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6 de junho de 2013

Série | New Girl

Término de relacionamentos é sempre algo muito complicado, ainda mais para nós meninas, não? Você só consegue chorar e lembrar do carinha (uma merda). Só o que alivia, é perceber que isso não acontece apenas com a gente, mas sim com todo mundo e que essa não é a primeira nem a última vez que isso vai acontecer.

E eu estou aqui pra te mostrar que existe (assim como uma grande amiga fez comigo) uma esperança além do sofá, do chocolate e dos filmes de romance para que você saia dessa fossa: uma boa série.
Ela demonstra todos esses dramas, que não só as garotas mas também os garotos vivem. E a protagonista do seriado ‘New Girl’, linda-maravilhosa-diva-deusa, é ninguém mais, ninguém menos que Zooey Deschanel.

Ela vive Jess, uma garota que logo no primeiro episódio da série é traída pelo namorado e vai morar em uma república com mais três rapazes: Nick, Schmidt e Winston. Juntos eles dividem problemas de relacionamentos e as dificuldades e alegrias  de uma amizade.

Lembra um pouco de ‘Friends’ com um toque de ‘How I Meet Your Mother’, mas existem (poucos) pontos diferentes, como a personalidade dos personagens e o fato do enredo girar em torno do gênio complicado da protagonista e de seus colegas de casa.


New Girl trabalha com a ideia de sitcom americano, no que diz respeito a efeito de câmera (fixa, com cortes rápidos e de maneira dinâmica). Porém se diferencia quando em partes mais cômicas, não possui aquelas risadas de estúdio características, responsáveis por induzir o telespectador.

A série americana, que estreou no Brasil em 4 de Abril de 2012  no canal Fox, já está em sua segunda temporada e promete vir muito mais por aí. A primeira temporada conta com 24 episódios e a segunda com 25.  

A terceira temporada do sitcom não se sabe ainda se vai sair, alguns dizem que sim e chegam a cogitar a volta do personagem Coach, que esteve presente apenas no primeiro episódio ( precisou se ausentar do sitcom por estar atuando em outro trabalho).

Só nos resta aguardar, mas enquanto isso dá pra você dar umas booooas risadas.
P.S. Cuidado com a música de abertura: VICIA. 



29 de maio de 2013

Série | Segunda Temporada de Girls

Após dois Globos de Ouro - Melhor Série Cômica e Melhor Atriz de Série Cômica - Lena Dunham, roteirista, produtora e atriz da série Girls, tinha o desafio de manter o sucesso e o lucro que o tv show adquiriu em 2012. Apesar de montar um cenário simples com quatro garotas na faixa dos 20 anos, preocupadas com futuro, perdidas em Nova York e prontas para aproveitar a juventude, Girls conseguiu atingir um público que "Sex and the City" não alcançou: as jovens nascidas nos anos 90.



O primeiro episódio da segunda temporada - It's About Time - começou bem, atingindo uma audiência de 4,1 milhões de espectadores. Já no primeiro episódio, depois de passar por problemas afetivos com Adam (Adam Driver), a protagonista Hannah (Dunham) decide focar mais em sua carreira e na procura de outro par romântico em sua vida fantasiada. Um pouco diferente de Hannah, Jessa (Jemima Kirke) aparece totalmente realizada com o seu casamento inesperado e, como sempre, não ligando muito para a vida profissional. Ao contrário das personagens anteriores, Marnie (Allison Williams) parecia ter uma vida completa, tanto no lado pessoal quanto o profissional. Contudo, na segunda temporada ambos se entrelaçam e ela consegue protagonizar um dos melhores dramas durante os episodios da trama. Finalmente temos Shoshanna (Zosia Mamet), que na primeira temporada exibia seus cartazes do “Sex And The City” – sendo que nunca havia feito sexo – agora aparece mais madura e tentando suportar as dores e as alegrias de um primeiro relacionamento.


Diferente da primeira temporada em que Dunham teve mais tempo para escrever cada cena, a segunda temporada teve um prazo a ser seguido, por isso talvez que, às vezes, alguns episódios parecem desconexos ou exagerados. No entanto, nessa nova fase mostra-se uma série mais madura, tentando explorar outros lados de seus personagens, como o egoísmo e a futilidade de Hannah.


Confirmada pela HBO, Girls terá uma terceira temporada. O que se espera de Dunham é que ela continue a escrever sobre jovens mulheres para jovens mulheres. Se você está na faixa dos 20 aos 30 anos e não sabe o que fazer da sua vida, então assista Girls e compartilhe suas frustrações com pessoas tão perdidas quanto você.

31 de outubro de 2012

Série ! Adorável Psicose

"Todo mundo é uma pizza no cardápio de alguém. O problema é quando essa pizzaria é rodízio"

HALLOWEEEEEEN! E eu não vou postar nada de terror porque é TOO MAINSTREAM. 

Você sente impulsos para matar pessoas? Você tem dificuldades em fazer amigos porque te acham estranho? Você imagina pessoas cantando enquanto conversa com elas? Você odeia pessoas que falam "mó astral"? Então parabéns, VOCÊ É PSICÓTICO! 

A série Adorável Psicose é inspirada no blog homônimo escrito pela protagonista da série (eficiente, ela, né?). A tal é Natalia Klein, que interpreta a si mesma na série (psicótica e egocêntrica né?). A série, que está na terceira temporada, mostra as sessões de terapia da protagonista utilizando flashbacks dos acontecimentos relatados. 

Me apaixonei pela série nos cinco primeiros minutos do primeiro episódio. O roteiro, da própria Natalia, é recheado de frases cômicas que se misturam ao exagero de imaginação da personagem (que não sei se dá pra chamar de personagem, visto que é ela se interpreta). Por ser a criadora, Klein colocou muito "de si" na série, criando peculiaridades evidenciadas no vestuário pin-up dela, no visual atípico do seu apartamento, que traz uma mistura de elementos fortes além dos bordões utilizados por ela. Tipo, vááários bordões. 

Outro destaque é para a atriz Juliana Guimarães, a psicóloga freudiana Drª Frida, que tem seus próprios tiques e traz o ar cômico da função do psicólogo para com seus pacientes. Grande parte da série se passa no consultório dela, durante a sessão, em que Natália explica os acontecimentos da semana. Geralmente, a cada episódio, é colocada a situação onde Natalia conhece um cara com quem começa a sair, e como tudo dá errado em menos de uma semana. 

O elenco ainda conta com a Carol e o Diogo, os amigos (não imaginários) da Natalia, o Homem-de-bigode, que é o amigo de f*da, a Beth, chefe da Natália, que não pode ver um doce porque ENGOOORDA que é um horror, e o affair da Drª Frida, o graaaande zelador Geovanchir. 

Cada episódio da série dura cerca de 24 minutos, e quer um motivão (além desses mil que já dei no texto?) para assistir agora mesmo? Tem TODOS os vídeos dos episódios passados disponíveis no canal do namorado imaginário da Natalia, o austríaco Zingo Schneider. Pode conferir aqui ó

Assista, e lembre-se, independente de quão psicótico você seja, caso você se identifique com a série, você é uma estrela de luz!




25 de outubro de 2012

Série | Pushing Daisies

FINALMENTE um post meu que não é de terror (a Marina e a Luíza disseram que tinha post de terror demais ultimamente #chatiado). Pois essa série é tão colorida, mas tão colorida, que nem eu creio que falarei sobre ela. No entanto, assim como meu filme preferido não é de terror (Ó, ironia), essa série é uma comédia fantástica e eu adoro. 

Pois bem, Pushing Daisies é (ou foi, a série teve apenas duas temporadas para que sua história se cumprisse) sobre a história de amor entre Ned (o pie-maker) e Chuck (não, não é um casal gay, o nome dela é Charlotte, mas o apelido é esse mesmo). E afinal, o que torna uma história de amor água-com-açúcar interessante para uma pessoa com um gosto (bizarro) como o meu? Pois bem, o protagonista tem um "poder mágico". Todas as coisas mortas nas quais ele toca ressuscitam e em troca uma espécie semelhante de vida morre. 

AÍ está a grande sacada da série. Ele pode reviver algo e, dentro de 15 segundos, outra vida semelhante é perdida. Como assim? Se ele toca o que ele reviveu em menos de 15 segundos, tudo permanece em equilíbrio, se não outra pessoa/coisa morre. Aí a Chuck morre. LÁ VAI ELE e toca o amor da vida dele, ressuscitando-a. 

A série possui um estilo Amélie Poulain de ser. Muitas cores vívidas, trilha sonora exclusivamente instrumental lírica (e belíssima, quando misturada às cenas hilárias da série), fotografia e iluminação bem feitas e, minha parte preferida, um trabalho impecável nas vestimentas dos personagens. Outro aspecto bem explorado em várias ocasiões é a presença do narrador, que, eventualmente, interage com os personagens. É cômico.

Em duas temporadas que totalizaram 22 episódios a trama uniu vários pequenos enredos paralelos com os mesmos personagens (não é novela, ok?), como a relação de Chuck com suas tias (que não podiam saber que ela estava viva, os crimes que Ned resolvia revivendo vítimas por menos de 15 segundos, o amor louco  da (linda) garçonete Olive, vivida por Kristin Chenoweth, por Ned, e, acima de tudo, repito, o amor entre Ned e Chuck. 

Toco nessa tecla pelo que expliquei antes, como ele a ressuscitou, não pode tocá-la novamente, para que ela não morra. É a história de amor mais bela que já vi. São cenas simples que emocionam (#gay), como quando eles deitam na mesma cama, separada por um vidro, para dormirem juntos, ou se beijam por um pedaço de plástico (bléh). Soa estranho, mas, quando vista a série, é uma sacada sensacional! 

As atuações, sem dúvida alguma, colaboraram, os intérpretes de Ned e Olive recebem todo o destaque. Lee Pace e a Kristin desempenharam as mais variadas situações dentro da série que mistura um romance policial que envolve o sobrenatural sem que ele seja tornado terror com vigor. Tão de parabéns, hein? Chorei com o final da série. E nem creio que estou provando que tenho coração. 



18 de outubro de 2012

Série | Hell on Wheels



"Blood will be spilled. Lives will be lost. Fortunes will be made. Men will be ruined".       


            É 1965 nos Estados Unidos da América. A Guerra de Secessão entre os exércitos confederados do sul escravista e as forças armadas yankees do norte libertário acabou. O espião confederado John Wilkes Booth assassinou o presidente Abraham Lincoln. Os escravos estão livres para viver em um mundo de dor e preconceito. Os primeiros arremedos de paz começam a se desenhar no horizonte, mas a poeira da Guerra Civil ainda não baixou. A nação norte-americana é uma ferida aberta.

            Esse contexto de dor, destruição, arrependimento, consciências pesadas, passados sangrentos e cemitérios cheios serve de palco para a série de faroeste Hell on Wheels, criada por Joe e Tony Gayton e veiculada pela AMC. O seriado estreou no dia 6 de novembro de 2011 e sua segunda temporada terminou em 7 de outubro de 2012. Cada temporada possui 10 episódios, de 45 minutos cada. Ainda não se sabe se haverá uma terceira.
 
            A série toda gira em torno da construção de uma ferrovia que deve ligar o leste e o oeste do país. O responsável pela concretização do projeto é Thomas Durant (Colm Meaney), um empresário inescrupuloso e corrupto que superfatura o valor da obra para encher os próprios bolsos, aproveitando-se de sacrifício e dor alheios. O seriado inteiro, salvo curtas exceções, acontece nos arredores da construção da ferrovia, em especial no acampamento de trabalhadores e negociantes que a acompanha.

O acampamento que acompanha a construção é chamado de “Hell on Wheels”. Algo como Inferno Sobre Rodas. Nada mais apropriado. A violência reina naquele agrupamento sujo, sangrento e brutal, composto por mendigos, beberrões, assassinos, escravos libertos, ex-soldados, prostitutas e todo o tipo de gente rejeitada pela sociedade ou incapaz de voltar a viver na civilização depois de ter presenciado os horrores da guerra.


    
        A ação começa quando Cullen Bohannon (Anson Mount), o protagonista, chega em Hell on Wheels. O cara é o anti-herói por excelência. Ex-soldado confederado, pistoleiro, silencioso, durão e atormentado por fantasmas do passado, Bohannon busca vingança contra os soldados que mataram sua esposa, mas acaba se tornando uma peça importante na construção da ferrovia.


            
          E esse é só o começo da história. Há muito mais do que se falar. O seriado é permeado por revoltas internas, brigas por poder, ataques indígenas, hipocrisia, o surgimento de uma amizade entre Bohannon e Elam Ferguson, um dos empregados negros da ferrovia e, até mesmo, uma fagulha de romance acendida pela inglesa Lily Bell, cujo marido é assassinado trabalhando em um cargo de importância na ferrovia e ela toma seu lugar. Os quatro, Bell, Ferguson, Bohannon e Durant, compõe o quadro de personagens principais da série, que ainda conta com dois irmãos irlandeses, um padre desiludido, um norueguês louco chamado de Sr.Sueco, uma prostituta que viveu entre índios, um índio convertido à fé cristã, um senador corrupto, entre muitos outros personagens que dão à série um tom humano para aquele ambiente brutal. E nesse passo, a série explora de maneira incrível os limites que um homem, ou mulher, pode alcançar até estar além de qualquer redenção, e afunda-se, junto com seus personagens, no fundo da alma de seus personagens. É impossível não sentir ao menos um pouco de reconhecimento ou simpatia com aquelas figuras que, a despeito de tudo e todos, se meteram a atravessar o maldito país construindo a droga de uma ferroria.
            Não discorrerei mais da história para evitar spoilers. Vale constar, contudo, que, ainda que nada tenha sido decidido quanto à viabilidade de uma terceira temporada, os episódios “Blood Moon” e “Blood Moon Rising” encerram a segunda com fogo, dor, destruição e sangue, em um grand finale digno da beleza brutal, fria, crua e intrinsicamente humana do resto da série, mas também deixa aberto um precedente muito promissor para uma possível continuação.

26 de setembro de 2012

Série | Harper's Island

Tempinho que A Bilheteria não traz nenhuma indicação de série, não é mesmo? Pois bem, você já viu a minissérie Harper's Island? (Tem que falar mini mesmo porque a série foi produzida propriamente para 13 episódios) 

A série é de 2009, não nego que o post não é dos mais atuais, mas conheci a série por meio da noiva do bilheteiro Jean, a linda Luana, mês passado, e não poderia deixar passar sem falar dela aqui. 

A história é focada no casamento de Trish e Henry (no entanto nenhum deles é o protagonista da série, MANCADA, risos). Mas vamos por partes. O elenco é de dar orgulho, viu? A noiva é a linda Katie Cassidy (que fez milhares de filmes de terror, como When a Strange Calls, Black Christmas, Taken e o remake de Nightmare on Elm Street, alémde participar em Supernatural, Melrose Place e várias outras séries). James Norman é o Uncle Bob de Supernatural, Victor Webster também já participou de Melrose Place, e fez Primal Scream, Moonlight e CSI por um curto período. Matt Barr também é bem conhecido por Gossip Girl e Hellcats. Tem também a Gina Holden, que fez Blood Ties, protagonizou Flash Gordon e por aí vai. 

Enfim, além do elenco especificamente central, há as pequenas histórias dos muitos secundários para completar o aspecto de drama e suspense da série (e também HAJA secundário para morrer em 13 episódios, não é?). 

Em uma pacífica ilha (e blá blá blá), uma série de assassinatos começa a acontecer, dentre estes, a mãe de Abby Mills, morre. A jovem, que é melhor amiga do noivo, Henry, vai embora loucamente da ilha para nunca mais voltar. Mas aí o Henry resolve que quer casar na ilha, e ela vai, por livre e espontânea pressão. Começamos a história neste ponto. Enrolei pra explicar tudo isso, mas o objetivo do blog é criticar e comentar, não resumir nada, que fique claro. 

O roteiro da série, Ari Schlossberg, produziu um roteiro complexo, que, no entanto, permitia um entendimento pleno dos acontecimentos. Infelizmente ele só roteirizou essa série e Amigo Oculto. Olha o talento sendo disperdiçado. Quem acompanha séries de várias temporadas está acostumado a passar uma semana aguardando o episódio com ansiedade. Tive a sorte de poder assisti-los todos de uma vez. 

Sim, vi tudo em quase seis horas pelo simples desespero de precisar entender o episódio seguinte. A junção do roteiro com a atuação e o próprio cenário formaram um conjunto perfeito para o que o suspense propunha. Como você deve imaginar, com a chegada dos convidados para o casamento, incluindo Abby, os assassinatos acontecem novamente, com as mesmas características do assassino da mãe de Abby, sete anos atrás. 

A criatividade (que eu nunca vi entre os milhares de filmes de terror que já peguei por aí) para gerar o suspense no espectador é realmente forte. O mais complicado em uma série de terror (visto que, roteiros como estes geralmente custam render mais que um filme) é que se prenda a atenção. Harper's Island o faz com sucesso. E, claro, com surpresas. A possibilidade de utilizar toda a história em um espaço de tempo longo (13 episódios de 42 minutos) teve, ao seu favor, a possibilidade de explorar emoções. O que vemos resumidamente em um filme pôde ser aprofundado na série: o instinto de sobrevivência, e a reação de cada pessoa por conta disso. Entramos então na parte além suspense da série: há ação, amor, medo, raiva, todos os sentimentos colocados sobre pessoas que estão em uma situação de vida em risco, expostas a qualquer tipo de coisa. 

Fica aqui a indicação de hoje para uma série rápida e fácil de encontrar pela internet. Risos. 

16 de agosto de 2012

Séries l The Misfists


Eles são britanicamente fofos. SIM, estou apaixonada, não só pelo humor ácido, pelo sotaque, mas também pela densidade da história da série inglesa, The Misfits.

A primeira de quatro temporadas (já disponível para download) começou a ser transmitida em televisão no ano de 2009 na Inglaterra, e como é de se esperar, não chegou ao Brasil por intermédio de redes de tv, mas como na Europa, Misfits, esbanja de um artifício que o público chave da série, os jovens, amam, a internet, justamente por meio dela, a série chegou ao Brasil. Através de redes sociais e principalmente o twitter, os “desajustados” mais lindos e do balacobaco vem nos deleitar com sua maturidade (ou a falta dela) próxima a nós.

A história gira em torno de cinco jovens, Kelly, a escandalosa do subúrbio; Alisha, a patricinha festeira; Curtis, o atleta que acabou com próprio futuro; Nathan, a definição de “sarcasmo” e falta de senso social e Simon, aquele típico garoto que passa despercebido. Todos eles, por algum motivo que ao decorrer da primeira temporada será revelado e explorado, estão prestando serviço social, como medida socioeducativa de recuperação de jovens transgressores.

Logo no começo do serviço, eles são atacados por uma tempestade estranha, que dá a cada um deles um determinado poder, até ai ok, né? Uma série nova, feita para jovens, feita por jovens, poderes especiais, gente bonita... Gente bonita? Magra? Descolada? Não. Não e não. Ai entra a graça da série, esse não é um programa superficial, que fala de uma pequena camada de adolescentes que são lindos, magros, descolados, que escapam de qualquer problema correndo, não, eles são OS DESAJUSTADOS. Gente, Skins é novela mexicana de quinta perto de Misfits, a profundidade, a densidade é muito maior, não é só sobre drogas, não é só sobre festas. Se aparece um problema, os cinco “inaptos” socialmente resolvem (de maneiras não muito morais) do jeito deles, mas resolvem.

O que segura o enredo é que eles acabam descobrindo que a tempestade atingiu a cidade toda, tem gente que desenvolve o poder de ficar mais jovem, outro se comparta como um cachorro (?), há quem ache que está vivendo dentro de um videogame a lá GTA e que tem uma missão a cumprir, e isso acaba gerando situações esqueisitas.  Mas os nossos heróis , cada qual com seu poder, Kelly ouve os pensamentos alheios; Alisha quando tocada causa tesão na outra pessoa; Curtis pode voltar no tempo; Simon fica invisível e Nathan, bem, Nathan só se descobre no final da primeira temporada, e esse é um mistério legal de descobrir, ao som de uma trilha sonora FODÁSTICA E ORGÁSMICA, desenvolvem amizades, romances, piadas internas e é claro, problemas. 

Sério, nunca me apaixonei tanto, principalmente pelas duas primeiras temporadas. Vale a pena, as músicas são incríveis, as atuações são sublimes, e os personagens são viscerais. 

7 de junho de 2012

Séries | Game of Thrones

Chega ao fim a segunda temporada de Game of Thrones, deixando aquele gostinho de “PRECISO DE MAIS” e uma vontade imensa de ler os livros da saga. O post de hoje vai tentar evitar spoilers, por isso buscarei fazer alguns comentários, e evitar outros.

Começando pelos diálogos. Algumas cenas se tornam memoráveis, não apenas pelas imagens excelentes ou pela perfeição de alguns atores, mas também pelo encaixe das falas, junto com o jogo de olhares e situações de cada cena. Cada episódio te engole, de uma forma inexplicável, e você só volta para o mundo real quando vê a tela escurecendo ao fim do capítulo. A tristeza quando algum barulho interrompe a sua atenção e você tem que voltar a cena, ou perder um trecho, demonstra como cada espaço foi bem utilizado dentro dos episódios.

Outro ponto marcante da série é a atuação. Falar de Peter Dinklage já é chover no molhado, porém não me canso de elogiar esse excelente ator. Muitos usam suas diferenças para aparecer apenas com elas, como o anão que tomava tapa na cabeça no pânico, entre outros. Mas ao interpretar Tyrion, Peter demonstra qualidades de um ator de topo. Não é apenas o diferente. Não está na série apenas por ser um anão. Suas atuações são espetaculares. Outros dois atores que me chamam a atenção na saga, mesmo sem a mesma importância na saga, são Aidan Gellen, no papel de Mindinho e Conleth Hill, no papel do eunuco Lord Varys. Começo falando de Varys, até agora o personagem mais fascinante da saga, pois não é aliado de ninguém, ao mesmo tempo está com todos. Já a atuação de Hill segue o mesmo fascínio. Seu olhar de surpresa, falsa evidentemente, traz ainda mais drama e suspense para as cenas. Já Aindan Gellen consegue uma coisa fundamental do personagem. Ele consegue transparecer o medo revestido na pseudo-coragem de Mindinho. Nas suas cenas, vemos um homem atormentado pelo medo, que teme perder o controle.


O cenário e o figurino da série continua no nível da primeira temporada. As belas armaduras realmente "funcionam" nas cenas de guerra, não fica parecendo dois bonecos do Power Rangers lutando, que nem em alguns filmes medievais. E os castelos, espaços abertos entre outros tipos, são fascinantes.

Sobre a trama, de tudo o que aconteceu, a traição foi a parte que mais me assustou. Não vou falar quem traiu quem, para não estragar o dia de quem ainda não viu. Mas eu achei que foi a unica parte que eu mudaria da saga. Deixou um personagem que poderia ser mais explorado em uma situação estranha, apenas para "se provar". Enfim, espero que isso se explique melhor na terceira temporada. (Brincadeira, eu estou juntando dinheiro pra comprar o livro, urgentemente). 

Minhas palmas ficam também para o escritor da saga, George R.R. Martin, que fez uma obra que passará por gerações, sem precisar de apelos como “Amor, paz, luz”. Talvez seja por isso que a obra se diferencie e é tão aclamada atualmente. Bem, para não escrever spoilers sobre a saga, termino o texto aqui. Espero realmente que todos assistam essa série, pois não irão se arrepender.  

6 de junho de 2012

Série | Persons Unknown

TERÇA É DIA DE CINEMA ALTERNATIVO! 

Dane-se, como quem deveria estar postando hoje é a Gica, e ela é caloura, e está na festa dela (festa em que não estou porque sou legal, só que ao contrário), postarei sobre uma série que eu ADOREI. Sim, adorEI porque ACABOU. Fail. 

A minissérie começa com uma cena exótica de sequestro de Janet, enquanto ela cuidava da sua filha em um parquinho. No momento seguinte, ela acorda confortavelmente instalada em um quarto de hotel, onde se encontra com mais seis estranhos, tão confusos quanto ela, enquanto são recepcionados pelo bizarro gerente do hotel, que age como se a situação fosse a mais comum possível. Só que não.

O hotel está em uma pequena cidade, que tem câmeras em TODOS os lugares, e está isolada por um campo elétrico que causa sérias queimaduras em quem tenta passar (e eles continuam tentando, mesmo assim). O que já parece estranho vai piorando conforme cada um dos participantes desse "reality horror" são submetidos a provas, e descobrem que, para sair, o jeito é matar os outros seis. Ou seja, FFFFFFUUUUU!

Aí ninguém sabe mais em quem confiar, se tem algum informante entre eles, se formam intrigas, e, cada episódio mostra que o "jogo" é algo muito maior do que eles imaginam, e que há uma rede cheia de gente poderosa - gente poderosa parece A-DO-RAR torturar pessoas psicológica e fisicamente, né? Tenho mil exemplos de filmes - por trás disso. O que fazer então?

Estava na dúvida se contava ou não. Resolvi não contar, afinal, a minissérie tem 13 episódios de 40 minutos cada, e, eu garanto que, pra quem curte um thriller, uma ação, e, ao mesmo tempo, um drama (pô, a galera tá longe da família, tá desesperada pra voltar pra casa, é praticamente um big brother sem o prêmio. e o paredão é irreversível), a série cai muito bem, inclusive pra esse feriado.

A forma como a trama se dá é aquele instinto simples que nós bem sabemos: o teste do limite de um grupo de humanos confinados e ameaçados o tempo todo, levando-os a mostrarem quem realmente são. Os segredos, os medos, os conflitos internos e blá blá blá. Mas vale a pena. COM TANTA COISA PIOR PRA VER, essa série tá ÓTIMA!

11 de abril de 2012

Série | 2 Broke Girls


Eu não sei vocês, caros leitores, mas meu tempo é curto. Enquanto eu tenho que ligar pra uma fonte aqui, escrever uma matéria ali e ainda comer/dormir, também preciso “tirar um lazer”, como uma amiga minha sempre diz. Parece entretenimento de pessoas não sociáveis, porém eu curto assistir uma série de vez em quando. É neste contexto que entra 2 Broke Girls.

A série é, praticamente, um drops. Com uma média de 22 minutos por capítulo, 2 Broke Girls conta a história de Max Black (uma inspirada Kat Dennings – Uma Noite de Amor e Música/Thor), uma garçonete que nunca conseguiu nada fácil na vida e de Caroline Channing (Beth Behrs – American Pie: O Livro do Amor), que, ao contrário de Max, é uma bilionária. Ou melhor, era. Com a crise vigente na economia americana, desde 2008, o pai de Caroline arma algumas falcatruas e acaba preso, deixando a filha na pindaíba. Apesar de Caroline ter passado a vida inteira com muito dinheiro, ela decide começar a trabalhar e é assim que ela e Max encontram-se na história, no meio do Brooklyn, em uma lanchonete.

Completam o elenco o patrão baixinho Han Lee (Matthew Moy), que revive um humor mais pastelão, o cozinheiro russo-depravado, com aspecto meio sujo e talento culinário de gosto duvidoso Oleg (Jonathan Kite) e ainda Earl (Garrett Morris) o caixa sempre bem humorado do café. Todos muito clichês, porém muito divertidos.

Talvez a personagem que tem o lado humorístico mais forte é Max. Com pegadas satíricas e às vezes até com piadas de humor negro, ela é quem sustenta a maior parte das risadas. No entanto, se você é aquela pessoa toda meiga e correta, logo gostará mais da loirinha Caroline, que está sempre de bom humor e pronta pra aumentar a moral da amiga.


O visual da série é também bem interessante, apesar de poucos detalhes e o fundo principal ser a cidade de Nova York. Claro que este recurso de usar NYC como cenário já foi utilizado, até pelos próprios roteiristas de 2 Broke Girls, contudo em Sex And The City. 

Co-criada para a rede americana CBS pelos roteiristas Michael Patrick King (Sex And The City) e Whitney Cummings (também criadora e protagonista de Whitney, na NBC e ex-painelista do Chelsea Lately, do canal pago E!), a série é transmitida no Brasil pelo canal pago Warner Channel. Se você leva a sério premiações hollywoodianas, 2 Broke Girls ganhou como Favorite New TV Comedy no People’s Choice Awards 2012. A série é engraçada e promete melhorar ainda mais na 2ª Temporada já confirmada.

7 de março de 2012

Série | Revenge

Com a volta do serviço do blog, a equipe d'A Bilheteria resolveu abrir espaço para o gênero televisivo das séries, que, muitas vezes, possuem qualidade de produção, atuação, cenário, direção e roteiro tão merecedores de atenção quanto os longas cinematográficos.

Todos já ouviram falar da história d'"O Conde de Monte Cristo", obra do mesmo escritor d''Os Três Mosqueteiros", Alexandre Dumas. O livro foi concluído em 1844, e é um clássico da literatura francesa e já deu origem a algumas adaptações cinematográficas. No entanto, o canal ABC inovou a inspiração do livro e adaptou-a para a série que teve estreia em 2011, Revenge.


Enquanto na obra um marinheiro é preso injustamente e, depois de fugir da prisão, resolve se vingar, na série, encontramos uma personagem que busca justiça pela prisão de seu pai enquanto ela era apenas uma criança. A sinopse, embora sugira algo frio, contradiz o ritmo real da série.

Protagonizado por Emily VanCamp, que troca sua identidade para retornar ao Hampton, local em que habitava com seu pai, a personagem (também Emily) busca eliminar, um a um, os causadores de sua infância presa e da morte de seu pai na prisão.

O que poderia ser simples ganha um ar diferente quando, após "lermos" sobre quem é Emily Thorne, experienciamos um episódio da série. Com um sorriso envolvente de Monalisa, a protagonista arquiteta planos, utilizando a fortuna que foi guardada por seu pai para que ela pudesse se reestruturar ao sair do reformatório, e consegue, ao mesmo tempo, não apenas cativar, mas também surpreender o expectador.
Há uma eterna dúvida quanto aos seus sentimentos, suas amarguras, sua dor e seu rancor que, ao se misturarem, podem fazê-la tão frágil quanto perigosa.

Além de VanCamp, há a presença de Madeleine Stowe, atriz que interpreta principal culpada pela prisão do pai de Emily, e, ironicamente, era o amor dele. Em uma relação de desconfiança, as duas se mostram tão bem escolhidas para seus papeis que não se poderia imaginar qualquer outra pessoa em seus lugares. Um drama com um certo suspense e um ar de romance misturado em uma série que, em menos de uma temporada já foi nomeada a vários prêmios, como o People's Choice Awards e ganhou como favorite guilty pleasure o TV.com Awards, promete.