 

A história é focada no casamento de Trish e Henry (no entanto nenhum deles é o protagonista da série, MANCADA, risos). Mas vamos por partes. O elenco é de dar orgulho, viu? A noiva é a linda Katie Cassidy (que fez milhares de filmes de terror, como When a Strange Calls, Black Christmas, Taken e o remake de Nightmare on Elm Street, alémde participar em Supernatural, Melrose Place e várias outras séries). James Norman é o Uncle Bob de Supernatural, Victor Webster também já participou de Melrose Place, e fez Primal Scream, Moonlight e CSI por um curto período. Matt Barr também é bem conhecido por Gossip Girl e Hellcats. Tem também a Gina Holden, que fez Blood Ties, protagonizou Flash Gordon e por aí vai. 

Enfim, além do elenco especificamente central, há as pequenas histórias dos muitos secundários para completar o aspecto de drama e suspense da série (e também HAJA secundário para morrer em 13 episódios, não é?). 

Em uma pacífica ilha (e blá blá blá), uma série de assassinatos começa a acontecer, dentre estes, a mãe de Abby Mills, morre. A jovem, que é melhor amiga do noivo, Henry, vai embora loucamente da ilha para nunca mais voltar. Mas aí o Henry resolve que quer casar na ilha, e ela vai, por livre e espontânea pressão. Começamos a história neste ponto. Enrolei pra explicar tudo isso, mas o objetivo do blog é criticar e comentar, não resumir nada, que fique claro. 

O roteiro da série, Ari Schlossberg, produziu um roteiro complexo, que, no entanto, permitia um entendimento pleno dos acontecimentos. Infelizmente ele só roteirizou essa série e Amigo Oculto. Olha o talento sendo disperdiçado. Quem acompanha séries de várias temporadas está acostumado a passar uma semana aguardando o episódio com ansiedade. Tive a sorte de poder assisti-los todos de uma vez. 

Sim, vi tudo em quase seis horas pelo simples desespero de precisar entender o episódio seguinte. A junção do roteiro com a atuação e o próprio cenário formaram um conjunto perfeito para o que o suspense propunha. Como você deve imaginar, com a chegada dos convidados para o casamento, incluindo Abby, os assassinatos acontecem novamente, com as mesmas características do assassino da mãe de Abby, sete anos atrás. 

A criatividade (que eu nunca vi entre os milhares de filmes de terror que já peguei por aí) para gerar o suspense no espectador é realmente forte. O mais complicado em uma série de terror (visto que, roteiros como estes geralmente custam render mais que um filme) é que se prenda a atenção. Harper's Island o faz com sucesso. E, claro, com surpresas. A possibilidade de utilizar toda a história em um espaço de tempo longo (13 episódios de 42 minutos) teve, ao seu favor, a possibilidade de explorar emoções. O que vemos resumidamente em um filme pôde ser aprofundado na série: o instinto de sobrevivência, e a reação de cada pessoa por conta disso. Entramos então na parte além suspense da série: há ação, amor, medo, raiva, todos os sentimentos colocados sobre pessoas que estão em uma situação de vida em risco, expostas a qualquer tipo de coisa. 

Fica aqui a indicação de hoje para uma série rápida e fácil de encontrar pela internet. Risos. 

25 de setembro de 2012

Notícia | Trailer de Texas Chainsaw Massacre 3D

OK, eu precisava potar aqui. GENTE, o trailer está LOUCURA total. Confira aqui o que eu estou dizendo. 
Eu achei a sinopse BEM criativa, sem puxação de saco mesmo. A herdeira das terras da família do Leatherface (lembrando que, apesar da família ser lunática, ela não deixava de ser uma família, right?) vai conhecer o que foi deixado para ela no testamento. E é a casa. Vemos o pesadelo de 1974 acontecendo again. O trailer, do filme que vai ser em 3D (labirintite manda dois beijos) mostrou a casa que foi utilizada nos filmes anteriores (abençoa que não tiveram modificações no cenário, isso já estragaria metade do filme), só que reformada. 
Apesar de tenso, o trailer não é pesado, se for nessa linha, o filme da nova versão da franquia se voltará mais para o suspense e menos para o sangue. O fator vai atrair o público, pois, se é "suspense", o filme perde esse estigma de trasheira. Porque, convenhamos, jorrava sangue da tela nos dois ramakes realizados nessa década. 
Ah, tem o pôster aqui do lado. E novamente, o link para o trailer, se você só tiver se interessado em vê-lo depois de ler tudo isso. 

24 de setembro de 2012

Especial | Manual de sobrevivência

 Inspirado por um dos meus blogs preferidos, o MEDO B, resolvi criar o meu manual de sobrevivência em casos... bom, em casos necessários de sobrevivência contra assassinos psicopatas, monstros, vampiros, fantasmas, demônios, seus professores, etc. (Não se preocupem, só eu farei esse especial esporadicamente, os outros bilheteiros não se enfiaram nessa)

Primeiro vamos conhecer as regras BÁSICAS de situações de terror/suspense: 

Como sobreviver a um assassino (vamos por partes, né gente, vocês não iam querer que eu falasse sobre todas as criaturas do universo em UM post né?) 

1 - Há uma diferença entre situações de quando você está sozinho e quando você está com um grupo de amigos, ok? Regras variam de acordo com os casos.

(TODOS OS CASOS)

- Ouviu um barulho estranho? NÃO SAIA gritando "TEM ALGUÉM AÍ?". Se tiver alguém ali, ele não vai querer te dar oi. 
- Seja cuidadoso. Não estou falando para você ter uma faca debaixo do travesseiro, ok? Se sentir que algo está errado, apenas vá até a cozinha, se você sobreviver até lá, pegue algo e já temos meio caminho andado. 
- Telefonemas estranhos no seu celular? É, chegou a hora. 
- Ligue pra polícia. Se o cabo do telefone foi cortado, tente usar qualquer contato antes de seguir o passo seguinte. 
- Silêncio é crucial. Só você vai conhecer um lugar melhor para se esconder e nada de ficar suspirando "ai, socorro", ele será silencioso. Faça o mesmo. E nada de ficar debaixo da cama, isso é muito last season

(SE ESTIVER SOZINHO)

- Amigo, um contra um não é brincadeira de pega-pega não. Se é questão de sobrevivência, MENTALIZE: ou você vai matar ou vai morrer. Faça uma luta justa. Não fique fugindo loucamente pela casa deixando que saiam destruindo tudo não. Nesse caso, você não foge, se acontecer um face-a-face, encare, não banca o tonto e se tranca no banheiro. 
- "Ué, o barulho parou, ele deve ter ido embora" dez segundos depois do último movimento na maçaneta? ELE NÃO FOI, SABIA? Saia preparado. Um bom tempo depois, mas saia preparado, nada de abrir a porta devagar, ele já sabe onde você está. 
- Acertou a pessoa com alguma coisa e ele perdeu a consciência? NÃO ACHE QUE ELE MORREU E SAIA achando que está tudo bem. É sempre assim. Não é fácil matar alguém com uma cadeirada não. Confirme que ele morreu. Vale faca, revólver, até sapato de scarpin nos olhos. Mas tem que ser salto agulha. 

(SE ESTIVER COM UM GRUPO DE AMIGOS)

A ordem de periculosidade de um assassino é assim: 

1 - O CASAL / A BISCATE (todo mundo acha que eles foram "dar umazinha" e ninguém liga por um bom tempo se eles tiverem sumido)
2 - O QUE SE SEPARA DO GRUPO PRA PEGAR ALGUMA COISA 
3 - O SARADO QUE SE ACHA
4 - SECUNDÁRIOS 
5 - OS MOCINHOS (se sobrarem, risos)

Quer saber o que acontece se estiver com um grupo de amigos? Continua no próximo post se vocês quiserem. :)

21 de setembro de 2012

Notícia | Brasil já tem o seu indicado para próximo Oscar

O ministério da Cultura anunciou na tarde de quinta-feira(20/09) a indicação brasileira para o próximo Oscar, o prêmio máximo do cinema internacional. O filme escolhido foi “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello (Lisbela e o Prisioneiro e Mulher Invísivel), após uma reunião da comissão especial.
"O Palhaço" (Foto/Divulgação)


A decisão tomada pela comissão levou em contas diversos critérios, como a atuação dos atores e o impacto do filme no mercado brasileiro e do exterior. Agora resta torcer para que o longa seja indicado na lista final de filmes estrangeiros, escolhidos pela Academia. A decisão será públicada no dia 10 de janeiro do próximo ano.

Alguns países já indicaram os seus candidatos à premiação, como a França, que terá o longa “Intocáveis” como representante, “Amour” representará a Austria na premiação e “Bárbara”, dirigido por Christian Pertzold, foi indicado pela Alemanha. A premiação acontece no dia 24 de Fevereiro de 2013.

20 de setembro de 2012

Crítica | O Escafandro e A Borboleta


Dirigido pelo pintor norte americano Julian Schnabel, O Escafandro e a Borboleta não poderia ter outro aspecto senão artístico. O terceiro longa do diretor abrange a história verídica de Jean Dominique Bauby (Matthieu Amalric), editor da Elle que após sofrer um derrame, se encontra preso na Síndrome de Encarceramento, ou seja, paralisado da cabeça aos pés, a não ser pela sua pálpebra esquerda, que continua a funcionar.

Impossibilitado de se comunicar, Jean-Do recebe o auxílio de duas belas terapeutas, que conseguem desenvolver um jeito único do ex-editor se comunicar, através da pálpebra esquerda. “Você pensa no que quer dizer. Quando estiver acabado, pisca. Vou recitar esse alfabeto lentamente, letra por letra. Ao chegar na primeira letra da sua palavra, pisque. Vou escrevê-la e passaremos para a seguinte, e assim por diante” – diz Henriette, a fonoaudióloga interpretada por Marie-Josée Croze.  O sistema torturante e lento ajudou Jean- Dominique a se comunicar e a escrever o seu Best-seller, no qual o roteiro do filme foi baseado.

O filme brinca com o passado e presente de Jean-Do, mostra seus deslizes como pai, marido e editor. Mostra a dor do seu pai (Jean-Pierre Cassel) , que por sinal teve um excelente desempenho , ao perceber o filho paralisado e a dor dos filhos ao sentir o mesmo.

O longa é narrado por Jean-Dominique e a câmera funciona como se fosse seus olhos, dá a impressão que o telespectador está preso ao corpo junto com o protagonista, pode-se sentir a agonia e trauma que o editor passou, ao se ver preso e não podendo se desculpar, revelar, compensar. O Escafandro e A Borboleta é um marco no cinema francês, além de revolucionar tecnicamente, é também um filme de grande relevância para Medicina. Apesar de um pouco lento, o filme não deixa o telespectador entediado, pois a expectativa da evolução do quadro do paciente prende a atenção.

Com tons pastéis, paisagens serenas e cenas tocantes, Julian Schnabel provavelmente conseguiu eternizar o longa francês. Vale a pena conferir.

19 de setembro de 2012

Crítica I Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (2)



158 minutos, multiplicados por muitas, mas MUITAS VEZES, por que você não consegue parar nem se cansar de assistir ou de redescobrir detalhes de personagens tão bem planejados e de uma história tão palpável. “Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” lançado em Janeiro de 2012, é surpreendente, primeiro pela história que é baseada nos livros do jornalista sueco Stieg Larsson(1954-2005) e em segundo lugar, por que REALMENTE nunca vi um remake (principalmente feito por norte americanos que tem a MANIA de mexer  e por o dedo em tudo) tão incrível quanto o original. SÉRIO.

O filme não tem gênero específico, ele é drama, terror, investigativo, vingança, meio romance, uma comédia irônica, gente PERFEIÇÃO, o livro é foda, e o filme consegue ser uma adaptação fiel, POREM mantem uma originalidade. Trilha sonora é muito boa, a música de abertura já da um arrepio, essa obra é sim, um orgasmo cinematográfico.



Desculpa, sou paga pau mesmo, da trilogia dos livros, dos filmes suecos e até agora, da versão norte americana também. Pago pau para os atores também, nem tanto para o Danial Craig (o mais recente 007) que interpreta o jornalista que perdeu um processo e é ‘obrigado’ a deixar a revista Millenium que dirigia e ir investigar o desaparecimento da sobrinha, Harriet Vanger, de um grande empresário que aconteceu na década de 60, mas certamente para Rooney Mara que atua como Lisbeth Salander (aiai suspiros eternos) uma hacker de 24 anos com problemas de sociabilidade e alguns enroscos no passado que são mostrados durante a trilogia.

Pode ser um daqueles filmes que passam muito rápido e você nem percebe quando acabou, mas certamente é um filme que você ira indicar e rever muitas vezes, é ma-ra-vi-lho-so, além de querer ver cada detalhe do filme, ele tem a magia de manter certas cenas na sua cabeça e não deixar que você esqueça elas tão cedo(vocês vão saber do que eu estou falando quando verem o filme). Fotografia? Linda. Cenários? Apaixonei-me pela Suécia. Trama? Surpreendente. Trilha sonora? FODA. Atuações? Orgásmicas. Direção, roteiro, produção e adaptação? Excelentes.

É uma história impressionantemente forte, real e cruel, ao mesmo tempo, apaixonante, paulatina e marcante. Ninguém é a mesma pessoa depois de ver esse filme, pessoas mudam, por mais que ninguém perceba, elas mudam, e pode ser surpreendente o resultado.

18 de setembro de 2012

Crítica | Like Crazy



Em tempos de globalização, nada mais justo que um amor à distância, certo? Errado. Nem mesmo os dispositivos eletrônicos, as maiores juras de fidelidade ou até mesmo o custo baixo das passagens pode carregar anos de vivência, aqueles que apenas um sentimento em presença podem lhe dar. Carregado de drama, porém recheado de amor e realidade, o filme ‘Like Crazy’ faz o que ‘Amor à Distância’ não consegue, ele mostra como é amar sem barreiras, porém descobri-las quando não há mais tempo de as esquecer. Esquecer o sentimento. Esquecer a saudade. Esquecer o querer. Esquecer o precisar. Esquecer como louco.

Diferente dos filmes clássicos de romance/drama, ‘Like Crazy’ não faz um relato cronológico de um casal com todos os seus ‘primeiros’: encontro, beijo, sexo, briga e reconciliação. Ele mostra quantas vezes um casal pode se apaixonar (antes, depois ou durante a relação). Essa edição, além de inovadora para um gênero tão batido, consegue trazer duas sensações aos espectadores: o doce e o amargo. No primeiro momento, quando Anna (Felicity Jones), uma estudante britânica, e Jacob (Anton Yelchin), um norte-americano, se veem já se inicia a troca de olhares, os lábios mordidos e os sorrisos bobos. Quando são separados por um oceano, começa o azedume a correr no peito dos apaixonados, entregando o que a distância antes não proporcionava ao casal: a paciência.


“Eu sabia que não era legal, que era perda de tempo, que acreditava na ideia de você e eu” (trecho da poesia de Anna)


Durante o longa-metragem, tanto Anna, quanto Jacob, tenta seguir a vida após a separação. Porém, a cadeira (que ele construiu para ela) sempre está ao lado da mesa e a pulseira (que ele deu a ela) sempre presa ao pulso. Essa é outra característica interessante do filme, pois mostra que alguns objetos carregam o amor que não pode ser transportado pelo avião, tanto nos filmes quanto na vida real.


Interpretado de forma magistral por Felicity Jones e Anton Yelchin, ‘Like Crazy’ não segue normas, nem padrões, apenas acompanha o fluxo de um amor à distância, onde não há pessoas más, somente relações humanas. Até nos momentos de ‘traição’ não é possível sentir raiva de qualquer personagem, pois é passível de perdão esse sentimento de ‘preencher o espaço vazio da distância’. Premiado no Festival de Sundance, o filme consegue falar de amor de uma maneira simples e delicada, algo que não é muito visto ultimamente nas telas dos cinemas, às vezes nem na realidade.

17 de setembro de 2012

Crítica | Resident Evil: Retribution

BOM, antes da crítica, vamos comentar brevemente a parada do blog: todos os bilheteiros estão se matando no curso para conseguir passar de ano, e, depois do período de férias, não voltamos ao clima. Pois bem, em uma reunião realizada com todos os bilheteiros, A Bilheteria JÁ está trabalhando novamente! E melhor, teremos novidades quentíssimas (ui)!

Toda segunda você vai conferir aqui uma crítica (muito parcial, foda-se) de um filme quentinho das estreias da semana. Outras surpresas mais interativas com o nosso público lindo tão vindo por aí. Mas tudo ao seu tempo! Grato pela compreensão e simbora pra crítica!

AVISO: esse post é para quem gosta da série de FILMES Resident Evil. Haters gonna hate. Se quer criticar as diferenças entre o filme e o jogo, vá se foder ver outro blog.

Pois bem, investiram pesado no 3D, mas não tanto quanto no anterior. Comentário só por conta da cena DIRETAMENTE ligada ao final de Extinction. Não viu nenhum dos filmes anteriores? RELAXA, a nossa linda Project Alice (eterna amada Milla Jovovich) explica tudinho em um resumão e depois disso começa o filme. Com a Alice nua, como em todos os outros (CLICHÊ DETECTED). 
Agora vamos criticar? 

Impossível crer em TODA a reviravolta que o filme tem na história dos quatro filmes anteriores com apenas, tipo, 15 minutos. Meu sentimento de "MY LIFE IS A LIE" ainda está muito recente. A mudança no roteiro original para um contorno com a Umbrella Corporation foi genial. Só teve UM problema: ocorreu rápido demais. Sabe quando você quer colocar todo o lixo da casa em uma sacolinha de supermercado. Bem isso. É muita história pra pouco tempo. Se queriam realizar o roteiro, fizeram-no com sucesso. MAS a dinâmica do filme deixou uma confusão. 

(SPOILER, SE QUISER LER, SELECIONE O TEXTO COM O MOUSE) Gente, todos os lugares por onde a Alice passou eram apenas projeções dos espaços originais onde as experiências eram realizadas. Moscow, Tókio, New York. Tá tudo bem com a galera. Ela perdeu quatro filmes correndo atrás do nada, falhando na missão de salvar pessoas que piravam em X número de clones. A história é tão louca que SÓ VENDO. A praga não se espalhou FORA da área de testes. Só que as memórias projetadas nos clones não permitia a compreensão disso. Por isso a limda da Michelle Rodriguez volta <3 (FIM DO SPOILER).

Passamos por todos os ambientes que vimos nos filmes anteriores, lembramos das pessoas, dos acontecimentos e, O MAIS fascinante, os monstros. Ou você não se ficou chocado com a cena de luta entre a Claire e aquela criatura ENORME, com um capuz, segurando um machado? Lembrou? Risos. 

Aí encontramos os contrastes. Ela e Ada (a nova seguidora dela no filme, que usa um vestido vermelho longo e com um corte até a cintura - POR QUE RAIOS ALGUÉM VAI LUTAR COM ZUMBIS USANDO UMA ROUPA ASSIM? Enfim...) Estão sempre contrastando. Dessa vez não é TUDO sombrio não. Tem zumbi correndo de dia, tem zumbi aprimorado atirando, andando ATÉ de moto e tudo o mais. Fiquei palito. Voltando à crítica, não podemos esquecer, sempre tem cena comum. Aliás, várias delas desnecessárias. 

A produção foi fantástica, o sentimento era de que havia se passado quinze minutos. Daí cabô. #chatiado. Novamente critico, a velocidade dos acontecimentos pode até mesmo ser o objetivo do diretor, Paul Anderson, marido da Milla, mas, ficou confuso. Até eu que já vi a coleção me perguntei várias vezes WTF?
Assistirei de novo essa semana. QUEM SABE eu perceba alguma coisa que deixei passar, Right?

E lembrem-se, zombie lovers: o sexto filme é o último da série. FFFFFFFFFFUUUUUUUUUU.


PS: quer um bom filme de terror? TAÍ. 

16 de agosto de 2012

Séries l The Misfists


Eles são britanicamente fofos. SIM, estou apaixonada, não só pelo humor ácido, pelo sotaque, mas também pela densidade da história da série inglesa, The Misfits.

A primeira de quatro temporadas (já disponível para download) começou a ser transmitida em televisão no ano de 2009 na Inglaterra, e como é de se esperar, não chegou ao Brasil por intermédio de redes de tv, mas como na Europa, Misfits, esbanja de um artifício que o público chave da série, os jovens, amam, a internet, justamente por meio dela, a série chegou ao Brasil. Através de redes sociais e principalmente o twitter, os “desajustados” mais lindos e do balacobaco vem nos deleitar com sua maturidade (ou a falta dela) próxima a nós.

A história gira em torno de cinco jovens, Kelly, a escandalosa do subúrbio; Alisha, a patricinha festeira; Curtis, o atleta que acabou com próprio futuro; Nathan, a definição de “sarcasmo” e falta de senso social e Simon, aquele típico garoto que passa despercebido. Todos eles, por algum motivo que ao decorrer da primeira temporada será revelado e explorado, estão prestando serviço social, como medida socioeducativa de recuperação de jovens transgressores.

Logo no começo do serviço, eles são atacados por uma tempestade estranha, que dá a cada um deles um determinado poder, até ai ok, né? Uma série nova, feita para jovens, feita por jovens, poderes especiais, gente bonita... Gente bonita? Magra? Descolada? Não. Não e não. Ai entra a graça da série, esse não é um programa superficial, que fala de uma pequena camada de adolescentes que são lindos, magros, descolados, que escapam de qualquer problema correndo, não, eles são OS DESAJUSTADOS. Gente, Skins é novela mexicana de quinta perto de Misfits, a profundidade, a densidade é muito maior, não é só sobre drogas, não é só sobre festas. Se aparece um problema, os cinco “inaptos” socialmente resolvem (de maneiras não muito morais) do jeito deles, mas resolvem.

O que segura o enredo é que eles acabam descobrindo que a tempestade atingiu a cidade toda, tem gente que desenvolve o poder de ficar mais jovem, outro se comparta como um cachorro (?), há quem ache que está vivendo dentro de um videogame a lá GTA e que tem uma missão a cumprir, e isso acaba gerando situações esqueisitas.  Mas os nossos heróis , cada qual com seu poder, Kelly ouve os pensamentos alheios; Alisha quando tocada causa tesão na outra pessoa; Curtis pode voltar no tempo; Simon fica invisível e Nathan, bem, Nathan só se descobre no final da primeira temporada, e esse é um mistério legal de descobrir, ao som de uma trilha sonora FODÁSTICA E ORGÁSMICA, desenvolvem amizades, romances, piadas internas e é claro, problemas. 

Sério, nunca me apaixonei tanto, principalmente pelas duas primeiras temporadas. Vale a pena, as músicas são incríveis, as atuações são sublimes, e os personagens são viscerais. 

11 de agosto de 2012

Entrevista | Fernando Fragata


De nacionalidade portuguesa, Fernando Fragata é pouco conhecido em território brasileiro, no entanto começa a ter seu trabalho reconhecido internacionalmente desde seu último filme, denominado como ‘Backlight’, que em tradução para o português brasileiro significa ‘Pequenos Milagres’. A Bilheteria realizou uma entrevista com esse incrível roteirista, diretor e produtor português que conta um pouco sobre sua história no cinema, os filmes dirigidos e sua adoração pelo cinema brasileiro.


A Bilheteria - Porque você decidiu entrar no mundo do cinema? O que mais lhe atrai em relação a fazer e produzir filmes?

Fernando Fragata - Desde muito criança percebi que o cinema permitia viajar dentro doutros mundos e até noutros tempos. A certa altura não me bastava assistir a esses "mundos", e por isso decidi criá-los. O primeiro "filme" que fiz tinha 11 anos. Ainda não tinha máquina de filmar, mas tinha uma máquina de fotografar. Fotografei tudo como se tratasse de um filme e fiz um livro com as fotos como se fosse uma banda desenhada ou storyboard. Chamava-se "O Plano" e era uma aventura sobre "comer figos da figueira do vizinho sem que o cão deste se apercebesse". Mas era tudo mentira. O cão era meu, tal como a figueira e nem sequer tinha vizinho. Mas aí é que está a magia do cinema. Quem visse o meu "filme" ficava a pensar que eu estava a viver de fato uma grande aventura ao conseguir roubar figos sem ser apanhado pelo cão terrível.

AB - Qual é o filme que você produziu que mais tem orgulho? Por quê?

FF - Chama-se “Pulsação Zero”. É um filme de ação com algum humor e com muitas coincidências e reviravoltas da vida que alteram o nosso destino de forma dramática e muitas vezes inesperada. Tem um pouco haver com o conceito de "Pequenos Milagres", mas toda a parte de ação foi um grande desafio principalmente porque o orçamento era muito baixo embora tenha conseguido um resultado final de que me orgulho bastante.

AB - Seu filme mais recente foi “Pequenos Milagres” (que em Portugal tem o titulo de Contraluz), como surgiu a ideia de fazê-lo?

FF - Durante um ano fiz nos Estados Unidos um trabalho de recolhimento de histórias de vida pessoais. Percorri a América de ponta a ponta e entrevistei pessoas nas cidades bem como nos locais mais isolados e insólitos. Foi um trabalho puramente jornalístico, o qual me deu a conhecer histórias verdadeiramente emocionantes que acabaram por ser a matéria de base para o filme.

AB - Quais são as maiores diferenças entre trabalhar em Portugal e os Estados Unidos?

FF - A envergadura deste projeto em nada tem a ver com o que fiz antes em Portugal e é difícil fazer comparações. Mas se há algo que deva frisar são os requisitos legais e o peso burocrático para se filmar nos Estados Unidos. Isso é verdadeiramente aterrador em comparação com Portugal. Quanto ao resto não existe grande diferença. Em ambos os países existem bons profissionais. 

AB - Durante a rodagem do filme Pequenos Milagres você alterou o roteiro? Adicionou cenas, mudou alguns diálogos?

FF - Há sempre alterações a fazer por varias razões. Principalmente quando se está a fazer um filme com um orçamento muito baixo. É habitual ter que se alterarem cenas porque não temos orçamento para conseguir fazer aquilo que está na página. Contudo, também existem ocasiões em que conseguimos enriquecer aquilo que está noutras páginas. É uma luta constante tentar encaixar a historia que temos para contar dentro do orçamento existente para filmar sem que esta saia danificada ou demasiada distorcida em relação ao roteiro inicial.

AB - Como é sua relação com o cinema brasileiro? Como você vê essa nova safra de filmes tanto brasileiros quanto portugueses?

FF - Sou grande admirador do cinema brasileiro. Tento ver sempre a maior parte dos filmes novos. Sou fã de diretores como o Padilha, Meirelles, Salles e é claro do Cláudio Torres. Tenho pena que o Torres não tenha ainda um reconhecimento internacional tão vincado como os seus colegas, mas é um diretor fantástico. Admiro muito o fato de ser diretor, produtor e roteirista (tal como eu que também escrevo meus filmes). Achei geniais a Mulher Invisível e o Homem do Futuro. Quanto aos filmes portugueses eu acho que ainda temos um longo caminho a percorrer para chegarmos perto da qualidade do cinema brasileiro. O fato dos nossos orçamentos serem mais baixos do que dos filmes brasileiros não ajuda muito a expandir e arriscar fazer filmes mais ambiciosos como tem acontecido com sucesso no Brasil. 


AB - Quando você escreve um personagem, já pensa em qual ator fará esse papel?

FF - Não, isso nunca faço porque apesar de gostar de trabalhar com atores e louvar bastante o seu trabalho, não são os atores que me inspiram durante o processo de escrita. O "desconhecido" é quem me inspira. Prefiro imaginar alguém que não conheço, deste modo, o personagem pode ser e fazer o que eu quiser. Além disso, não vale a pena estar a escrever um roteiro com um ator especifico em mente, porque grande parte das vezes torna-se impossível ou impraticável contratar esse ator, e isso é uma desilusão da qual eu não sofro, uma vez que não estou fixado em ninguém especifico.

AB - Para qual público você escreve, produz, filma os seus filmes?

FF - Em primeiro lugar escrevo para mim. Tenho que encontrar um assunto de que eu me apaixone. Mas é claro que antes de escrever me pergunto se eu acho que o público também irá gostar. Se eu acreditar que sim, então dou luz verde a mim próprio para começar a escrever. Se eu tiver duvidas sobre se o publico irá gostar, normalmente é porque não é a altura certa para contar essa história. Guardo-a na esperança de que um dia chegue o momento certo e avanço com outro projeto que eu acredite que é o ideal para o momento. 

AB - O Pequenos Milagres teve um grande sucesso em Portugal entrando na lista do Instituto Português de Cinema dos top 10 filmes portugueses com mais sucesso de bilheteria. Além disso, foi vencedor de vários prêmios em festivais internacionais de cinema. O que acha que despertou tanto interesse do público no filme?

FF - É sempre um mistério as razões porque um filme tem muito sucesso. Às vezes é uma questão de sorte, outras uma questão de excelente marketing e outras porque ser o filme certo na hora certa. No caso de Pequenos Milagres acho que foi um pouco o filme certo na hora certa. Portugal está a viver momentos de crise muito grave. O filme transmite uma mensagem muito positiva de esperança e muita gente estava precisando assistir a um filme assim, com personagens em situações de desespero, mas que acabam por conquistar um destino digno de orgulho. Em 2004 eu fiz outro filme que se chama Sorte Nula e que também entrou para a lista dos top 10 filmes portugueses com mais sucesso. Os tempos eram outros, ainda não se sentia a crise e o filme é totalmente diferente. É um filme cheio de intriga e suspense. Se tivesse estreado agora acho que não tinha resultado tão bom como o Pequenos Milagres. Como não tive orçamento para fazer uma grande campanha de marketing em nenhum dos meus filmes, eu quero acreditar que foi um pouco de sorte, mas também porque o publico gostou muito de ambos os filmes e passou a palavra. Caso o filme fosse fraco, a palavra se espalha rapidamente e o filme não duraria muito tempo nos cinemas.

AB - Você tem algum novo projeto em vista? Se sim, pode contar-nos um pouco sobre ele?

FF - Não posso dizer muito porque nem eu sei. Tenho vários roteiros que gostaria de filmar, mas nunca consigo arranjar financiamento para aqueles que mais gosto, portanto, veremos o que o futuro reserva.

10 de agosto de 2012

Crítica | Queime Depois de Ler


Os irmãos Joel e Ethan Coen são conhecidos pelos seus filmes inteligentes, críticos e de sucesso entre os cineastas. Além de grandes diretores, os Coen fazem questão de escrever seus próprios roteiros e editar seus filmes. Após os sucessos como Sobre Meninos e Lobos e o aclamado pela Academia, Onde os Fracos não Tem Vez, os irmãos decidiram inovar e em 2008 lançaram a comédia sarcástica/de humor negro “Queime Antes de Ler”.
                O longa retrata a vida do birrento analista secreto, Osbourne Cox (John Malkovich) que após ser demitido, fica furioso e resolve escrever um livro de memórias, revelando os segredos de Estado, os quais foi obrigado a guardar esse tempo todo. Katie (Tilda Swinton) fica atônita com a demissão do marido e agiliza as preparações do divórcio, ao mesmo tempo em que pressiona seu amante, também agente federal – e casado – Harry (George Clooney) a se separar. Em outro contexto aparece Linda Litzke (Frances McDormand – esposa de Joel Coen),  funcionária de uma rede de academias, infeliz com seu corpo e decidida a fazer de tudo para conseguir as cinco cirurgias plásticas que deseja. As histórias paralelas se encontram quando o faxineiro da academia encontra um CD com arquivos confidenciais e o entrega para Linda e Chad (Brad Pitt), seu melhor amigo e professor da mesma academia. Os funcionários ligam para Cox pedindo dinheiro em troca do CD.
                Se você está procurando um filme de rolar de rir para se assistir no final de semana, devo dizer de início que a comédia inteligente dos Irmãos Coen não será a melhor opção. O filme é recheado de crítica à sociedade americana e até mesmo aos filmes de espiões, ridicularizando o próprio sistema secreto dos EUA. Em outras palavras eu poderia reescrever Quadrilha de Drummond: Katie espionava Cox, que espionava Harry, que espionava o governo, que espionava Linda, que não espionava ninguém. Entenderam? Se não houve entendimento, está tudo bem, quando o filme é totalmente compreendido quer dizer que quem o fez não teve sucesso na sua produção.
                A ridicularização dos filmes de espionagem vem com o fato de que os Coen mostram que os espiões não são caras bonitões, rondado de mulheres e idolatrados. Mas sim caras cornos, que perdem o emprego, que recebem ligações “engano” no seu número para assuntos secretos (como Osbourne Cox), ele os retrata como pessoas normais e não super heróis. Outra parte “sarcástica” do filme é o misterioso mecanismo que o agente federal, Harry, vem construindo em seu sótão... O objeto era na verdade um “brinquedinho erótico” e não algo que vá fazer diferença no sistema secreto nacional.
            Além de questionar a espionagem e a falta de confiança, é discutida também a futilidade. Linda Litzke é capaz de fazer qualquer coisa (até mesmo  oferecer suas descobertas confidenciais à embaixada russa e colocar seu melhor amigo, Chad, em risco), tudo para conseguir o dinheiro para suas cirurgias plásticas. A beleza é colocada acima de tudo, o desejo de ser bela e atingir o corpo perfeito a cega a ponto de se meter em uma encrenca enorme.
                O que se destaca nessa comédia irônica é o elenco que traz grandes nomes de Hollywood. E os atores fizeram jus às suas respectivas famas, Clooney e Pitt têm atuações notáveis. Recomendo o filme para quem tá com vontade de uma comédia sarcástica e reflexiva, os Irmãos Coen não costumam decepcionar.

8 de agosto de 2012

Alternativo I Tudo Sobre Minha Mãe


Feminilidade, maternidade, lembranças, aliás, mais que isso, o filme de 1999, de Pedro Almodóvar, “Tudo sobre a minha mãe”, fala sobre gênero e amor.

Repleto de cores fortes e fotografia marcante, a película se passa em Barcelona, Espanha, com o retorno de Manuela (Cecilia Roth, uma das musas de Almodóvar). Logo no início, um personagem memorável, daquele tipo que você chora de orgulho, Agrado (Antonia San Juan, ‘La Chica’, 2005), cujo maior desejo da vida é “agradar a todos” é apresentado, sendo “salvo” da agressão física pela amiga Manuela a qual não via há 18 anos, além de Agrado, nos é apresentado também, Lola. Lola é definida como “um machista com tetas”, é aquele tipo de “pessoa-furação”, vem, vê, vence (destrói tudo) e some. Lola, Agrado e Manuela se conhecem dos velhos tempos, desde o começo da “carreira” de Agrado e Lola na prostituição.

A última pessoa a ver Lola pela cidade, foi Rosa (Pernélope Cruz, ‘Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas’, 2011), uma assistente social meio esquisita que acabou grávida, esse não é um personagem muito definido, ela não se decide se é infantil ou madura, e isso me incomodou um pouco. Um personagem muito forte, é Huma Rojo (Marisa Parede, ‘El espinazo del diablo’, 2002), uma atriz de teatro, que interpreta Blanche, na peça “Um Bonde Chamado Desejo”, detalhe fundamental no filme, tanto pelo enredo, quanto pela densidade e intertextualidade.

Manuela, após chegar a Barcelona, para contar uma notícia desagradável para Lola, acaba trabalhando como assistente de Huma, que com o desenrolar da história, descobre-se parte da vida de Manuela. Eu realmente não quero entrar em detalhes da trama do filme, é uma boa trama, não consideraria um drama, por ser extremamente real, palpável, deixo o enredo a ser desvendado por vocês, e juro, é uma bela história de amor.

É um ótimo “documentário”, uma película sensível (típica de Almodóvar), sobre amor e gênero, deixa claro que todos podem ser amados por uma mãe, seja ela mulher ou homem, biológico ou sentimental, não dando relevância ao sexo, mas sim ao sentimento de ser mulher e saber amar.

E eu aprendi a amar Almodóvar. 

3 de agosto de 2012

Critica I Factory Girl

Conhecido como o guru da Pop Art, Andy Wahrol foi representado em últimos filmes biográficos, mais como um empresário do que como artista. Desta vez não é uma defesa a Andy Wahrol, pois o único objetivo do artista era simplesmente obter fama e dinheiro, não importava a que custo. O que me deixou intrigado entre essa ligação do personagem Andy Wahrol é que ele sempre é conotado como um vilão e manipulador, um usurpador da crença artística de seus circulo de amigos.

Da pesquisa de filmes que encontrei sobre o personagem, encontrei 4 deles sendo duas tramas biográficas (Uma de Valerie Solanos com o filme "I Shot Andy Wahrol" - Um tiro para Andy Wahrol, 1996, outro  sobre a vida de Edie Siedgwick com "Factory Girl" - Garota Irresistível, 2007). As outras duas obras são documentários, um sobre a vida de Wahrol,  e outro foi uma pesquisa com os familiares de Wahrol na Eslováquia. 

Gostaria de deixar claro que o filme analisei foi "Factory Girl", é importante usar o título original porque ele mostra o objetivo do filme, que foi a amizade de Edie e Wahrol em seu estúdio. A "Factory" foi o local de trabalho de Wahrol em Nova York. "Factory Girl" dirigido por George Hickenlooper mostra como foi a aproximação da socialite estadunidense Edie Siedwick de Wahrol. E o declínio da artista após o vicio nas drogas e a sua morte. Qualquer espectador curioso, pode procurar sobre Edie e vai denotar uma semelhança surpreendente entre a protagonista, Siena Miller, com a biografada. 

A "Factory Girl", é um filme extremamente melódico, no entanto acaba por agradar por sua fugacidade através das paixões de Edie. Longe do "formatão" Hollywood, apesar de ser uma produção de Hollywood, o filme não tem essa aproximação estética dos travelings, close, detalhes da linguagem cinematográfica do polo da indústria cinematográfica dos EUA. Ao contrário a câmera fixa parecida com a estética vanguardista russa é mais próxima do filme de George. O uso de imagens inadequadas (fora de foco, mal enquadradas) são estratégias para mostrar a mudança de Edie durante os anos. 

George Hickenlooper
Uma coisa comum nos filmes sobre os anos de ouro para Wahrol, foi que a maior parte de suas inspirações do público feminino foi posteriormente suas rivais. Não só Edie, mas Valerie Solanos e Yayoi Kusama (artista plástica japonesa) são exemplos de artista usurpados por Wahrol. Ao fim do "Factory Girl", Andy aparece comentando sobre a morte de Edie no padrão de entrevista em plano médio de documentário, e fica o gosto de vingança, em pular na tela do cinema para enforcar Andy. O filme alcança sua transfusão de sensações da década de 60 para a tela e mostra a chagada do movimento da contracultura nos EUA.

Obs: O personagem de Danny Quim (Hayden Cristensen) existem rumores de que é um personagem fictício de Bob Dylan que teria um suposto affair com Edie.