Mostrando postagens com marcador Críticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Críticas. Mostrar todas as postagens

17 de julho de 2013

Crítica | O Cavalheiro Solitário


A história se passa em 1869, no Texas. John (Armie Hammer) é um homem da lei que acaba de retornar a sua cidade natal, onde vive seu irmão Dan (James Badge Dale), com sua mulher Rebecca (Ruth Wilson) e seu filho Danny (Bryant Prince). John está disposto a resolver tudo na justiça e cumprir as leis ao pé da letra, ao contrário do contexto em que vive que predomina a política do “olho por olho, dente por dente”.
Ao acompanhar o Texas Rangers em uma patrulha pelo deserto ao lado do irmão, o grupo acaba sendo encurralado pelos capangas de Butch Cavendish (William Fichtner), bandido foragido com fama de comer carne humana. Todos são assassinados, com exceção de John, que fica a beira da morte. O índio Tonto (Johnny Depp) o encontra e resolve ajudá-lo quando um cavalo branco para diante do corpo inerte de John. Tonto acredita que John foi escolhido como mensageiro espiritual e que como voltou da morte, não pode mais ser morto. A partir daí John começa a usar uma máscara e ao lado de Tonto, segue a procura da justiça, a justiça contra Cavendish.
O filme é estruturado em forma de flashbacks do velho índio Tonto, o que não deixa de ser um belo recurso, porém o roteiro o desvalorizou e deixou muito a desejar, o filme se arrastou pelas longas duas horas e meia de duração. Escrito por Justin Haythe, Ted Elliott e Terry Rossio, o roteiro não possui ritmo e só consegue engrenar nas cenas finais de ação, em que nos lembramos dos velhos filmes de faroeste. A aventura, ação e comédia estão presentes, é uma pena que somente na última parte do filme.
No que diz respeito à atuação, os atores parecem não ter a química ou entrosamento necessário, os protagonistas são companheiros, porém não passam a ideia de cúmplices. Outro par que definitivamente não deu liga foi o do protagonista John, com sua cunhada e amada Rebecca, não há paixão no sentimento dos dois, apenas trocas de olhares frios.


Armie Hammer faz de John Reid um homem covarde, o que era pra ser um homem ao lado da justiça, contra a violência, acaba sendo um homem frouxo, “cavalheiro cagão”, com o perdão da palavra. Seu medo de usar a arma em momentos decisivos deixa o telespectador com certa raiva do herói. O cavalo branco, Silver, acaba sendo mais corajoso que o próprio dono.
Não é surpresa que em um filme de Johnny Depp, há a presença de Helena Bonham Carter – interpretando a dona de um cabaré – que apesar de sua atuação plena, nos faz perguntar do por que da existência da personagem ou por que a grande atriz para o pequeno papel. Eles são realmente inseparáveis? Tim Burton que pregue um olho no seu melhor amigo. Por falar nele, é claro, arrancou várias risadas. Johnny Depp e seu jeito peculiar de atuação já se tornaram marca registrada do ator, porém, me pego pensando se esses tiques também são inseparáveis do ator.
Como dito anteriormente, o auge da trama é a cena final, na qual se utiliza a trilha sonora original de “Zorro e Tonto” para embalar a troca de tiros sobre o trem. Para que o filme atingisse algo memorável na história da sétima arte, precisaria de um roteiro com maior ritmo e atores com maior entrosamento e entusiasmo. O Cavalheiro Solitário deixa a desejar e se salva apenas pela última cena.

2 de julho de 2013

Crítica | The Bling Ring

“Um filme que não poderia ser feito 10 anos atrás”. Sofia Coppola não poderia estar mais correta nessa frase. Fugindo um pouco de sua característica existencialista, presente nos filmes “Encontros e Desencontros” e “Um Lugar Qualquer”, a diretora ataca o culto às celebridades e a criação de ilusões e desejos por parte da mídia norte-americana sensacionalista, através do filme “The Bling Ring”, que possui Emma Watson (Harry Potter e The Perks of Being a Walflower) no elenco.

O título do filme é óbvio, já que Bling Ring foi o nome dado pela mídia estadunidense à gangue de jovens que roubava as mansões das celebridades em Los Angeles. Sim, a história é baseada em fatos reais e chegou aos ouvidos e olhos de Coppola através de um artigo publicado na Vanity Fair em 2010, pela jornalista Nancy Jo Sales, que foi intitulado como “Os Suspeitos Usavam Louboutins”. Interessada pela história, a diretora começou sua caça pelos cinco atores que iriam compor a ‘gangue’. Primeiramente, a vontade de Coppola era ter apenas atores desconhecidos, para mostrar o contraste com os personagens reais que conseguiram fugir do anônimato. Contudo, decidiu aceitar Watson (Nicky) no elenco, que apesar de mostrar no trailer, não é o centro das atrações. Quem comanda as cenas e também a quadrilha de jovens bem sucedidos é a novata Katie Chang (Rebecca), que assim como Scarlett Johansson consegue fazer uma faísca virar um incêndio em cada momento que aparece.

Além de Watson, que precisou perder o sotaque britânico para interpretar sua personagem, Israel Broussard (Mark) também precisou adentrar no mundo da moda e entender o lifestyle de Los Angeles – para isso os atores tiveram ajuda de Claire Julien (Chloe), que também compoe o elenco e é natural da cidade.

Apesar do longa demorar para engrenar em seus primeiros vinte minutos, ele mostra para o que veio incorporando a estética das redes sociais e reality shows, jorrando freneticamente imagens de celebridades, fotos em redes sociais – o que também remonta a velocidade que as informações são transmitidas na internet – vídeos do TMZ. A contemporâneidade e o espírito livre dos jovens também é remontado na linguagem solta e cheia de expressões – compostas na sua maioria pela palavra ‘bitch’ (vadia em inglês).



Para os olhares menos apurados, “The Bling Ring” pode parecer um filme fútil e até mesmo desnecessário. Contudo a crítica sutíl e lúcida de Coppola sobre o mundo das celebridades e como a juventude é manipulada pelo falso glamour e as festas de Hollywood, transborda pela tela do cinema e mostra com fatos, e o olhar perdido de Mark após a sentença, quão suja e sem sentido é a vida hollywoodiana.


28 de junho de 2013

Crítica | All Superheroes must DIE

Mas oe, uma semana que ninguém posta nada aqui: final de semestre. Entreguei meu TCC essa semana, e tal, ENFIM, oi. Hoje eu não vou falar de terror (!) Mas é um filme que eu curti MUITO e preciso compartilhar a emoção galera. Seguinte, Todo super-herói deve morrer? 

A proposta do filme me agradou muito: um grupo de pessoas em um local desconhecido precisando realizar tarefas pra salvar a própria pele. Jogos Mortais? NÃO! Eles são super-heróis que precisam lutar contra super-vilões pra salvar os habitantes locais, que estão presos em bombas por toda a cidade. 

A direção e produção do filme é BEM bacana, (e os diretores são os produtores e os protagonistas do filme também. Seria isso falta de renda?) lembram do clipe "you belong with me", da Taylor Swift? O diretor é o jovem loirinho que atua no clipe, Lucas Till. Ele tem 22 aninhos e dirigiu alguns curtas, participou de X-Men, fez uma série de coisas famosas e não deixou a desejar em All Superheroes Must Die. 

A produção é independente, foi premiada pela After Dark Festival de Toronto, e traz um nome de peeeeeso, James Remar (Dexter, Sex and The City, X-Men, milhões de séries e filmes). Ele interpreta o ótimo vilão RickyShaw, que resolve se vingar dos heróis que o colocaram na cadeia armando esse jogo com várias atividades para eles. Funciona como uma ficção/ação de tensão psicológica bem f*da. 

Cenários e roupas então: IMPECÁVEIS. os uniformes dos heróis e a cidade abandonada muito bem feitos. Os quatro protagonistas (Change, Cutthrot, Shadow e Wall) mostram o lado humano dos heróis. E mostram que esse lado não é muito cativante. Bem interessante saber o que pessoas "de honra" fazem sob pressão para salvar quem devem ou quem precisam. 


21 de junho de 2013

Crítica l Western


Desertos  e violência

O Grande Roubo - 1903
Entre as areias, pólvora e sangue, os filmes do gênero western sempre foram de aspecto violento. Foi uma fórmula criada pelo cinema estadunidense nos início do séc XX e dura até hoje. O boom desse modelo de filmes se destacou pela sua facilidade na veiculação dentro das redes de televisão.

Mas para melhor exemplificar sobre um gênero que inovou as história e também estagnou a indústria, vamos começar pelos primórdios do cinema. O primeiro filme que se tem que registrado como western foi "O Grande Roubo" em 1903 de Edwin Porter, um ex-assistente de Thomas Alva Edison e também um professor de edição de filmes e sobre cinema para D. W Griffith. Neste primeiro filme já com os métodos de edição e com o close up, o chápeu, as botas e a arma começam a fazer parte daquela  visão heroico dos norte-americanos conquistando o oeste.
Em 1930 com o cinema sonoro começa suas atividades, temos o boom ou a 'era de ouro' do gênero Western com a exportação dos filmes até os anos de 1970. No entanto as obras que se destacaram por um grande tempo foi do diretor John Ford, como "O homem que matou o facínora" de 1962, "No tempos da diligências" de 1939.
John Ford
O cinema western tinha o objetivo de contar a história dos Estados Unidos, a partir da conquista do Oeste. O objetivo era mostrar sobre o período que compreendeu entre os anos de 1860 até 1880. No entanto a figura do cowboy foi construída pelos soldados do Sul dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Nesse aspectos temos uma figura heroica que foi formada pelo enorme genocídio ocorrido com os índios do Oeste dos Estados Unidos, mas o cowboy resistiu apenas como figura histórica no imaginário até pelo seu próprio fim antes mesmo da invenção do cinema.

Apesar de alguns abusos e absurdos o cinema western representava muito bem esse período conturbado da história dos Estados Unidos, pois realmente era uma região violenta, até a briga por mulheres era algo comum segundo os livros de história. No entanto esse modelo padrão de história caiu em desuso antes mesmo do fim da era de ouro do western. Até o próprio John Ford já havia realizado obras com um toque mais sentimental. O western porém não se restringiu aos Estados Unidos, na Europa e até mesmo no Brasil foi realizado obras com essa mesma perspectivas mas com seus toques regionais.
Lima Barreto

No Brasil com a o início das atividades da Vera Cruz a primeira tentativa de uma industrialização do cinema nacional, tivemos nossa primeira obra premiadas internacionalmente. Foi com "O cangaceiro" de 1955 e com a direção de Lima Barreto, tivemos nosso primeiro modelo de western. No entanto o gênero não vingou com a Vera Cruz, até porque Lima Barreto morreu sem nenhum lucro com o filme. Na Europa podemos definir que Sergio Leone que teve esse mesmo papel de nacionalizar um movimento estrangeiro. Mas na realidade foi uma tentativa diferente pois ele deixou suas obras com caráter original, usando de atores estadunidense e a falas em inglês.

Sergio Leone
Um destaque para o western após esse fase dos anos de 1970 e de 1980, foi para Clint Eastwood que após ser ator dos filmes de Sergio Leone, também tornou-se diretor de alguns filmes entre eles "Os Imperdoáveis" de 1990 e "Coração de Caçador" de 1989. O western sempre teve uma relação cíclica com o espectador pois ressurgiu novamente em grandes produções. Entre eles alguns blockbuster do século XXI como "Django Livre" (2013) de Quentin Tarantino e também "Bravura Indômita" (2011) um filme dos irmãos Coen. Apesar de cada vez mais esse gênero ter uma violência expostas de forma nua e crua, atenta-se para a produção que cada vez mais prima por um rigor estético. Apesar de não ser mais os anos de ouro do western, lembramos que ele também foi importante para a formação de outros movimentos cinematográficos. A discussão sobre um cinema western de vanguarda ainda não se concretizou mas que suas obras valem a pena, isso realmente é verdade.

19 de junho de 2013

Cinema Alternativo | The ABC's of Death

Essas antologias de terror estão abalando, não é mesmo? Entrei nessa vibe e resolvi pegar vários pra assistir. Na realidade só alguns, mas como cada um tem vários, vi vários mesmo (ééé). ENTÃO. 

Diretores de quinze países receberam a seguinte proposta: uma letra do alfabeto e cinco mil dólares para produzir algo relacionado ao terror entre 3 e 5 minutos. Assim foi a criação do ABC's of Death. Claro, não seria possível que os 26 curtas fossem bons, mas alguns foram realmente criativos. Como eu não tenho empenho pra 26 mini críticas, destacarei os altos e baixos (abrindo o Google pra lembrar da sequência de filmes).

Ah, antes de mais nada, ele é "alternativo" porque lida com muitos diretores independentes no cenário do cinema de terror por todo o mundo. O mais conhecidinho é o Adam Wingard (que fez A Horrible Way to Die, V/H/S [crítica nossa aqui] e V/H/S/2 - crítica que vem por aí assim que eu arrumar ânimo pra ver o filme).

ABC's of Death tem de tudo: 

B is for BIGFOOT: sim, tem um pé-grande no filme - mais conhecido como Abominável Homem das Neves. O filme é de um diretor da Espanha, Adrian Garcia Bogliano, só de curtas, até hoje. O impressionante é que foi um dos mais simples e me deu medo, sabia? ÉÉ! O primo de uma little child quer dar uns pegas na namorada, mas tem que cuidar da little child, aí eles contam uma história pra ela, sobre o Bigfoot, que toca o sino na frente da casa das pessoas por volta das 8 da noite e leva crianças que não estiverem dormindo. Pois bem, oito da noite o sino toca - era o lixeiro, que inventaram pra criança não sair da cama. NÃO É QUE O LIXEIRO MATA O PRIMO e deixa a criança porque ela finge que tá dormindo? Arrasou. 

F is for FART: o filme é japonês - tem vários curtas japoneses - e o nome já diz tudo (fart = peido). Uma aluna apaixonada pela professora deseja morrer inalando o gás traseiro dela. Pois é, cada um com sua mania, né? Eu chorei de rir nesse. Ridículo. 

G is for Gravity: bobo, o cara vai surfar e morre afogado. O ponto positivo? É feito em POV (point of view, acho criativo isso, bem bacana, olhar "através" dos olhos da pessoa, só dá um pouco de dor de cabeça). 

H is for Hydro-Electric Diffusion: uma gata stripper (animal, mesmo) nazista tenta matar um cachorro da União Soviética. É uma "animação", bem feita até!

K is for Klutz: é um desenho (mesmo) de um cocô (!) que quer voltar pro lugar de onde saiu da mulher. Engraçado, ri horrores. 

M is for Miscarriage: (aborto espontâneo) é do norte americano, que colaborou com Cabin Fever 2 e com V/H/S também, Ti West. Sem dúvida o mais minimalista e tenso de todos. Uma mulher levanta da privada e não consegue "empurrar" o que saiu pela descarga. Aí ela vai atrás de um desentupidor e, quando acha, finalmente é revelado o que tem na privada: um feto. Assustador. 

X is for XXL: (tamanho GG de roupa, sabe?) CRIATIVÍSSIMO, mostra a obrigatoriedade dos estereótipos físicos sobre uma pessoa "feia". O filme é do francês Xavier Gens e mostra uma mulher acima do peso andando pela cidade e sofrendo horrores de bullying. Ao mesmo tempo, propagandas e cartazes por todos os lados mostram uma modelo esbanjando beleza; a mulher chega então em casa e começa a cortar todas as partes do seu corpo para poder alterar a silhueta. 

Como dito, alguns valem a pena, outros, só pra rir mesmo. AH, esqueci de mencionar, T is for Toilet tem uma privada assassina e um final que mostra como qualquer bobeira pode nos matar. Interessante, e o diretor é famosinho, Lee Hardclastle, trabalha com claymation (animações de massinha). Taí pra quem gosta de filme de terror. AH! No finalzinho do filme (que é de 2012, esqueci de mencionar), afirmam que em 2014 teremos um novo ABC da morte. Aguardaremos. 





Adaptação l As Vantagens de Ser Invisível

Oien

Imagina que seu melhor amigo se mata. Imagina que você é alguém quieto e recluso. Imagina que algum evento na sua infância marcou seu psicológico para sempre. Imagina que ninguém presta muita atenção em você. Imagina que você é invisível. Quais seriam as vantagens?

Bem, essa "imaginação" é a vida de Charlie (Logan Lerman), um garoto 'invisível' que acabou de entrar para o primeiro ano do Ensino Médio e esta mais deslocado que nunca. O psicológico do menino é abalado, né?

Entre situações familiares e escolares que o deixam mais invisível, Charlie acaba sendo visível aos olhos do seu professor de literatura, que vê no garoto uma mente vívida sedenta por livros e conhecimento. Mas não só de livros que vive o nosso garoto. Ele tinha sede de conhecer a vida.

Nessa cena entra Sam (Emma LINDA Watson - Harry Portter)  e Patrick (Ezra MIller - Precisamos Falar Sobre Kelvin). São meio irmãos meio sãos. Eles são um pouco caricatos. Ela misteriosa e louca por um cafageste que só usa e abusa dela, só faz dodoi no coração dela. Ele, bem, sofre de amor. O cara que ele ama tem vergonha dele e não admite assumir-se homossexual apesar de manterem um relacionamento. SIM, um filme sem clichê gay-bicha louca.

Além dessas novas amizades de Charlie, ele começa a se corresponder com um amigo, que não tem identidade nenhuma, mas que é o desabafo dele. Não vou entrar em descrição de climax porque você tem que ver o filme e por favor, por favorzinho inho inho, leia o livro. O filme é uma adaptação do romance epistolar do norte-americano Stephen Chbosky, lançado em 1999.

Eu li o livro e achei lindo, eu vi o filme e achei lindo. Trilho sonora é compatível, as atuações são sinceras, apesar de que me incomodei com a falta de sotaque britânico da Emma, mas né, é mais sensato.

O filme/livro pode até trazer uma "moral da história" sobre amor juvenil e como ele vence as coisas. Mas quem tem essa visão é por que: 1-nunca amou e 2- dormiu/não prestou atenção no filme.

É muito mais do que 20 centavos, OPA, do que amor juvenil, é sobre que "você aceita o amor que você acredita merecer". E como isso fode com a gente. Com o perdão do termo.

12 de junho de 2013

Adaptação | O Diário de Bridget Jones



Olá lindos e lindas. Não é querendo pagar de apaixonada, nem muito menos de solteira descontente com o dia de hoje que estou postando essa crítica. Na verdade, descobri que era uma adapção e resolvi assistir. Mas o fato é que tem tudo a ver com o DIA DOS NAMORADOS. Assista com seu boy magia, com sua neguinha, com seu cachorro, com suas BFFS, com quem você quiser, mas assista.

A história é um clichê de comédia romântica, mas a gente gosta disso mesmo, não é? “O Diário de Bridget Jones”, baseado no livro de mesmo nome de Helen Fielding, conta a história de uma solteirona com seus 32 anos, fase esta sempre considerada pelos pais e pela sociedade como tardia para seu atual estado civil.Em todos os finais de anos, quando ela volta para a cidade dos pais no interior, é colocada em uma situação constrangedora para conhecer ‘partidos’ indicados pela mãe, sempre frustrados.

Bridget (Renée Zellweger), então, apaixona-se pelo chefe Daniel (Hugh Grant) bonitão e sedutor e o conquista com mudanças de comportamento e visual (esta é aquela parte do filme da mudança geral que as mina piram, pois quem sabe um dia também possam fazer como a protagonista). O diário entra na parte em ela resolve tomar o controle da sua vida. A história se desenrola e Bridget acaba de envolvendo com um dos ‘partidos’, Colin Firth, apresentados pela mãe.

O longa-metragem de 94 minutos, não foge muito à receita para o sucesso do gênero. Viagem da mocinha para a cidade dos pais onde conhece o mocinho, os amigos engraçados, o mal entendido no fim para que seja preciso que um dos envolvidos corra atrás do outro e o casal que se odeia no início e acaba se apaixonando no fim.

Além de ter sido filmado a maior parte das vezes na Inglaterra em épocas mais frias (tem muuuuita neve), a trilha sonora é um capítulo a parte. Músicas como "It's Raining Men “ e "All by Myself" nunca fizeram tanto sentido na minha vida.

É uma boa pedida para relaxar no dia de hoje. E fique que nem eu: apaixonada pelo beijo dos protagonistas, que de tão lindo foi até indicado ao MTV Movie Awards em 2002 na categoria de melhor beijo.

BEIJOS, BEIJOS, BEIJOS.

11 de junho de 2013

Crítica I Boca do Lixo


Oh! Meu querido primo pobre

Filmes produzidos na Boca do Lixo
Demorei mais de dois dias pensando em um título para essa crítica, mas no entanto isso que vocês estão lendo acima foi o melhor que consegui escrever, e espero que atenta as minhas expectativas quanto dos apreciadores desse conteúdo.

Gostaria de dedicar minha crítica não apenas ao movimento, mas a toda uma classe de artistas injustiçados pelos críticos e talvez até pelo seu público. Pretendo apresentar minhas homenagens como também minha raiva, do projeto da maior indústria de filmes nacionais , A Boca do Lixo. Um nome que na minha opinião pouco reflete o movimento, pois se 'reciclado' percebe-se um aprimoramento da estética cinematográfica. Acontece que enquanto os artistas da 'Boca do Lixo' foram profanados por grande parte da crítica, e o movimento formado por grande intelectuais elitistas cada vez mais ganhou apoio financeiro e técnico do governo. O “Cinema Novo” apesar de suas críticas ao regime da época, não fez o mesmo esforço que Walter Hugo Khouri, Carlos Reichenbach, Guilherme de Almeida Prado fizeram com a tentativa da primeira Bollywood brasileira, a rela tentativa de um cinema independente.

A fama do “Cinema Novo” esteve mais associada a um sucesso internacional do que interno. Porém a estética da “Boca do Lixo” apesar da vulgarização da mulher, na maioria dos filmes elas eram protagonistas, como em “Paraíso Proibido” e “Perfume de Gardênia”. Totalmente diferente da visão antropocêntrica estabelecida pelos alicerces do Cinema Novo. Não quero julgar negativamente o movimento do Cinema Novo, porém em muitos aspectos eles se diferenciam de um cinema de vanguarda. Podemos manter até uma ponte entre o Cinema Novo e a Bossa Nova, sendo dois movimentos culturais de estética elitista, sem preocupação com a popularidade e de caráter contemplativo foram das preocupações sociais.

Produções da Boca do Lixo
A Boca do Lixo foi responsável por uma guinada na febre de cinema B. Até porque os filmes da Boca eram produzidos em escala industrial, só nos anos de 1970 e de 1980 ela respondeu por cerca de 80% da produção nacional, sendo que o tempo era curto para as produções da Boca. Enquanto a preocupação do cinema Novo advinha em montar um Nouvelle Vague* no Brasil, os cineastas da Boca foram responsáveis por manter nomes do Cinema Marginal e atores de novela como o ator Paulo Villaça, Tarcísio Meira, David Cardoso. Eles não apenas queriam desenvolver um polo industrial como também um estilo brasileiro. Ao todo montaram aventuras, western, dramas, infantis, comédias, eróticos mas sem o sexo explicito e até mesmo ação. Já no Cinema Novo encontramos gêneros muitos semelhantes aos produzidos na Boca, como “Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade”, que tinha a pretensão de gênero western, mas a preocupação com os conflitos entre o poder um referencial da estética de Glauber levou o filme a um confusão na trama. Com a Boca podemos conhecer as raízes do nosso cinema, assim podemos olhar para produções atuais com predisposição e entender que alguns choques entre gêneros ou estilos e um fator que possivelmente ocorreu dentro de um movimento anterior.

Mas o que aconteceu à Boca do Lixo? Para alguns sumiu na história cinematográfica por ser uma pornochanchada, até parece que nossas raízes estão entrelaçadas apenas ao “Cinema Novo” , pela sua visão patriarcal do cinema brasileiro atual. No entanto a Boca do Lixo não foi nosso pai, mas sim nossas mães , quando ressurgimos nos anos de 1990 com o Novo Cinema brasileiro. Alguns acham que apenas o Plano de Desestatização** foi o protagonista do fim da Boca, mas acredito que ele já havia morrido de desgosto pela crítica negativa advinda da época e a super bajulação dos cineastas do Cinema Novo.

Ótimos títulos dos Filmes
Parece até que as obras de Walter Khouri somente denotam um mero universo pornô, mesmo que seja uma obra forte caráter existencialista ainda assim Reichenbach aparece apenas desmerecendo os valores das mulheres, mesmo com uma obra que explora as sensações das mulheres operárias e não como seres frágeis mas com uma piedade sem tamanho. No fim acredito a Boca do Lixo falhou em seu projeto e por isso acabou por ser sucumbida pelo seu modesto esforço. E no fim tudo o que restou a Boca do Lixo foi voltar as braços das mesmas prostitutas que foram expulsas do Centro de São Paulo e encontraram um lar no Bairro da Luz junto as ruas Triunfo e Augusta.

OBS: Quem quiser pode consultar os episódios do documentário "Boca do Lixo: a Bollywood Tropical", do Canal Brasil.

* Nouvelle Vague – Movimento cinematográfico francês


** Plano de Desetatização – Plano de governo para a privatização de indústrias no período do Presidente Fernando Collor de Melo

9 de junho de 2013

Crítica | The Great Gatsby

Não teve crítico que não comparasse The Great Gatsby à Moulin Rouge e Romeu + Juliet, filmes também dirigidos pelo excêntrico Baz Luhrmann. Não se pode negar, Great Gatsy é um espetáculo visual e sonoro do início ao fim. Contudo, esse exagero acaba diminuindo a narrativa tão perfeitamente escrita por Scott Fitzgerald. Na época em que o livro foi publicado (1925), as ironias e o cinismo de Fitzgerald recaiam sobre os excessos inconsequentes, as loucuras e o crescimento econômico norte-americano – mais especificamente em grandes centros como Nova York. Essa parte, tão importante para se entender o contexto da obra, não foi muito explorada durante o filme – talvez mais nas primeiras cenas, quando tentava-se construir um cenário para o filme.

Apesar de não ser a primeira adaptação do clássico literário, Great Gatsby é pela primeira vez explorado tão profundamente no lado emocional. Luhrmann pede que seus espectadores se apaixonem incondicionalmente pelo triângulo amoroso, pelo amor fantasioso de Gatsby, e principalmente todo o cenário extravagante, muito bem coordenado com a trilha sonora – que tenta unir a música pop atual com as antigas canções de jazz e blus que rodeavam os bares dos anos 20 – possuídora de intérpretes como Lana Del Ray, Jay-Z, Beyoncè, Florence e Gotye. Tal qual as festas exuberantes de Gatsby, o filme de Luhrmann convida as pessoas para uma experiência diferenciada, dependendo apenas de você para aproveitá-la.

O que torna o filme mais passional são as atuações de Leornardo Di Caprio e Carey Mulligan. Ambos trazem uma ambiguidade emocional de seus personagens de uma maneira que nem mesmo os leitores de Fitzgerald poderiam sentir. A dualidade do caráter de Gatsby e a falta de decisão de sua amada são despejadas em cada cena entre Di Caprio e Mulligan.

A falta de profundidade na narrativa e a não crítica ao mesmo processo de desenvolvimento exacerbado que vemos atualmente – devido, principalmente, à globalização – fez com que o filme ficasse com um ar apenas deslumbrante, visualmente e sonoramente, faltando um toque mais profundo na literatura de Fitzgerald. Luhrmann deveria ter se lembrado de uma das partes da obra: “Você não pode repetir o passado” e esquecido um pouco de seus outros filmes na construção de Great Gatsby.

7 de junho de 2013

Crítica | Superman: Unbound

O que você espera de um filme de herói que não busca se tornar popular e vender milhões? Antes de mais nada, é entender em quem a equipe pensou e produziu o filme. Superman: Unbound é um exemplo claro dessa ideia. O, talvez eterno, descontentamento com filmes adaptados de quadrinhos  (e nisso entra também as animações) por parte dos fãs mais assíduos da nona arte já começa a aparecer antes do lançamento do novo longa do Homem de Aço, seja pela reptição de clichês da série ou por algumas cenas do trailer, mas para animar e apaziguar os fãs, a DC tinha sua carta na manga e lançou um filme animado do herói mais poderoso do planeta (brinks, nem é).

Parece que, SEMPRE, tem que ser contado como Kripton explodiu e toda aquela coisa. Mas dessa vez, o roteiro consegue colocar a explosão do planeta natal de Kent com contexto, explicando o motivo de tal cena estar ali. Voltar com Kripton, com a relação entre o Sol Amarelo da Terra com o vemelho do planeta de origem do herói, colocar Brainiac e algumas outras particularidades do filme apontam que ele não é direcionado ao leigo. 

Falando em Brainiac, acredito que uma boa adaptação parte da boa escolha do vilão. Sabemos quem é o herói em sua essência e raramente somos surpreendidos pelas suas ações, mas o vilão dá o viés anarquista ao roteiro, fazendo o inesperado e dando o ritmo ao longa. O Coringa no segundo Batman é uma prova disso, tal qual Loki em Vingadores. E Brainiac faz isso muito melhor do que Luthor. Você não entende quem é, o que ele quer e para que ele faz isso, e acaba gostando disso. 

Os desenhos, e a parte estética em geral, mantém os padrões das ultimas produções da DC, seguindo a linha da série Young Justice. A parte sonora peca em alguns momentos de luta, mas em geral não atrapalha o bom desenvolvimento das cenas. 

Superman: Unbound é uma animação para fãs e não tenta ser mais que isso. Se você não conhece bem a história de Clark Kent, ou se você prefere algo mais dinâmico, Luthor e Smalville, é melhor esperar o dia 12 de Julho. 

6 de junho de 2013

Série | New Girl

Término de relacionamentos é sempre algo muito complicado, ainda mais para nós meninas, não? Você só consegue chorar e lembrar do carinha (uma merda). Só o que alivia, é perceber que isso não acontece apenas com a gente, mas sim com todo mundo e que essa não é a primeira nem a última vez que isso vai acontecer.

E eu estou aqui pra te mostrar que existe (assim como uma grande amiga fez comigo) uma esperança além do sofá, do chocolate e dos filmes de romance para que você saia dessa fossa: uma boa série.
Ela demonstra todos esses dramas, que não só as garotas mas também os garotos vivem. E a protagonista do seriado ‘New Girl’, linda-maravilhosa-diva-deusa, é ninguém mais, ninguém menos que Zooey Deschanel.

Ela vive Jess, uma garota que logo no primeiro episódio da série é traída pelo namorado e vai morar em uma república com mais três rapazes: Nick, Schmidt e Winston. Juntos eles dividem problemas de relacionamentos e as dificuldades e alegrias  de uma amizade.

Lembra um pouco de ‘Friends’ com um toque de ‘How I Meet Your Mother’, mas existem (poucos) pontos diferentes, como a personalidade dos personagens e o fato do enredo girar em torno do gênio complicado da protagonista e de seus colegas de casa.


New Girl trabalha com a ideia de sitcom americano, no que diz respeito a efeito de câmera (fixa, com cortes rápidos e de maneira dinâmica). Porém se diferencia quando em partes mais cômicas, não possui aquelas risadas de estúdio características, responsáveis por induzir o telespectador.

A série americana, que estreou no Brasil em 4 de Abril de 2012  no canal Fox, já está em sua segunda temporada e promete vir muito mais por aí. A primeira temporada conta com 24 episódios e a segunda com 25.  

A terceira temporada do sitcom não se sabe ainda se vai sair, alguns dizem que sim e chegam a cogitar a volta do personagem Coach, que esteve presente apenas no primeiro episódio ( precisou se ausentar do sitcom por estar atuando em outro trabalho).

Só nos resta aguardar, mas enquanto isso dá pra você dar umas booooas risadas.
P.S. Cuidado com a música de abertura: VICIA. 



27 de maio de 2013

Crítica | O Homem de Ferro 3

           Oi genteeeeeeeeeee! Eu sou a Karina a mais nova bilheteira. Entrei no blog com os lindoooooooooooos que eu amo, por também adorar cinema. Mas tenho que ressaltar algumas coisas. Primeiro: amoooooooo comédia romântica, talvez por ser tão ‘manteiga derretida apaixonada’, mas minhas verdadeiras paixões são os dramas. E segundo: vocês nunca vão me ver comentar de filmes de terror (não assisto sozinha, e como moro sozinha....) e nem filmes em que o Michael Jackson aparece (sim, tenho muito medo dele. MEDO mesmo). O que mais reparo nos filmes são as trilhas sonoras, embora não entenda muito de música, para mim sem elas, nada. E tenho um filme favorito: O Fabuloso destino de Amelie Poulin (talvez por causa da trilha mais linda da minha vida). E aí vai minha primeira crítica como bilheteira:

            
           Mais uma vez o Homem de Ferro , lançado em 25 de Abril deste ano,  dá um show. A começar pelos efeitos especiais, que sempre são impecáveis (com destaque à cena do ataque a mansão do protagonista), em seus filmes. Passando pelos personagens, que realizam uma impecável interpretação, em especial Robert Downey Junior (Tony Stark) e Gwyneth Paltrow (Pepper Potts). E terminando no roteiro, que cativa o espectador – independente da sua idade - do início ao fim da obra.
            Contudo, apesar de apresentar efeitos especiais embriagantes, a condição do filme apresentado em 3 dimensões deixa a desejar. São poucas as cenas que o público de fato percebe o efeito.
            O terceiro filme da saga do Homem de Ferro, traz o protagonista Tony Stark mais distanciado da armadura de ferro, ou seja, mais humanizado. Isso se comprova nas diversas cenas que eles estava desprovido do traje e conseguiu vencer seus inimigos através de sua perspicácia.
            O roteiro baseia-se em um tema que dialoga com assuntos atuais. O inimigo bem definido –característica advinda dos quadrinhos - do Homem de Ferro é Mandarin, um ‘líder’ que se propõe a exterminar quem se colocar em seu caminho e destruirá diversos prédios norte-americanos enquanto isso (remete aos atentados terroristas que os Estados Unidos já sofreram). E neste cenário o grande herói da pátria continua sendo Tony.
            O personagem principal não perdeu suas características de ‘se achão’ e seu sarcasmo. Porém houve uma exaltação de sua agilidade, de sua capacidade tática e de seu lado mais humano, que foram responsáveis por garantir uma boa receita de filmes de ação comerciais, que aliados a comédia alcançam enormes bilheterias.
            O final acaba por deixar o espectador um pouco confuso. O clima de fim da história do nosso heroi se confunde com a espera do filme "Os Vingadores 2" que vem por aí.

Karina Chichanoski

20 de maio de 2013

Crítica | Silent Hill: Revelation 3D

Aô gente bonita, simpática e elegante! Sou eu quem não posta há mais tempo aqui. Saudades de mim, pfvr. Whatever, como não temos um post sobre isso já tem muito tempo (até porque só eu falo disso aqui), vamos falar de coisa boa? Filme de terror! ÊÊÊÊÊÊ! Sou TÃO tecnológico que vou comentar sobre um filme que nem chegou no Brasil ainda. Pois é, Silent Hill: Revelation 3D estreou em 25 de outubro de 2012 no universo, e só chega dia 31 de maio no Brasil. #chorando MAS não é esse o caso. 

Como já comentei sobre Resident Evil, o grande problema em fazer um filme baseado em um jogo é  que você pode usar os elementos (personagens, monstros, cenários) deste, no entanto, precisa de um roteiro  concreto que, em geral, foge do jogo em si (e deixa os fãs do game enfurecidos sobre quão ruim o filme é). O primeiro filme já começou arrasando no "erro". No jogo, quem vai atrás da Cheryl dentro de Silent Hill é o pai, enquanto no filme, colocaram a mãe. Mas não estou aqui para apontar as diferenças entre o jogo e o filme, o blog é de cinema, beijos. 

Então, depois de voltar de Silent Hill sem a mãe, Heather (que na realidade é a Sharon, mas mudou de identidade para fugir "da escuridão" de Silent Hill) se esconde com o pai para começar uma vida nova, em uma escola nova e blá blá blá. Até que o pai dela some, e ela é obrigada a encarar seus medos novamente e voltar para Silent Hill para poder salvar o pai. 

Não consegui jogar muito por medo das criaturas e, nesse âmbito, o filme não deixou a desejar. As Puppet Nurses, o Pyramid Head, o Armless man, a (o, não dá pra definir o sexo) Mannequin e a mulher-que-eu-não-sei-o-nome-mas-vocês-vão-saber-quando-assistirem foram realmente bem produzidos e renderam boas cenas de sustos e tensão. O mesmo pode-se dizer dos cenários. Foram até mais fiéis que no primeiro filme. SPOILER (selecione com o mouse para ver, hahahaha): o Pyramid Head protege a Heather gente! Eu queria ter um guarda-costas com um machado gigante. Bullying nunca mais!

Os destaques para a forma angustiante do contraste silent hill - mundo real mostram mais do jogo. Agora Silent Hill não é mais apenas a outra "dimensão" da cidade. Ela é a escuridão em si, em todos os lugares, perseguindo a coitada da Heather. "Silent Hill é o medo de cada um", e isso é visto no parque de diversões, meu cenário preferido no filme. Os coelhos cor-de-rosa embrulhados com sangue são medonhos, de verdade. Na real é tudo aquela receita básica: a luz mostra quando ela está ou não em Silent Hill. Você simplesmente percebe. 

Salvar o pai se torna apenas uma peça da grande trama que se torna entrar em Silent Hill, mas o comentário sobre não vem a calhar. Apenas vale dizer que o roteiro foi muito bem trabalhado, mesmo que tenha misturado a história do primeiro e do terceiro jogos. Mais ou menos isso. O diretor, Michael Bassett, poderia ter trabalhado melhor nisso no primeiro filme, assim não sobrariam pontas soltas a serem retomadas/ não esclarecidas. 

Ah, sim, sim! Elenco: dane-se o universo, tem a Carrie-Anne Moss e o Sean Bean. Só consigo ver a Trinity e o Boromir. Ok, parei. Tem o Malcom McDowell também. gente, o McDowell tá em tudo. Enfim, o elenco arrasou também. Filme recomendadíssimo pro cinema! 





8 de abril de 2013

Cinema Nacional I Sérgio Bianchi


A Sala 36

Sérgio Bianchi
        No dia 04 de abril estive sobre uma dúvida cruel entre voltar para casa e assistir alguns dos meus filmes preferidos, ou viajar até o Campus de Uvaranas (entenda que literalmente é longe a região onde moro do Campus de Uvaranas da UEPG), com o objetivo de assistir os filmes de um artista nascido em Ponta Grossa com exibição pública. Enquanto mantive essa dúvida de repente me deparei na sala 36 no bloco de Artes Visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa, para assistir uma sessão de curtas metragens de Sérgio Bianchi. Então entrei numa sala de 40 lugares com apenas 6 cadeiras ocupadas até o inicio da sessão. Desculpe ao leitor por expor sobre minha relação com a sala de cinema sei que não é digno expor sobre essa situação no entanto não é por descaso, mas apenas uma apropriação da cena. Estive triste momentaneamente por estar em  uma sala tão grande vendo filmes tão restrito ao público local, não sei se há explicação para a falta de comparecimento mas realmente o pessoal da organização está de parabéns por trazer está coleção de um artista nascido na cidade.
          Quero declarar minhas sinceras desculpas, ao nosso leitor por não escrever sobre um cineasta paranaense e com tantas páginas a se falar e tanto para se apreciar. Declaro que através desta crítica tentarei me redimir comentando sobre suas obras e estilos do multiartista do audiovisual, Sérgio Bianchi.
"Segunda Besta"
 Amostra teve apresentação de 3 curtas: Omnibus (1972) ; Segunda Besta (1977) ; Divina Previdência (1983); e um média metragem, Mato Eles? (1982). Obras raras do cenário nacional, os dois primeiros curtas foram realizados enquanto Bianchi estava no curso de Audiovisual da Escola de Comunicações e Artes de São Paulo (ECA – USP). Nos dois primeiros curtas percebe-se uma aproximação com a Nouvelle Vague*, até pelo período em que o Brasil vivia no Cinema Novo. Nesse momento há criação de uma corrente de cinema autor, muito distante do que a crítica identificou nos filmes de Bianchi como “Raiva Lúcida”, até por suas obras ele deve não ser enquadro em nenhuma corrente quanto temos um artista mais multifacetado e que usa de diversas correntes para expor suas ideias. Voltando aos curtas metragens temos obras realizadas em película P&B**  iguais a maior parte dos filmes da Nouvelle Vague,  e todos os planos feitos à mão e com alguns momentos em que o ator olha diretamente para a câmera em  “Omnibus” e “Segunda Besta”. Também nesses curtas não há nenhuma fala dos atores em cena apenas uma trilha sonora para despertar uma nova sensação no espectador. As imagens voltam-se, a uma estética provocativa e dramática.
Curta Metragem - "Divina Previdência"
No terceiro curta apresentado “Divina Previdência” tem talvez uma evolução da produção cinematográfica de Sergio Bianchi com um filme que demonstra toda a sua fase da “Raiva Lúcida”, porém quebra essa linearidade do cinema-autor, ao começar pela realização em película colorida e com mais cenas de humor com um final metalinguístico cinematográfico onde o personagem principal, Antonio José da Silva suicida-se na cadeira de uma sala de cinema enquanto os atores do filme da sessão conversam com ele. Bianchi sempre foi um cineasta muito elogiado pela crítica nacional no último filme apresentado na sessão do dia 04, “Mato Eles?” é um vídeo documentário sobre as tribos indígenas do sudoeste do Paraná e a extração de madeira na região. Este último vídeo em especial está muito próximo dos documentários experimentais realizados pela Casa de Cinema de Porto Alegre nos anos 90.
Documentário - "Mato Elles" 
Mesmo anterior aos documentários da Casa de Cinema de Porto Alegre, Bianchi trabalha as cenas com certa dose de humor mesclando ficção com documentário, o que foi uma tendência nos últimos documentários apresentados no XXV Festival Internacional de Documentários de Amsterdã ***. A técnica mesclada de Bianchi também pode estar relacionada com a região onde nasceu, pois os Campos Gerais foi identificado por Darci Ribeiro**** como a linha de convergência entre o Brasil Caipira e o Brasil Sulista *****. Então através da obra apresentada vemos a proximidade de Bianchi com circuito do Cinema Novo com Glauber Rocha, Cacá Diegues e Arnaldo Jabor e também do Cinema Experimental sulista com Carlos Reichenbach e a Casa de Cinema de Porto Alegre. Mais que um cineasta, Bianchi ainda e o maior artista multifacetado dessa mistura conhecida como Brasil.

* Movimento artístico cinematográfico francês da década de 60, entre seus principais autores estão Jean Luc-Godard, François Truffaut e Robert Bresson.

**  Película em preto-branco.

***  O IDFA (International Documentary Film Festival Amsterdam),  maior festival de documentário do mundo e completou 25 anos em 2012.

**** Antropólogo, escritor e político brasileiro.

***** "O Povo Brasileiro"  obra de Darci Ribeiro, que explora as formações sociais e culturais no Brasil. Disponível em vídeo no Youtube ou em livro.

30 de outubro de 2012

Cinema Alternativo | Lola Versus

Não sei vocês, mas eu estou naquela fase de mudanças. De lugares, rotinas, trabalhos. Parece que no mundo contemporâneo as pessoas necessitam da constante transformação de sua personalidade e de suas atividades. O filme ‘Lola Versus’ tenta mostrar esse desejo do ser humano de mudar ou, às vezes, como o universo os obriga a se modificarem.

Lola (Greta Gerwig) tem aquele sonho burguês de casar, formar uma família e morrer juntinho com seu marido. No entanto, com as pressões do matrimônio, seu noivo Luke (Joel Kinnaman) decide terminar com a relação e Lola vê seu mundo desmoronar. O maior problema é que, ao contrário de Luke, ela percebeu que nunca fez nada em sua vida e que sempre montou em sua mente a promessa do casamento não concretizado.




‘Lola Versus’ tentar romper com as amarras da sociedade e libertar as mulheres e, principalmente, a protagonista do machismo, quando a mesma faz sexo com vários homens e os renega no dia seguinte da transa. Apesar dessa tentativa, o longa-metragem procura essa independência feminina no lugar errado. Culpar o homem pelo fracasso de uma mulher não é o melhor caminho, pois acaba reforçando o feminismo fundamentalista e contradiz com a ideia de que ‘as mulheres não precisam dos homens para nada’. Precisam sim, assim como o sexo masculino necessita delas.

Os roteiristas Daryl Wein e Zoe Lister Jones infantilizaram demais a trama. Sugerir que a vida só está relacionada ao amor e não ao sucesso profissional, torna o filme cansativo e sem nenhuma expectativa. O que parece é que Lola está versus Lola e nada mais.



28 de outubro de 2012

Crítica | Polsdon/Shelter



Da Bulgária o berço da miscigenação do Oriente e Ocidente, centro da planície da Bálcãs e uma dos antigos satélite do extinto Pacto de Varsóvia. Essa região um tanto destoada da Europa Central tem  mostrado produções diferenciadas no âmbito cinematográfico. Dragomir Sholev cineasta Búlgaro ficou conhecido por escritor-diretor pois além de estar convergindo entre essas áreas foi autor de uma das obras que deram um destaque para seu  país.


O título da obra, "Shelter" dirigido por Dragomir em 2010, mostra-se uma obra diferente das produções do que é conhecido por Indústria Cultural do cinema. "Shelter" é uma ficção que debate as diferenças de idade na Bulgária onde um menino de 12 anos que se autodefine como um neopunk enfrenta o conservadorismo de seus pais em relação a seu grupo. O talento de Dragomir aparece em trechos do filme com um sinal perceptivo, ele defronta as ideias pela faixa etária em um jantar onde menino leva seus amigos para casa e os mesmos são expulsos por uma ato de raiva do pai que não aceite a nova fase de seu filho. "Shelter" é quase um estudo etnográfico social a partir dos comportamentos e com as falas dos personagens moldamos instintos diferentes para cada faixa etária. 

"Shelter" usa da cenas como se fosse em um teatro pois é majoritariamente realizado por grandes planos sequencias habilidade de Dragomir vinda do teatro. O filme tem esse aspecto de uma encenação e as sequencias são sutis e agradáveis fora da nostalgia que a realidade nos apresenta. "Shelter" não é apenas uma obra com tom antropológico mas é uma mistura de documental e teatro não como uma teledramaturgia barata, mas seu apoio em cenas do cotidiano da realidade e que fazem poesia na obra. Em um movimento talvez forçado mas Dragomir permite ao espectador ter a mesma sensação que Hal Haltley nos leva em "Confissões de Henry Fool", onde a realidade constroem-se de forma poética na tela.

23 de outubro de 2012

Crítica | On The Road


“Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam…”


Foi Jack Kerouac, com seu livro ‘On The Road’, que me mostrou o universo do beat, uma geração embalada pela batida agitada do jazz e a nostalgia do blues, que estava sempre querendo mais – loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos (trecho famoso do livro). Assim como Allen Ginsberg em seu polêmico livro O Uivo (1956), Kerouac consegue transmitir toda a inquietação da juventude norte-americana dos anos 50, que nada se parecia com o American Way of Life.

Essa liberação sexual, o uso de drogas alucinógenas na busca do autoconhecimento, a rejeição ao materialismo e ao capitalismo fortemente arraigado na cultura estadunidense, mudou a vida de muitas pessoas ilustres, como Jim Morrison, Johnny Depp (que sempre sonhou em interpretar Dean Moriarty, o protagonista de Kerouac), Bob Dylan, Francis Ford Coppola e o diretor brasileiro, Walter Salles.

A versão cinematográfica de ‘On The Road’ ficou por anos engavetada por Coppola, que escolheu Salles pessoalmente para dirigir o longa-metragem. O cineasta brasileiro é um exemplo de direção documental no estilo road movies, gênero que ele já utilizou várias vezes nos sucessos ‘Central do Brasil – que rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz à Fernanda Montenegro – e ‘Diários de Motocicleta’.

Adaptação fiel e inspirada/inspiradora, o filme captura a essência do vagabundo Dean Moriarty (Garret Hedlund) e como ele mudou a direção da vida de Sal Paradise (Sam Riley). O roteiro partiu do manuscrito original – divulgado apenas em 2007 – que era considerado impublicável, devido o seu conteúdo explícito e sua tentativa de vivenciar o que realmente Kerouac quis mostrar em seu livro. Assim, da edição de 1957, poucas coisas foram mudadas, como por exemplo, a denominação dada aos personagens – que antes obtinham os nomes reais: Sal Paradise/Jack Kerouac, Marylou/Luanne Henderson, Dean Moriarty/Neal Cassady, Terry/Bea Franco, Old Bull Lee/William S. Burroughs, Camille/Carolyn Cassady, Jane/Joan Vollmer e Carlo Marx/Allen Ginsberg. Essa escolha ocorreu, pois Kerouac conseguiu trazer muito mais fantasia à realidade em que vivia.

O roteirista Jose Rivera (Diários de Motocicleta) e Salles fizeram as mudanças necessárias para que o filme fosse fiel ao livro, porém prendesse a atenção do público, que em alguns momentos sente melancolia ao perceber a luta de Sal/Kerouac contra a religiosidade e a sexualidade reprimida.

Quem viu Kristen Stewart como a sem-sal Bella Swan em Crepúsculo, com certeza se surpreendeu ao ver sua interpretação como a destemida, sensual/sexual e sempre com tesão Marylou. A energia de vestir um personagem tão forte e respeitar as características da pessoa, presente no livro, é a melhor definição do papel de Stewart no filme. A montagem de Dean Moriarty, desde sua primeira cena nu até o sexo homossexual, foi muito bem interpretada por Garret Hedlund, que trouxe mais sensibilidade a um personagem citado como louco no livro, mas que possui incertezas e sentimentos sombrios.

Se em alguns momentos o espectador sente monotonia com as idas e vindas pelas estradas norte-americanas, o francês Eric Gautier (Na Natureza Selvagem, Diários de Motocicleta) prende sua atenção com uma fotografia bela e muito bem feita. A trilha sonora também anima as pessoas nas salas de cinema, com canções e melodias que faziam parte do cotidiano dos boêmios da geração beat, como o jazz e o blues.


‘On The Road’ ultrapassa a barreira do longa-metragem hollywoodiano e chega ao documentário, onde Salles soube muito bem dirigir e transportar o espectador para a vida dos maiores artistas de uma geração esquecida pela maioria.

21 de outubro de 2012

Crítica l TED


“Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, ursinho pimpão...” PIMPÃO O CARALHO. Com o perdão da palavra aos mais frágeis. Sério, “TED”( 2012, EUA, Seth MacFarlane, Mark Wahlberg,, Mila Kunis)  não é NADA fofinho, ele não vai te proteger do bicho papão e ele não vai te amar (a não ser que você aperte a barriga dele).

Quando um garoto, sem amigos na vizinhança, que se sente extremamente sozinho ganha um urso Ted de pelúcia, sua vida cria sentido. O urso inanimado torna-se o fiel escudeiro de John Bennett, que na época tinha seus nove anos. Fazem tudo junto, brincam, quebram as coisas, são “amigos de trovão” ( os dois MORREM de medo de trovão, ooooooh meu deus mimimi). Chega um dia que o solitário John deseja que seu ursinho pimpão ganhe vida, e como se fosse um filme OH WAIT o Ted começa a falar, a andar, a ser uma pseudo celebridade, cresce com John, vai as festa, nas bebedeiras, fumam maconha, enlouquecem com cocaína... Friends for a live time!


Então, um urso gráfico, besteirento, porco, usuário de drogas, biscatão, bêbado, porem queridinho é o foco do filme. O efeito é bom, a trilha sonora é moderna, os personagens são construídos de uma forma legal, principalmente John e Ted. As piadas não são geniais, mas são engraçadas, algumas só ficam engraçadas em inglês e dai nem o jeitinho brasileiro salva...




É um filme divertido, o enredo é o basicão. Um cara que para ‘crescer’ e finalmente casar com o amor da sua vida, tem que se livrar do ursinho que o prende a infância. Coisas acontecem, reviravoltas, Norah Jones, decisões, atos heroicos, enfim, é a porra de um filme com a droga de um Ursinho carinhoso que passa o filme falando “I love you, porra, me passa a cerveja”.