27 de outubro de 2012

Estreias da Semana (26/10 a 01/11)

Senhoras e Senhores, as estreias dessa semana não são grandes em quantidade, porém gigantescas em qualidade! Um clássico do cinema internacional e uma clássico da música nacional uniram-se!



Ação - EUA, 2012.
Direção: Sam Mendes.
143 minutos
A lealdade do agente 007 a M é testada quando o passado dela volta a assombrá-la. Com o MI6 sob ataque, Bond deve rastrear e destruir a ameaça, mesmo que isso tenha um custo pessoal.









Drama - Brasil, 2011
Direção: Breno Silveira
120 minutos

A história do sanfoneiro Luiz Gonzaga e de seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha, mostrando todas as diferenças que pai e filho tiveram ao longo de suas vidas.

Notícia | Combo de filmes do Tarantino

Quem aí é fã do Tarantino? A maioria dos Bilheteiros aqui são. Já tem até especial aqui no blog. A novidade que abalou abalou sacudiu balançou é que foi lançado um box com TODOS os filmes do diretor. BADALO, né? Tem Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill Vol. 1, Kill Bill Vol.2, À Prova de Morte e Bastardos Inglórios. E olha que lindo, ainda tem mais dois documentários. Critics Corner: The Films of Quentin Tarantino e 20 Years of Filmmaking, que explicam as influências que o diretor utilizou! Quer comprar? 

Então espera e economiza, porque o box ainda não chegou no Brasil. Mas a média é de mais de R$ 200. AH, é Blu-ray. Os pobre chora. 

25 de outubro de 2012

Série | Pushing Daisies

FINALMENTE um post meu que não é de terror (a Marina e a Luíza disseram que tinha post de terror demais ultimamente #chatiado). Pois essa série é tão colorida, mas tão colorida, que nem eu creio que falarei sobre ela. No entanto, assim como meu filme preferido não é de terror (Ó, ironia), essa série é uma comédia fantástica e eu adoro. 

Pois bem, Pushing Daisies é (ou foi, a série teve apenas duas temporadas para que sua história se cumprisse) sobre a história de amor entre Ned (o pie-maker) e Chuck (não, não é um casal gay, o nome dela é Charlotte, mas o apelido é esse mesmo). E afinal, o que torna uma história de amor água-com-açúcar interessante para uma pessoa com um gosto (bizarro) como o meu? Pois bem, o protagonista tem um "poder mágico". Todas as coisas mortas nas quais ele toca ressuscitam e em troca uma espécie semelhante de vida morre. 

AÍ está a grande sacada da série. Ele pode reviver algo e, dentro de 15 segundos, outra vida semelhante é perdida. Como assim? Se ele toca o que ele reviveu em menos de 15 segundos, tudo permanece em equilíbrio, se não outra pessoa/coisa morre. Aí a Chuck morre. LÁ VAI ELE e toca o amor da vida dele, ressuscitando-a. 

A série possui um estilo Amélie Poulain de ser. Muitas cores vívidas, trilha sonora exclusivamente instrumental lírica (e belíssima, quando misturada às cenas hilárias da série), fotografia e iluminação bem feitas e, minha parte preferida, um trabalho impecável nas vestimentas dos personagens. Outro aspecto bem explorado em várias ocasiões é a presença do narrador, que, eventualmente, interage com os personagens. É cômico.

Em duas temporadas que totalizaram 22 episódios a trama uniu vários pequenos enredos paralelos com os mesmos personagens (não é novela, ok?), como a relação de Chuck com suas tias (que não podiam saber que ela estava viva, os crimes que Ned resolvia revivendo vítimas por menos de 15 segundos, o amor louco  da (linda) garçonete Olive, vivida por Kristin Chenoweth, por Ned, e, acima de tudo, repito, o amor entre Ned e Chuck. 

Toco nessa tecla pelo que expliquei antes, como ele a ressuscitou, não pode tocá-la novamente, para que ela não morra. É a história de amor mais bela que já vi. São cenas simples que emocionam (#gay), como quando eles deitam na mesma cama, separada por um vidro, para dormirem juntos, ou se beijam por um pedaço de plástico (bléh). Soa estranho, mas, quando vista a série, é uma sacada sensacional! 

As atuações, sem dúvida alguma, colaboraram, os intérpretes de Ned e Olive recebem todo o destaque. Lee Pace e a Kristin desempenharam as mais variadas situações dentro da série que mistura um romance policial que envolve o sobrenatural sem que ele seja tornado terror com vigor. Tão de parabéns, hein? Chorei com o final da série. E nem creio que estou provando que tenho coração. 



23 de outubro de 2012

Crítica | On The Road


“Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam…”


Foi Jack Kerouac, com seu livro ‘On The Road’, que me mostrou o universo do beat, uma geração embalada pela batida agitada do jazz e a nostalgia do blues, que estava sempre querendo mais – loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos (trecho famoso do livro). Assim como Allen Ginsberg em seu polêmico livro O Uivo (1956), Kerouac consegue transmitir toda a inquietação da juventude norte-americana dos anos 50, que nada se parecia com o American Way of Life.

Essa liberação sexual, o uso de drogas alucinógenas na busca do autoconhecimento, a rejeição ao materialismo e ao capitalismo fortemente arraigado na cultura estadunidense, mudou a vida de muitas pessoas ilustres, como Jim Morrison, Johnny Depp (que sempre sonhou em interpretar Dean Moriarty, o protagonista de Kerouac), Bob Dylan, Francis Ford Coppola e o diretor brasileiro, Walter Salles.

A versão cinematográfica de ‘On The Road’ ficou por anos engavetada por Coppola, que escolheu Salles pessoalmente para dirigir o longa-metragem. O cineasta brasileiro é um exemplo de direção documental no estilo road movies, gênero que ele já utilizou várias vezes nos sucessos ‘Central do Brasil – que rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz à Fernanda Montenegro – e ‘Diários de Motocicleta’.

Adaptação fiel e inspirada/inspiradora, o filme captura a essência do vagabundo Dean Moriarty (Garret Hedlund) e como ele mudou a direção da vida de Sal Paradise (Sam Riley). O roteiro partiu do manuscrito original – divulgado apenas em 2007 – que era considerado impublicável, devido o seu conteúdo explícito e sua tentativa de vivenciar o que realmente Kerouac quis mostrar em seu livro. Assim, da edição de 1957, poucas coisas foram mudadas, como por exemplo, a denominação dada aos personagens – que antes obtinham os nomes reais: Sal Paradise/Jack Kerouac, Marylou/Luanne Henderson, Dean Moriarty/Neal Cassady, Terry/Bea Franco, Old Bull Lee/William S. Burroughs, Camille/Carolyn Cassady, Jane/Joan Vollmer e Carlo Marx/Allen Ginsberg. Essa escolha ocorreu, pois Kerouac conseguiu trazer muito mais fantasia à realidade em que vivia.

O roteirista Jose Rivera (Diários de Motocicleta) e Salles fizeram as mudanças necessárias para que o filme fosse fiel ao livro, porém prendesse a atenção do público, que em alguns momentos sente melancolia ao perceber a luta de Sal/Kerouac contra a religiosidade e a sexualidade reprimida.

Quem viu Kristen Stewart como a sem-sal Bella Swan em Crepúsculo, com certeza se surpreendeu ao ver sua interpretação como a destemida, sensual/sexual e sempre com tesão Marylou. A energia de vestir um personagem tão forte e respeitar as características da pessoa, presente no livro, é a melhor definição do papel de Stewart no filme. A montagem de Dean Moriarty, desde sua primeira cena nu até o sexo homossexual, foi muito bem interpretada por Garret Hedlund, que trouxe mais sensibilidade a um personagem citado como louco no livro, mas que possui incertezas e sentimentos sombrios.

Se em alguns momentos o espectador sente monotonia com as idas e vindas pelas estradas norte-americanas, o francês Eric Gautier (Na Natureza Selvagem, Diários de Motocicleta) prende sua atenção com uma fotografia bela e muito bem feita. A trilha sonora também anima as pessoas nas salas de cinema, com canções e melodias que faziam parte do cotidiano dos boêmios da geração beat, como o jazz e o blues.


‘On The Road’ ultrapassa a barreira do longa-metragem hollywoodiano e chega ao documentário, onde Salles soube muito bem dirigir e transportar o espectador para a vida dos maiores artistas de uma geração esquecida pela maioria.

22 de outubro de 2012

Lista | Filmes Médicos


Bom, a ideia inicial era fazer uma lista de filmes com temas médicos em que o enredo se concentrava na doença, tratamento e cura. Pensando nos filmes eu optei por filmes de temas, médicos, traumas e outras anomalias. Para quem gosta de filmes para se pensar (além do entretenimento), aqui vai uma lista de x filmes que apresentam histórias pra lá de emocionantes!

O Óleo de Lorenzo (1992)


Lorenzo é um menino perfeitamente normal, até que completa seus seis anos e começa apresentar quadro clínico de uma doença rara que degenera as funções mentais, doença conhecida como ALD. O médico do garotinho dá a ele no máximo mais dois anos de vida, já que o tratamento e estudo da doença eram rasos. Os pais de Lorenzo mostram-se completamente insatisfeitos com os estudos já feitos e o tratamento com resultados quase que insignificantes e abandonam suas vidas pessoais e profissionais para dedicar-se a medicina e encontrar a cura para a doença do seu filho único.







O Escafandro e a Borboleta (2007)


Jean Dominique Bauby é o bem sucedido editor-chefe da revista Elle. Sua carreira e vida amorosa desmoronam quando, no meio de uma tarde como todas as outras, “Jean-Do” é surpreendido por um AVC que compromete todas as suas funções motoras, a não ser a sua pálpebra esquerda. A fisioterapeuta e fonoaudióloga do Hospital francês, em que Jean-Dominique está internado, concentram-se em desenvolver uma maneira eficiente de comunicação entre o editor e o mundo. Jean aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, uma por uma, até que formem palavras, frases e parágrafos, ele “cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória”.




A Guerra Está Declarada (2011)


Romeo e Juliette se encontram e brincam com a coincidência dos nomes, e como piada, declaram estar fadados a um trágico destino. Os dois se apaixonam e casam, logo têm o seu primeiro filho, Adam. A vida da família parece perfeita, mas a tragédia esperada aparece na visita de Adam ao pediatra, em que o casal descobre que o bebê possui um tumor cerebral. A partir daí o que era pra ser um conto de fadas se transforma em idas e vindas por corredores de hospitais, desentendimentos e hipotecas para pagar contas inacabáveis.








Uma Prova de Amor (2009)


Sara e Brian Fitzgerald possuem uma filha com leucemia e são informados que ela possui poucos anos de vida. Orientados a fazer um procedimento médico ortodoxo, o casal gera uma filha de proveta que seja compatível a Kate, Anna Fitzgerald. Anna desde o nascimento é submetida a doações e transplantes que ajudem na cura da irmã mais velha. Aos 11 anos, os pais das meninas, informam a Anna que Kate precisaria de um transplante de rim. A caçula, cansada de ser submetida a tantos procedimentos, vai a justiça a procura de emancipação médica, para que tenha controle do seu próprio corpo e contrata o famoso advogado, Campbell Alexander, para que a ajude na causa.






Soul Surfer - Coragem de Viver (2011)


Bethany Hamilton é uma adolescente apaixonada pelo surfe, o que fez dela uma campeã nacional, mas sua sorte muda repentinamente. Em um dia comum, Bethany sai com a melhor amiga Sarah e seu pai para surfar e é surpreendida por um ataque de tubarão e acaba perdendo todo seu braço esquerdo. Assustada, mas não o bastante para desistir, Bethany reaprende a surfar dentro de seus limites e é apoiada pelos pais, amigos e fãs do mundo todo que mandam cartas de incentivo para a jovem surfista.









Sete Vidas (2008)


Ben Thomas é um misterioso agente do imposto de renda com um segredo atípico e uma culpa imensurável. Por conta de um acidente causado por ele que acarretou na morte da esposa, o agente tem o estranho costume de salvar vida (utilizando seu próprio corpo) de desconhecidos o tempo todo, mas seu destino muda quando Ben conhece Emily Posa, uma simpática moça, que pela primeira vez dá a chance de Ben ser salvo e ter um novo começo.







Efeito Borboleta (2004)


Evan é um jovem que luta para esquecer os problemas do passado e para isso resolve fazer uma regressão, onde descobre que consegue voltar à antigamente não só psicologicamente como também fisicamente, tendo condições de alterar seu próprio passado. O jovem faz o processo inúmeras vezes e percebe que ao tentar consertar os antigos problemas, novas situações surgem, já que as alterações feitas por ele no passado geram consequências no futuro.









Awake – A Vida Por Um Fio (2008)


Clayton tem a vida que todo jovem sonha, está noivo da bela Sam, não tem problemas financeiros, se dá bem com a sua mãe. A vida de Clay desanda quando ele descobre que possui pouco tempo de vida e precisa urgentemente de um transplante de coração. No dia de seu casamento com Sam, Clay recebe um bip no Page e vai para o hospital receber o novo coração. Durante a cirurgia ele sofre um distúrbio incomum onde a anestesia, apesar de funcionar, mantém o paciente acordado e consciente, porém paralisado. Clayton ouve as conversas dos médicos entre si e descobre que seu transplante acaba virando em uma armadilha para matá-lo.





Dançando no Escuro (2000)


Selma Jezkova é uma mãe solteira tcheca, que possui uma doença hereditária grave na visão, doença a qual o seu filho, Gene, ainda tem chances de ser curado se for submetido a uma cara operação realizada nos Estados Unidos. Selma imigra para a America e trabalha duro, mesmo com a visão comprometida para juntar dinheiro para a cirurgia de seu filho. Seus vizinhos Bill e Linda a ajudam muito, porém quando se vê em problemas financeiros, movido pelo desespero Bill rouba Selma. Esse é o ponto de partida para diversos acontecimentos trágicos.








Fale com Ela (2002)


Benigno é um jovem enfermeiro, que possui um amor platônico por Alicia, uma linda moça que faz ballet em uma academia próxima a casa de Benigno. Para se aproximar dela, o enfermeiro marca uma consulta com seu pai, um famoso psiquiatra que trabalha em casa. A aproximação real surge quando Alicia sofre um acidente de carro e fica em coma, sendo Benigno o enfermeiro encarregado a tomar conta dela, mas mais do que isso, Benigno a trata com fé e amor, com atenção exagerada. Ainda na cidade de Madrid, temos Lydia, a toreira valente que após um acidente com o touro também se encontra em coma, Marco, seu parceiro, desesperado com a situação da companheira que foi considerada clinicamente morta, não conseguia nem tocá-la, mas recebe o simples conselho de Benigno: Fale com ela. 

21 de outubro de 2012

Crítica l TED


“Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, ursinho pimpão...” PIMPÃO O CARALHO. Com o perdão da palavra aos mais frágeis. Sério, “TED”( 2012, EUA, Seth MacFarlane, Mark Wahlberg,, Mila Kunis)  não é NADA fofinho, ele não vai te proteger do bicho papão e ele não vai te amar (a não ser que você aperte a barriga dele).

Quando um garoto, sem amigos na vizinhança, que se sente extremamente sozinho ganha um urso Ted de pelúcia, sua vida cria sentido. O urso inanimado torna-se o fiel escudeiro de John Bennett, que na época tinha seus nove anos. Fazem tudo junto, brincam, quebram as coisas, são “amigos de trovão” ( os dois MORREM de medo de trovão, ooooooh meu deus mimimi). Chega um dia que o solitário John deseja que seu ursinho pimpão ganhe vida, e como se fosse um filme OH WAIT o Ted começa a falar, a andar, a ser uma pseudo celebridade, cresce com John, vai as festa, nas bebedeiras, fumam maconha, enlouquecem com cocaína... Friends for a live time!


Então, um urso gráfico, besteirento, porco, usuário de drogas, biscatão, bêbado, porem queridinho é o foco do filme. O efeito é bom, a trilha sonora é moderna, os personagens são construídos de uma forma legal, principalmente John e Ted. As piadas não são geniais, mas são engraçadas, algumas só ficam engraçadas em inglês e dai nem o jeitinho brasileiro salva...




É um filme divertido, o enredo é o basicão. Um cara que para ‘crescer’ e finalmente casar com o amor da sua vida, tem que se livrar do ursinho que o prende a infância. Coisas acontecem, reviravoltas, Norah Jones, decisões, atos heroicos, enfim, é a porra de um filme com a droga de um Ursinho carinhoso que passa o filme falando “I love you, porra, me passa a cerveja”.

19 de outubro de 2012

Crítica | Atividade Paranormal 4

QUENTÍSSIMA porque o filme saiu hoje (desculpa master para postar crítica de mais um filme de terror, desculpa gente). 

Para quem já assistiu os filmes anteriores, não há novidade alguma. A única diferença é o aumento na qualidade das imagens, visto que o filme não utiliza mais câmeras de segurança, como nos dois primeiros, e nem câmeras amadoras, como no terceiro. 

Há quem diz que o primeiro é sempre o melhor. No entanto, a franquia desbancou na trilogia. O terceiro filme (talvez por ter sido lançado no primeiro ano em que não havia Jogos Mortais para competir) foi recorde de bilheterias em filmes de terror, arrecadando 42 (ou 72, estou com preguiça de procurar) milhões de dólares apenas no dia da estreia. 

Desde o início a proposta foi simples, chamou atenção pela criatividade, atraiu o público que não gosta apenas do gênero e teve uma grande aceitação no meio cinematográfico, mesmo com poucos recursos (afinal, nem tinha o que gastar direito nesses filmes). Para que se possa falar sobre o quarto filme, é necessária uma breve retrospectiva dos anteriores. O primeiro foi excelente e abriu imediata brecha para uma continuação, assim como o segundo. O terceiro teve a ideia brilhante de explicar a infância das protagonistas dos respectivos filmes (que eram irmãs, by the way), e assim ficou tudo lindo. Todos entenderam a pira, as loucuras, pronto, acabou. 

Com o sucesso do terceiro filme, resolveram tentar uma quarta edição. Erraram. Erraram feio. Como dito anteriormente, a imagem tem a qualidade muito melhorada visto que as câmeras utilizadas são aquelas webcams. Sim, tem notebooks por toda a casa registrando os acontecimentos. Os mesmos acontecimentos, com os mesmos sustos clichês (que nem ao menos foram tantos, para fazer a galera gritar). 

História: a protagonista que é assombrada, mas ninguém acredita nela, o namorado que tenta ajudar, os eventos estranhos, blá blá blá. Vários dos sustos, inclusive, foram reutilizados. AH, e tem o nosso amado amigo imaginário Toby. O mais importante do filme (só que não). A não ser que não tenha NADA pra fazer no final de semana, nem precisa perder tempo, verifique a lista de outras estreias que A Bilheteria postará logo menos. :D




18 de outubro de 2012

Série | Hell on Wheels



"Blood will be spilled. Lives will be lost. Fortunes will be made. Men will be ruined".       


            É 1965 nos Estados Unidos da América. A Guerra de Secessão entre os exércitos confederados do sul escravista e as forças armadas yankees do norte libertário acabou. O espião confederado John Wilkes Booth assassinou o presidente Abraham Lincoln. Os escravos estão livres para viver em um mundo de dor e preconceito. Os primeiros arremedos de paz começam a se desenhar no horizonte, mas a poeira da Guerra Civil ainda não baixou. A nação norte-americana é uma ferida aberta.

            Esse contexto de dor, destruição, arrependimento, consciências pesadas, passados sangrentos e cemitérios cheios serve de palco para a série de faroeste Hell on Wheels, criada por Joe e Tony Gayton e veiculada pela AMC. O seriado estreou no dia 6 de novembro de 2011 e sua segunda temporada terminou em 7 de outubro de 2012. Cada temporada possui 10 episódios, de 45 minutos cada. Ainda não se sabe se haverá uma terceira.
 
            A série toda gira em torno da construção de uma ferrovia que deve ligar o leste e o oeste do país. O responsável pela concretização do projeto é Thomas Durant (Colm Meaney), um empresário inescrupuloso e corrupto que superfatura o valor da obra para encher os próprios bolsos, aproveitando-se de sacrifício e dor alheios. O seriado inteiro, salvo curtas exceções, acontece nos arredores da construção da ferrovia, em especial no acampamento de trabalhadores e negociantes que a acompanha.

O acampamento que acompanha a construção é chamado de “Hell on Wheels”. Algo como Inferno Sobre Rodas. Nada mais apropriado. A violência reina naquele agrupamento sujo, sangrento e brutal, composto por mendigos, beberrões, assassinos, escravos libertos, ex-soldados, prostitutas e todo o tipo de gente rejeitada pela sociedade ou incapaz de voltar a viver na civilização depois de ter presenciado os horrores da guerra.


    
        A ação começa quando Cullen Bohannon (Anson Mount), o protagonista, chega em Hell on Wheels. O cara é o anti-herói por excelência. Ex-soldado confederado, pistoleiro, silencioso, durão e atormentado por fantasmas do passado, Bohannon busca vingança contra os soldados que mataram sua esposa, mas acaba se tornando uma peça importante na construção da ferrovia.


            
          E esse é só o começo da história. Há muito mais do que se falar. O seriado é permeado por revoltas internas, brigas por poder, ataques indígenas, hipocrisia, o surgimento de uma amizade entre Bohannon e Elam Ferguson, um dos empregados negros da ferrovia e, até mesmo, uma fagulha de romance acendida pela inglesa Lily Bell, cujo marido é assassinado trabalhando em um cargo de importância na ferrovia e ela toma seu lugar. Os quatro, Bell, Ferguson, Bohannon e Durant, compõe o quadro de personagens principais da série, que ainda conta com dois irmãos irlandeses, um padre desiludido, um norueguês louco chamado de Sr.Sueco, uma prostituta que viveu entre índios, um índio convertido à fé cristã, um senador corrupto, entre muitos outros personagens que dão à série um tom humano para aquele ambiente brutal. E nesse passo, a série explora de maneira incrível os limites que um homem, ou mulher, pode alcançar até estar além de qualquer redenção, e afunda-se, junto com seus personagens, no fundo da alma de seus personagens. É impossível não sentir ao menos um pouco de reconhecimento ou simpatia com aquelas figuras que, a despeito de tudo e todos, se meteram a atravessar o maldito país construindo a droga de uma ferroria.
            Não discorrerei mais da história para evitar spoilers. Vale constar, contudo, que, ainda que nada tenha sido decidido quanto à viabilidade de uma terceira temporada, os episódios “Blood Moon” e “Blood Moon Rising” encerram a segunda com fogo, dor, destruição e sangue, em um grand finale digno da beleza brutal, fria, crua e intrinsicamente humana do resto da série, mas também deixa aberto um precedente muito promissor para uma possível continuação.

17 de outubro de 2012

Notícia | Carrie is BACK!

Essa notícia é para os viciados em filmes antigos e de suspense


Saíram as últimas fotos e um teaser do remake  'Carrie - A estranha', dirigido por Roberto Aguirre-Sacasa.  Baseado no livro de Stephen King, 'Carrie - A estranha' foi filmado pela primeira vez no ano de 1976, pelo diretor Brian De Palma. O longa conta a história de uma adolescente com poderes telecinéticos, filha de uma mãe religiosa e muito opressora. Carrie é atormentada quando menstrua pela primeira vez e vira alvo de piadas no colégio.





Quem irá fazer o papel da mãe religiosa de Carrie é a atriz Julianne Moore, enquanto o papel principal ficou nas mãos de Chloë Moretz (Kick-Ass). O remake, que estreia nos EUA no dia 15 de março de 2013, já é considerado pela crítica como um filme mais fiel ao livro de King, do que o longa dirigido por De Palma.

O tease do filme pode ser visto aqui

Cinema Nacional I Troféu Grande Otelo


Sebastião Bernardes de Sousa Prata foi na realidade um prêmio de ouro para o Cinema Nacional, essa personalidade foi conhecida no cenário cinematográfico e teatral como o 'Grande Otelo'. Durante esses 19 anos sem a presença desse artista a Academia Brasileira de Cinema esse personagem teve como crédito uma das mais altas homenagens aos artistas brasileiros, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (GPCB) levou o nome de Troféu Grande Otelo em reconhecimento ao artista brasileiro.

Na noite de ontem (15/10/12) foi realizado a 10º edição do maior Prêmio da Academia Brasileira de Cinema, entre os grandes destaques da noite foram o filme dirigido pelo ator Selton Mello, "O Palhaço" que das 13 indicações que teve levou para casa 12 prêmios. "O Palhaço" recebeu o prêmio por melhor roteiro, figurino, maquiagem, direção de arte, trilha sonora original, fotografia, montagem, melhor ator coadjuvante, melhor ator, direção e recebeu por júri popular e pelo júri técnico o prêmio de melhor longa metragem de ficção.

Para muitos dos comentaristas o filme que estará concorrendo ao Oscar em 2013 será "O Palhaço" não tiro a competência de Selton Mello até porque ele foi um dos únicos cineastas que conseguiu levar a um reconhecimento internacional principalmente no Oscar um filme fora do eixo Rio-São Paulo. A indicação de "O Palhaço" possivelmente possibilita a reflexão de um novo quadro ao cinema brasileiro, acabando a descentralização das obras no eixo Rio-São Paulo. Como disse Selton Mello ao fim de seu discurso ao receber o troféu de melhor diretor  disse "o Brasil tem que entender que não existe cinema apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, o cinema brasileiro tá em Manaus, Belém, na Bahia no Sul está pelo país inteiro".
 
Não apenas a maior honra da noite ficou para "O Palhaço" outro destaque foi a eleição do primeiro longa metragem em animação (apesar de apenas um filme concorrendo a essa categoria, mostra que o país tem um projeto piloto de filmes da indústria da animação) "Brasil Animado 3D" de Mariana Catalbino. O segundo melhor colocado na noite foi o filme "Bruna Surfistinha" com 3 premiações. 
     

Nesta 10º edição do Troféu Grande Otelo foi realizada uma homenagem a um dos fundadores do Cinema Novo, Carlos Diegues que recebeu o título de patrono do cinema nacional pelos seus mais de 50 anos dedicados ao cinema brasileiro. Para o evento encerrar com chave de ouro foi exibido ao fim das premiações e discursos o final de "O maior amor do mundo" penúltimo filme dirigido por Carlos Diegues em sua carreira.
     

16 de outubro de 2012

Crítica | A Invenção de Hugo Cabret

Crítica realizada pelo colaborador Alexandre Innani Justus.


Mais uma vez se comprova a versatilidade de Martin Scorsese em traduzir roteiros variados de cinema com uma ótica única, substancial, genuína. Do noir, ao clássico narrativo, do Neo realismo, ao cinema documentário, do dualista religioso de “A Última Tentação de Cristo”, ao existencialista “Taxi Driver”, o aclamado diretor soube com precisão caminhar entre diferentes movimentos cinematográficos e à isso se deve em grande parte ao envolvimento e paixão declarada do mesmo à sétima arte.

Seu mais recente longa-metragem, “A invenção de Hugo Cabret”, traduz exatamente este sentimento passional e nostálgico de Scorsese frente à história do Cinema. Provavelmente muitos espectadores deste filme talvez venham a considerá-lo maçante, tedioso, comparado à outros filmes de roteiro e diálogos mais incisivos do diretor, como “Os Infiltrados”, ou “Vivendo no Limite”. Todavia, essa sensação provavelmente é proveniente do desconhecimento do grande público às inúmeras referências cinematográficas que a película nos proporciona no decorrer da sua história, ao fato de que grande parte dessas referências são oriundas do longínquo cinema mudo, algumas inclusive, derivadas dos primórdios da existência do cinematógrafo, no início do século XX. 

Embora grande parte da riqueza do filme fique perdida sem a assimilação destas referências, ainda assim o filme é excelente. A começar pelo elenco: Asa Butterfield, que já havia demonstrado seu valor no drama de guerra “O menino do pijama listrado”, encarna satisfatoriamente o personagem título, e porque não dizer, ao alter-ego da própria perspectiva de Scorsese enquanto amante do cinema. Sacha Baron Cohen, fecha o papel do intimidador e abobalhado guarda e obstáculo do protagonista de maneira competente . Naturalmente que a grande atuação fica por conta do consagrado e premiado ator Ben Kingsley, que faz uma memorável interpretação do visionário diretor, produtor e roteirista, Georges Méliès. 

De maneira habilidosa, o roteiro transcende a ficção, entreposta ao desfecho verídico do filme, atingindo de certa forma uma contextualização técnica de roteiro, expondo a dicotomia entre o diretor homenageado Georges Méliès (cinema ficcional e lúdico) aos contemporâneos irmãos Lumiére (cinema consuetudinário). A maior evidência dessa contextualização se nota nas duas cenas do trem em direção ao menino: uma delas extravagante, imaginária, e a outra transposta à realidade do filme, e facilmente associada a uma das principais cenas banais gravadas pelos irmão Lumiére, a locomotiva em direção paralela a câmera, que assustava platéias à mais de 100 anos atrás. Além das inúmeras metáforas que o roteiro dispõe, principalmente acerca do autômato, o filme é recheado de Easter Eggs. Aparições não mencionadas de outros personagens históricos, como Salvador Dalí, ou as cenas aleatórias e praticamente despercebidas do produtor do filme Johnny Depp e do próprio Scorsese como coadjuvantes, somam-se à obra. 

Fica a homenagem de Martin Scorsese ao grande diretor que idealizou e vislumbrou a perspectiva de cinema que temos hoje, e que para muitos, ainda é um desconhecido. Essencial para admiradores da sétima arte. À todos que tiverem disponibilidade, assistam em 3D, inúmeros flashs de curta-metragens que costumavam apavorar os espectadores de filmes no início do século XX dada a novidade do cinema na época, ainda podem dar sustos hoje em dia, graças ao artifício bem-sucedido da tecnologia de imagem tridimensional.