21 de outubro de 2012

Crítica l TED


“Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, ursinho pimpão...” PIMPÃO O CARALHO. Com o perdão da palavra aos mais frágeis. Sério, “TED”( 2012, EUA, Seth MacFarlane, Mark Wahlberg,, Mila Kunis)  não é NADA fofinho, ele não vai te proteger do bicho papão e ele não vai te amar (a não ser que você aperte a barriga dele).

Quando um garoto, sem amigos na vizinhança, que se sente extremamente sozinho ganha um urso Ted de pelúcia, sua vida cria sentido. O urso inanimado torna-se o fiel escudeiro de John Bennett, que na época tinha seus nove anos. Fazem tudo junto, brincam, quebram as coisas, são “amigos de trovão” ( os dois MORREM de medo de trovão, ooooooh meu deus mimimi). Chega um dia que o solitário John deseja que seu ursinho pimpão ganhe vida, e como se fosse um filme OH WAIT o Ted começa a falar, a andar, a ser uma pseudo celebridade, cresce com John, vai as festa, nas bebedeiras, fumam maconha, enlouquecem com cocaína... Friends for a live time!


Então, um urso gráfico, besteirento, porco, usuário de drogas, biscatão, bêbado, porem queridinho é o foco do filme. O efeito é bom, a trilha sonora é moderna, os personagens são construídos de uma forma legal, principalmente John e Ted. As piadas não são geniais, mas são engraçadas, algumas só ficam engraçadas em inglês e dai nem o jeitinho brasileiro salva...




É um filme divertido, o enredo é o basicão. Um cara que para ‘crescer’ e finalmente casar com o amor da sua vida, tem que se livrar do ursinho que o prende a infância. Coisas acontecem, reviravoltas, Norah Jones, decisões, atos heroicos, enfim, é a porra de um filme com a droga de um Ursinho carinhoso que passa o filme falando “I love you, porra, me passa a cerveja”.

19 de outubro de 2012

Crítica | Atividade Paranormal 4

QUENTÍSSIMA porque o filme saiu hoje (desculpa master para postar crítica de mais um filme de terror, desculpa gente). 

Para quem já assistiu os filmes anteriores, não há novidade alguma. A única diferença é o aumento na qualidade das imagens, visto que o filme não utiliza mais câmeras de segurança, como nos dois primeiros, e nem câmeras amadoras, como no terceiro. 

Há quem diz que o primeiro é sempre o melhor. No entanto, a franquia desbancou na trilogia. O terceiro filme (talvez por ter sido lançado no primeiro ano em que não havia Jogos Mortais para competir) foi recorde de bilheterias em filmes de terror, arrecadando 42 (ou 72, estou com preguiça de procurar) milhões de dólares apenas no dia da estreia. 

Desde o início a proposta foi simples, chamou atenção pela criatividade, atraiu o público que não gosta apenas do gênero e teve uma grande aceitação no meio cinematográfico, mesmo com poucos recursos (afinal, nem tinha o que gastar direito nesses filmes). Para que se possa falar sobre o quarto filme, é necessária uma breve retrospectiva dos anteriores. O primeiro foi excelente e abriu imediata brecha para uma continuação, assim como o segundo. O terceiro teve a ideia brilhante de explicar a infância das protagonistas dos respectivos filmes (que eram irmãs, by the way), e assim ficou tudo lindo. Todos entenderam a pira, as loucuras, pronto, acabou. 

Com o sucesso do terceiro filme, resolveram tentar uma quarta edição. Erraram. Erraram feio. Como dito anteriormente, a imagem tem a qualidade muito melhorada visto que as câmeras utilizadas são aquelas webcams. Sim, tem notebooks por toda a casa registrando os acontecimentos. Os mesmos acontecimentos, com os mesmos sustos clichês (que nem ao menos foram tantos, para fazer a galera gritar). 

História: a protagonista que é assombrada, mas ninguém acredita nela, o namorado que tenta ajudar, os eventos estranhos, blá blá blá. Vários dos sustos, inclusive, foram reutilizados. AH, e tem o nosso amado amigo imaginário Toby. O mais importante do filme (só que não). A não ser que não tenha NADA pra fazer no final de semana, nem precisa perder tempo, verifique a lista de outras estreias que A Bilheteria postará logo menos. :D




18 de outubro de 2012

Série | Hell on Wheels



"Blood will be spilled. Lives will be lost. Fortunes will be made. Men will be ruined".       


            É 1965 nos Estados Unidos da América. A Guerra de Secessão entre os exércitos confederados do sul escravista e as forças armadas yankees do norte libertário acabou. O espião confederado John Wilkes Booth assassinou o presidente Abraham Lincoln. Os escravos estão livres para viver em um mundo de dor e preconceito. Os primeiros arremedos de paz começam a se desenhar no horizonte, mas a poeira da Guerra Civil ainda não baixou. A nação norte-americana é uma ferida aberta.

            Esse contexto de dor, destruição, arrependimento, consciências pesadas, passados sangrentos e cemitérios cheios serve de palco para a série de faroeste Hell on Wheels, criada por Joe e Tony Gayton e veiculada pela AMC. O seriado estreou no dia 6 de novembro de 2011 e sua segunda temporada terminou em 7 de outubro de 2012. Cada temporada possui 10 episódios, de 45 minutos cada. Ainda não se sabe se haverá uma terceira.
 
            A série toda gira em torno da construção de uma ferrovia que deve ligar o leste e o oeste do país. O responsável pela concretização do projeto é Thomas Durant (Colm Meaney), um empresário inescrupuloso e corrupto que superfatura o valor da obra para encher os próprios bolsos, aproveitando-se de sacrifício e dor alheios. O seriado inteiro, salvo curtas exceções, acontece nos arredores da construção da ferrovia, em especial no acampamento de trabalhadores e negociantes que a acompanha.

O acampamento que acompanha a construção é chamado de “Hell on Wheels”. Algo como Inferno Sobre Rodas. Nada mais apropriado. A violência reina naquele agrupamento sujo, sangrento e brutal, composto por mendigos, beberrões, assassinos, escravos libertos, ex-soldados, prostitutas e todo o tipo de gente rejeitada pela sociedade ou incapaz de voltar a viver na civilização depois de ter presenciado os horrores da guerra.


    
        A ação começa quando Cullen Bohannon (Anson Mount), o protagonista, chega em Hell on Wheels. O cara é o anti-herói por excelência. Ex-soldado confederado, pistoleiro, silencioso, durão e atormentado por fantasmas do passado, Bohannon busca vingança contra os soldados que mataram sua esposa, mas acaba se tornando uma peça importante na construção da ferrovia.


            
          E esse é só o começo da história. Há muito mais do que se falar. O seriado é permeado por revoltas internas, brigas por poder, ataques indígenas, hipocrisia, o surgimento de uma amizade entre Bohannon e Elam Ferguson, um dos empregados negros da ferrovia e, até mesmo, uma fagulha de romance acendida pela inglesa Lily Bell, cujo marido é assassinado trabalhando em um cargo de importância na ferrovia e ela toma seu lugar. Os quatro, Bell, Ferguson, Bohannon e Durant, compõe o quadro de personagens principais da série, que ainda conta com dois irmãos irlandeses, um padre desiludido, um norueguês louco chamado de Sr.Sueco, uma prostituta que viveu entre índios, um índio convertido à fé cristã, um senador corrupto, entre muitos outros personagens que dão à série um tom humano para aquele ambiente brutal. E nesse passo, a série explora de maneira incrível os limites que um homem, ou mulher, pode alcançar até estar além de qualquer redenção, e afunda-se, junto com seus personagens, no fundo da alma de seus personagens. É impossível não sentir ao menos um pouco de reconhecimento ou simpatia com aquelas figuras que, a despeito de tudo e todos, se meteram a atravessar o maldito país construindo a droga de uma ferroria.
            Não discorrerei mais da história para evitar spoilers. Vale constar, contudo, que, ainda que nada tenha sido decidido quanto à viabilidade de uma terceira temporada, os episódios “Blood Moon” e “Blood Moon Rising” encerram a segunda com fogo, dor, destruição e sangue, em um grand finale digno da beleza brutal, fria, crua e intrinsicamente humana do resto da série, mas também deixa aberto um precedente muito promissor para uma possível continuação.

17 de outubro de 2012

Notícia | Carrie is BACK!

Essa notícia é para os viciados em filmes antigos e de suspense


Saíram as últimas fotos e um teaser do remake  'Carrie - A estranha', dirigido por Roberto Aguirre-Sacasa.  Baseado no livro de Stephen King, 'Carrie - A estranha' foi filmado pela primeira vez no ano de 1976, pelo diretor Brian De Palma. O longa conta a história de uma adolescente com poderes telecinéticos, filha de uma mãe religiosa e muito opressora. Carrie é atormentada quando menstrua pela primeira vez e vira alvo de piadas no colégio.





Quem irá fazer o papel da mãe religiosa de Carrie é a atriz Julianne Moore, enquanto o papel principal ficou nas mãos de Chloë Moretz (Kick-Ass). O remake, que estreia nos EUA no dia 15 de março de 2013, já é considerado pela crítica como um filme mais fiel ao livro de King, do que o longa dirigido por De Palma.

O tease do filme pode ser visto aqui

Cinema Nacional I Troféu Grande Otelo


Sebastião Bernardes de Sousa Prata foi na realidade um prêmio de ouro para o Cinema Nacional, essa personalidade foi conhecida no cenário cinematográfico e teatral como o 'Grande Otelo'. Durante esses 19 anos sem a presença desse artista a Academia Brasileira de Cinema esse personagem teve como crédito uma das mais altas homenagens aos artistas brasileiros, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (GPCB) levou o nome de Troféu Grande Otelo em reconhecimento ao artista brasileiro.

Na noite de ontem (15/10/12) foi realizado a 10º edição do maior Prêmio da Academia Brasileira de Cinema, entre os grandes destaques da noite foram o filme dirigido pelo ator Selton Mello, "O Palhaço" que das 13 indicações que teve levou para casa 12 prêmios. "O Palhaço" recebeu o prêmio por melhor roteiro, figurino, maquiagem, direção de arte, trilha sonora original, fotografia, montagem, melhor ator coadjuvante, melhor ator, direção e recebeu por júri popular e pelo júri técnico o prêmio de melhor longa metragem de ficção.

Para muitos dos comentaristas o filme que estará concorrendo ao Oscar em 2013 será "O Palhaço" não tiro a competência de Selton Mello até porque ele foi um dos únicos cineastas que conseguiu levar a um reconhecimento internacional principalmente no Oscar um filme fora do eixo Rio-São Paulo. A indicação de "O Palhaço" possivelmente possibilita a reflexão de um novo quadro ao cinema brasileiro, acabando a descentralização das obras no eixo Rio-São Paulo. Como disse Selton Mello ao fim de seu discurso ao receber o troféu de melhor diretor  disse "o Brasil tem que entender que não existe cinema apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, o cinema brasileiro tá em Manaus, Belém, na Bahia no Sul está pelo país inteiro".
 
Não apenas a maior honra da noite ficou para "O Palhaço" outro destaque foi a eleição do primeiro longa metragem em animação (apesar de apenas um filme concorrendo a essa categoria, mostra que o país tem um projeto piloto de filmes da indústria da animação) "Brasil Animado 3D" de Mariana Catalbino. O segundo melhor colocado na noite foi o filme "Bruna Surfistinha" com 3 premiações. 
     

Nesta 10º edição do Troféu Grande Otelo foi realizada uma homenagem a um dos fundadores do Cinema Novo, Carlos Diegues que recebeu o título de patrono do cinema nacional pelos seus mais de 50 anos dedicados ao cinema brasileiro. Para o evento encerrar com chave de ouro foi exibido ao fim das premiações e discursos o final de "O maior amor do mundo" penúltimo filme dirigido por Carlos Diegues em sua carreira.
     

16 de outubro de 2012

Crítica | A Invenção de Hugo Cabret

Crítica realizada pelo colaborador Alexandre Innani Justus.


Mais uma vez se comprova a versatilidade de Martin Scorsese em traduzir roteiros variados de cinema com uma ótica única, substancial, genuína. Do noir, ao clássico narrativo, do Neo realismo, ao cinema documentário, do dualista religioso de “A Última Tentação de Cristo”, ao existencialista “Taxi Driver”, o aclamado diretor soube com precisão caminhar entre diferentes movimentos cinematográficos e à isso se deve em grande parte ao envolvimento e paixão declarada do mesmo à sétima arte.

Seu mais recente longa-metragem, “A invenção de Hugo Cabret”, traduz exatamente este sentimento passional e nostálgico de Scorsese frente à história do Cinema. Provavelmente muitos espectadores deste filme talvez venham a considerá-lo maçante, tedioso, comparado à outros filmes de roteiro e diálogos mais incisivos do diretor, como “Os Infiltrados”, ou “Vivendo no Limite”. Todavia, essa sensação provavelmente é proveniente do desconhecimento do grande público às inúmeras referências cinematográficas que a película nos proporciona no decorrer da sua história, ao fato de que grande parte dessas referências são oriundas do longínquo cinema mudo, algumas inclusive, derivadas dos primórdios da existência do cinematógrafo, no início do século XX. 

Embora grande parte da riqueza do filme fique perdida sem a assimilação destas referências, ainda assim o filme é excelente. A começar pelo elenco: Asa Butterfield, que já havia demonstrado seu valor no drama de guerra “O menino do pijama listrado”, encarna satisfatoriamente o personagem título, e porque não dizer, ao alter-ego da própria perspectiva de Scorsese enquanto amante do cinema. Sacha Baron Cohen, fecha o papel do intimidador e abobalhado guarda e obstáculo do protagonista de maneira competente . Naturalmente que a grande atuação fica por conta do consagrado e premiado ator Ben Kingsley, que faz uma memorável interpretação do visionário diretor, produtor e roteirista, Georges Méliès. 

De maneira habilidosa, o roteiro transcende a ficção, entreposta ao desfecho verídico do filme, atingindo de certa forma uma contextualização técnica de roteiro, expondo a dicotomia entre o diretor homenageado Georges Méliès (cinema ficcional e lúdico) aos contemporâneos irmãos Lumiére (cinema consuetudinário). A maior evidência dessa contextualização se nota nas duas cenas do trem em direção ao menino: uma delas extravagante, imaginária, e a outra transposta à realidade do filme, e facilmente associada a uma das principais cenas banais gravadas pelos irmão Lumiére, a locomotiva em direção paralela a câmera, que assustava platéias à mais de 100 anos atrás. Além das inúmeras metáforas que o roteiro dispõe, principalmente acerca do autômato, o filme é recheado de Easter Eggs. Aparições não mencionadas de outros personagens históricos, como Salvador Dalí, ou as cenas aleatórias e praticamente despercebidas do produtor do filme Johnny Depp e do próprio Scorsese como coadjuvantes, somam-se à obra. 

Fica a homenagem de Martin Scorsese ao grande diretor que idealizou e vislumbrou a perspectiva de cinema que temos hoje, e que para muitos, ainda é um desconhecido. Essencial para admiradores da sétima arte. À todos que tiverem disponibilidade, assistam em 3D, inúmeros flashs de curta-metragens que costumavam apavorar os espectadores de filmes no início do século XX dada a novidade do cinema na época, ainda podem dar sustos hoje em dia, graças ao artifício bem-sucedido da tecnologia de imagem tridimensional.




15 de outubro de 2012

Moviola Incandescente | O Bebê de Rosemary




Hoje vamos falar de um filme de Terror!

Eu sempre digo que é muito complicado fazer um filme desse gênero. Afinal, existe uma linha tênue e completamente transponível que separa o terror do ridículo. Porém, é um fato de que o filme de hoje não se faz presente ao outro lado dessa linha. Hoje, especialmente, vamos falar de um dos meus filmes favoritos. Hoje, é dia de O Bebê de Rosemary.

Quem assina o roteiro e a direção é, nada mais nada menos, de que ROMAN POLANSKI. Esse controverso diretor que já realizou filmes como “Chinatown”, “O Pianista” e muitos outros. A história é uma adaptação de um livro de 1967, um ano antes do lançamento do filme.

A história que se passa é sobre Rosemary (Mia Farrow, famosa por filmes do Woody Allen – e por ter sido casada com o mesmo) e seu marido Guy, que acabam de se mudarem para uma nova casa, um apartamento no coração de Nova York, o famoso apartamento DAKOTA – que, aqui no filme, tem seu nome trocado para preservar a integridade do local. Coincidência ou não, é o mesmo prédio onde John Lennon estava saindo quando fora assassinado. Além do mais, o Dakota é famoso por abrigar escândalos. Com uma busca mais apropriada no Google, é possível encontrar alguns elementos interessantes que já se passaram por lá.

O problema é que, além da mudança da casa, outras mudanças não tão boas acontecem na vida do casal. A começar por seus vizinhos, aparentemente simpáticos, Roman e Minnie – magistralmente interpretados pelos demônios cinematográficos Sidney Blackmer e Ruth Gordon.

Apesar dos espaçosos vizinhos, tudo vai bem até que Rosemary engravida. O problema são as condições para essa gestação ocorrer. A partir daí, Rosemary passa a desconfiar não só dos vizinhos, mas, a desconfiança passa a permear até mesmo seu ambiente familiar, com o seu marido. A ver. A cena que dá luz a isso inicia-se quando Rosemary é dopada pelo marido que, estranhamente, havia adquirido uma proximidade ímpar com o casal vizinho. Uma vez dopada, Rosemary cai em um “sono profundo” e passa a evidenciar cenas nas quais não fariam jus a o ambiente em que ela havia adormecido. Rosemary agora está em um barco, com algumas pessoas bem vestidas, pessoas, aparentemente, da alta sociedade.


Depois, Rosemary acorda no interior desta embarcação, agora, nua e seus “convidados” igualmente nus observando Rosemary ser possuída por alguma figura não-visível. Mãos cascudas, escamosas, acariciam e desenhos símbolos e formas no corpo nu de Rosemary. Estamos diante de um ritual. Um ritual satânico.

Aqui, o espectador passa a vivenciar fatos do filme em que o protagonista não tem conhecimento, ou, duvida deles. Essa é uma das técnicas muito utilizadas em filmes de terror, que ajuda para crescer a atmosfera de tensão. Todo o cenário da tensão e do oculto é iniciado aqui. É como se desde o início do filme, todos os elementos tivessem sido realizados e montados para que essa cena ocorresse  para, a partir daqui, desencadear todos os outros fatos.

Evidentemente, Rosemary passa a ser controlada pelos vizinhos – que fazem a ponte entre toda aquela sociedade “secreta” em cuidar daquilo que seria o filho do Anticristo sendo gerado no útero de uma mortal. A começar pelas doeses de bebida diárias trazidas por Minnie, acompanhando de perto essa gravidez. Depois, o pingente em forma de círculo )remetendo ao cérebro?) em que a mulher jamais deve retirar, como um amuleto de sorte para Rosemary.

Na cena final, uma das mais inquietantes do filme, Rosemary tem a certeza de que seu filho foi, realmente, fruto de um ritual satânico e que, na verdade, tem como pai não seu marido Guy, mas, a própria Besta. Nunca chegamos a ver, exatamente, o fruto dessa união – o próprio bebê em si. Ele permanece a cabo de nossas interpretações e de nossa imaginação – uma técnica usada por muitos diretores, a exemplo de Spielberg que reluta em mostrar o tubarão ao passar do filme, aumento a tensão entre os espectadores em pensar “o que e COMO é aquilo?”.

Quando Rosemary chega de frente ao berço e olha para seu bebê, apenas, podemos ver a sua reação (o que é usado ainda mais para aumentar nossa tensão e, é claro, nossa curiosidade). É nesse momento em que o vizinho Roman chega para Rosemary e diz algo como “Seja uma mãe para seu filho” e, por sua vez, Rosemary se desapega de qualquer valor e se entrega aos seus deveres de mãe e, ao mesmo tempo, sorri para a criança. Ela está entregue para a ceita. E, assim como o filme começa, ele termina com uma música inquietante e os tetos de vários prédios nova-iorquinos, em clara menção de que uma coisa dessas está acontecendo dentro de um prédio e que pode estar acontecendo agora, na real, mas nunca iremos saber. Que segredos encontram-se dentro de cada janelas dessas?


Então, devemos, não somente nesse filme, observar qual o tipo de transformação que o personagem protagonista da história sofreu. Rosemary começa o filme como uma pacata menina do campo para, no fim, se tornar a mãe do Anticristo. O que passou por entre isso, de que forma foi construído esse personagem? Esse é o poder de observação da narrativa de um filme, referente ao personagem. Observando isso você, certamente, vai evidenciar e desfrutar de sensações nunca antes sofridas em um filme.

Vejam Rosemary! É Obrigatório!

Hotel Transilvânia | Crítica

JURO que eu tentei não postar crítica de filme de terror. E não postei! Ok, é uma animação "de terror", mas, antes de qualquer coisa, é uma animação (vale?). Bom, o Hotel Transilvânia é uma animação/comédia/terror. Mas tem um caso de romance, que eu não sei se conta, embora o roteiro (que não é bem definido durante uma hora e meia) seja suuuuuuuuuuupostamente voltado para isso. 

O diretor é bem conhecido pelos desenhos que faz para a televisão, o cara criou O Laboratório de Dexter (se você tem mais de 18 anos, você VAI lembrar desse, né?), dirigiu o filme das meninas superpoderosas e por aí vai uma lista de cartoons. Aí mandam um diretor desses para o cinema, colocam o que, na sua área de conforto para criação, seria um episódio aleatório de uma série de desenho animado e jogam 3D em cima. Resultado esperado: mediano. Aí vão e colocam o Adam Sandler pra produzir. PODE ISSO? NÃO!

O filme "para crianças" é realmente bobo. Nem teria como não ser. Pense em um hotel onde apenas os monstros dos nossos pesadelos de criança podem se hospedar. Aí tem vampiro, lobisomem, umas caveirinhas, uma criatura que eu não consegui identificar, entre outras, até que um humano (OOOOOOH!) chega no hotel. Aí a filha do Drácula (?) é uma adolescente que quer conhecer o mundo (??) se apaixona pelo humano (?????????). 

Não sei se consigo me fazer entender, mas o filme não é engraçado. Ele tem todas essas características de animação, em alguns momentos você até dá risada, mas não é como aquelas animações em que você se perde de rir (tipo Madagascar, sabe? Adoro a Gloria, assumo). Parece que é um filme que possui piadas internas, tipo aquelas que você ri para não ficar constrangido. 

Embora eu não goste de 3D (labirintite manda beijos o filme todo), os efeitos até foram bons. Além disso, não tenho poder para falar o quão bom é o visual gráfico de uma animação, mas o efeito "sombrio" relacionado aos monstros e o lado cômico (ou você imagina a filha do Drácula tendo crises de adolescência?) que deu um exagero contrastante de cores nas telas até que soaram bem. 

Enfim, o filme é simples. Assistindo-o, como eu disse no início, poderia muito bem ser um episódio de desenho animado, porém, prolongado. Talvez seja um vício do diretor. 

AH, mais uma confissão: não fiz a crítica de Sinister SÓ porque não estreou aqui na cidade. Mas durante a semana eu faço. :) (Vocês que reclamem com os outros bilheteiros se só eu faço crítica de terror aqui). 

9 de outubro de 2012

Estreias da semana (06/10 a 12/10)

Selvagens (Savages)

EUA, 2012
Direção: Oliver Stone
130 min.

Em Laguna Beach, dois traficantes ficam milionários após começarem a comercializar maconha de alta qualidade na região. Perto deles, a chefe do narcotráfico, Elena, sem conseguir associar-se a eles, luta para tentar tirá-los do mercado. Para isso, a traficante os atinge por meio de uma garota que é namorada de ambos: Ofelia. Oliver Stone promete trazer muita violência às telas.






Até que a sorte nos separe

Brasil, 2012
Direção: Roberto Santucci
100 min.

Um casal pobre ganha na loteria e quinze anos após a sorte tê-los encontrado, a esposa descobre que tá grávida e o marido falido. Sem querer afetar a gestação da mulher, Tino, seu marido, faz de tudo para esconder a situação financeira do casal e conseguir se estabilizar novamente.






Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania)

EUA, 2012
Direção: Genndy Tartakovsky
91 min.

Conde Drácula tem a genial ideia de montar um retiro para monstros, lá eles se refugiam dos holofotes e finalmente ficam em paz. A paz do local é abalada quando Jonathan, um jovem curioso, entra no castelo. O jovem é camuflado pelo medo que possa oferecer à tranquilidade dos monstros, mas logo é bem visto pela irmã de Conde Drácula, que começa a demonstrar carinho pelo menino.





 Busca Implacável 2 (Taken 2)

EUA, 2012
Direção: Oliver Megaton
91 min.

Bryan, um ex-agente secreto da CIA convida a ex-mulher a filha para se encontrarem com ele em Istambul, na Turquia, onde terá que realizar um serviço. As duas aceitam e o encontram lá. Bryan só não espera que encontrar Murad Krasniqi, homem com sede de vingança e pai de um dos sequestradores de sua filha, que havia sido morto durante o resgate da mesma. Para sair dessa, Bryan elabora um plano que acaba colocando a família toda em risco.

6 de outubro de 2012

Notícia | Trailer d'O Hobbit + novos banners de personagens


Na realidade essa é uma notícia requentada, ok? A divulgação é dos banners, MAS, a gente aproveita para deixar você conferir o trailer do filme aqui


Enfim, aos doentios por Senhor dos Anéis, vocês já devem saber que enfiaram a Kate Beckinsale como uma elfa (???) nova, que não tem na história, né? Tem uma foto dela também. :) Enjoy it. Logo menos a gente posta as estreias da semana!

 Mais sobre O Hobbit vocês podem acompanhar n'Omelete, porque nosso blog não tem capacidade de ser agência de notícias. Ainda. 


5 de outubro de 2012

Crítica | V/H/S

Todo mundo sabe que filme de found footage (aqueles "amadores", tipo Bruxa de Blair) é TOO MAINSTREAM, principalmente para fãs de terror. Mas sempre tem alguém que quebra o tabu, certo? Pois bem, conseguiram. O filme V/H/S (para quem não nasceu before the 1990's, existiam fitas, não dvds modernos como vocês assistem hoje, ok crianças?) trata-se de cinco curtas em um filme, o que torna este post uma crítica... exótica (acho). 

O filme foi idealizado pelo chefe da agência de notícias de filmes de terror Blood Disgusting, Brad Miskaque, que reuniu cinco roteiristas independentes para o projeto. A proposta inicial é diferenciada por conta da união de mentes com estilos diferentes em apenas um filme, sem misturar suas produções, permitindo que o longa não fosse apenas um clichê como a grande maioria pós 2008. 

Em uma explicação simples, o enredo principal mostra um grupo de vândalos que divulgam gravações com seus atos agressivos na internet que é contratado por um anônimo para entrar em uma casa e encontrar uma fita VHS. Quando eles chegam na casa, se separam para buscar a tal fita, e, lógico, encontram um cara morto e várias fitas diferentes. Para descobrirem qual é a fita, eles resolvem assisti-las.

Encontramos então as produções individuais. Como eu disse, não é uma tarefa fácil comentar cinco produções. Ao mesmo tempo, é muito curioso perceber como fica clara a visão de cada diretor sobre os possíveis usos da mesma técnica (o found footage). Que fique explicado: serem diferentes não significa que todos sejam bons (risos irônicos). 

Os cenários variam entre baladas, hotéis, casas abandonadas, florestas, assim como a "qualidade" das gravações, suas circunstâncias, iluminação, fotografia, roteiro, produção e tudo-mais-que-a-gente-sempre-comenta-sobre-um-filme. 

Destacando dois vídeos que permitem uma certa noção sobre a diferença entre os curtas, cito, primeiramente, Tuesday, the 17th, o terceiro curta. Um grupo de amigos viaja para uma floresta a fim de acampar, e uma das meninas conta a história de um assassino que habitava o local (ele ocupou Tuesday porque Friday é só do Jason, e ninguém brinca com o Jason). Um dos amigos, que gosta de filmar tudo, encontra então uma outra pessoa. O problema é que o VHS mostra apenas a imagem do que foi filmado, e é aí que está a sacada, quando surge, o homem tem toda sua silhueta borrada, como um canal fora do ar. Sem mais spoilers

O último, é criado com um formato bem diferenciado (que já estará presente em Atividade Paranormal 4, e foi um dos primeiros virais do filme). O filme mostra apenas as conversas de um casal que namora a distância na tela de um computador (bem MSN mesmo, a sua janelinha menor e a tela da pessoa com quem você está conversando cheia). Conforme os dois conversam, a mulher crê que há algum espírito em sua casa, que dá passos, faz barulhos, fecha portas, e por aí vai. Fiquei DE FACE NO CHÃO quando vi o final. Tive até um pequeno AVC e tive que voltar o filme para confirmar, tipo "PODE ISSO, PRODUÇÃO?).

Como os formatos são diferentes, o que mais atrai em V/H/S é a possibilidade de observar rapidamente filmes que, se transformados em longas, se tornariam MUITO enfadonhos (sabe aqueles filmes que precisam de um elenco grande para bastante gente morrer até conseguirem lutar com o assassino?). Fica a dica dessa quase sexta feira, para você assistir antes de ir badalar no final de semana (ou ficar em casa vendo o filme e comendo pipoca, não sei seu nível de vida social, caro leitor, grato). 

Notícia | Novidades de American Horror Story

COMO SEMPRE, eu com notícias de terror. Para quem assistiu a primeira temporada e gostou, continue, pois essa promete. Para quem não viu, relaxe, a história é outra, totalmente separada da primeira temporada. O trailer divulgado hoje, da série que terá o primeiro episódio nesse domingo, explica MUITO mais do que tudo que foi divulgado até agora. 

Já sabíamos que grande parte do elenco voltaria, no entanto, como personagens totalmente diferentes. Agora a protagonista (no caso antagonista, porque ela é a má da temporada) será a Jessika Lange. Na primeira temporada ela era mãe do Tate, daquela menininha que queria ser bonita, daquela criatura que vivia no porão e de um quarto elemento X. 

A nova temporada PROMETE. Jessika Lange será a freira que comanda um hospital psiquiátrico (por isso é American Horror Story ASYLUM, tá gente?). A sensitiva da primeira temporada agora é lésbica, o Tate ainda é louco, o gay agora é médico e enfiaram o Adam Levine (o vocalista do Maroon 5) no elenco. Se você conferir a página oficial da série no facebook, você verá os 11 vídeos virais de cerca de 6 segundos que foram liberados ao decorrer dos meses, da mesma forma que na primeira temporada. 

AH, tem uma ninfomaníaca também. Sei lá, só pra constar. 
AH2, como dito anteriormente, a série começa dia 7 de outubro. TODOS ESPERA DOMINGO LOUCAMENTE.

27 de setembro de 2012

Notícia | Oliver Stone + Blake Lively + Aaron Johnson + Taylor Kitsch = Selvageria



Essa história de ménage à trois nem sempre dá certo, galera. Quem confirma isso é Blake Lively (Gossip Girl), Aaron Johnson (Kick-Ass) e Taylor Kitsch (Wolverine) no filme “Selvagens”, dirigido pelo aclamado diretor Oliver Stone. Além desses três atores, o elenco do longa-metragem é de cair o queixo, com Benício Del Toro, Salma Hayek, John Travolta, Emile Hirsch e Uma Thurman.



Todo o filme é baseado no livro homônimo de Don Winslow, eleito um dos dez melhores livros de 2010 pelo The New York Times. Em outubro o longa será finalmente exibido nas telas de cinema. Não vou contar a história, pois o trailer AQUI já explica tudo.



Fonte: Papel Pop

26 de setembro de 2012

Série | Harper's Island

Tempinho que A Bilheteria não traz nenhuma indicação de série, não é mesmo? Pois bem, você já viu a minissérie Harper's Island? (Tem que falar mini mesmo porque a série foi produzida propriamente para 13 episódios) 

A série é de 2009, não nego que o post não é dos mais atuais, mas conheci a série por meio da noiva do bilheteiro Jean, a linda Luana, mês passado, e não poderia deixar passar sem falar dela aqui. 

A história é focada no casamento de Trish e Henry (no entanto nenhum deles é o protagonista da série, MANCADA, risos). Mas vamos por partes. O elenco é de dar orgulho, viu? A noiva é a linda Katie Cassidy (que fez milhares de filmes de terror, como When a Strange Calls, Black Christmas, Taken e o remake de Nightmare on Elm Street, alémde participar em Supernatural, Melrose Place e várias outras séries). James Norman é o Uncle Bob de Supernatural, Victor Webster também já participou de Melrose Place, e fez Primal Scream, Moonlight e CSI por um curto período. Matt Barr também é bem conhecido por Gossip Girl e Hellcats. Tem também a Gina Holden, que fez Blood Ties, protagonizou Flash Gordon e por aí vai. 

Enfim, além do elenco especificamente central, há as pequenas histórias dos muitos secundários para completar o aspecto de drama e suspense da série (e também HAJA secundário para morrer em 13 episódios, não é?). 

Em uma pacífica ilha (e blá blá blá), uma série de assassinatos começa a acontecer, dentre estes, a mãe de Abby Mills, morre. A jovem, que é melhor amiga do noivo, Henry, vai embora loucamente da ilha para nunca mais voltar. Mas aí o Henry resolve que quer casar na ilha, e ela vai, por livre e espontânea pressão. Começamos a história neste ponto. Enrolei pra explicar tudo isso, mas o objetivo do blog é criticar e comentar, não resumir nada, que fique claro. 

O roteiro da série, Ari Schlossberg, produziu um roteiro complexo, que, no entanto, permitia um entendimento pleno dos acontecimentos. Infelizmente ele só roteirizou essa série e Amigo Oculto. Olha o talento sendo disperdiçado. Quem acompanha séries de várias temporadas está acostumado a passar uma semana aguardando o episódio com ansiedade. Tive a sorte de poder assisti-los todos de uma vez. 

Sim, vi tudo em quase seis horas pelo simples desespero de precisar entender o episódio seguinte. A junção do roteiro com a atuação e o próprio cenário formaram um conjunto perfeito para o que o suspense propunha. Como você deve imaginar, com a chegada dos convidados para o casamento, incluindo Abby, os assassinatos acontecem novamente, com as mesmas características do assassino da mãe de Abby, sete anos atrás. 

A criatividade (que eu nunca vi entre os milhares de filmes de terror que já peguei por aí) para gerar o suspense no espectador é realmente forte. O mais complicado em uma série de terror (visto que, roteiros como estes geralmente custam render mais que um filme) é que se prenda a atenção. Harper's Island o faz com sucesso. E, claro, com surpresas. A possibilidade de utilizar toda a história em um espaço de tempo longo (13 episódios de 42 minutos) teve, ao seu favor, a possibilidade de explorar emoções. O que vemos resumidamente em um filme pôde ser aprofundado na série: o instinto de sobrevivência, e a reação de cada pessoa por conta disso. Entramos então na parte além suspense da série: há ação, amor, medo, raiva, todos os sentimentos colocados sobre pessoas que estão em uma situação de vida em risco, expostas a qualquer tipo de coisa. 

Fica aqui a indicação de hoje para uma série rápida e fácil de encontrar pela internet. Risos. 

25 de setembro de 2012

Notícia | Trailer de Texas Chainsaw Massacre 3D

OK, eu precisava potar aqui. GENTE, o trailer está LOUCURA total. Confira aqui o que eu estou dizendo. 
Eu achei a sinopse BEM criativa, sem puxação de saco mesmo. A herdeira das terras da família do Leatherface (lembrando que, apesar da família ser lunática, ela não deixava de ser uma família, right?) vai conhecer o que foi deixado para ela no testamento. E é a casa. Vemos o pesadelo de 1974 acontecendo again. O trailer, do filme que vai ser em 3D (labirintite manda dois beijos) mostrou a casa que foi utilizada nos filmes anteriores (abençoa que não tiveram modificações no cenário, isso já estragaria metade do filme), só que reformada. 
Apesar de tenso, o trailer não é pesado, se for nessa linha, o filme da nova versão da franquia se voltará mais para o suspense e menos para o sangue. O fator vai atrair o público, pois, se é "suspense", o filme perde esse estigma de trasheira. Porque, convenhamos, jorrava sangue da tela nos dois ramakes realizados nessa década. 
Ah, tem o pôster aqui do lado. E novamente, o link para o trailer, se você só tiver se interessado em vê-lo depois de ler tudo isso. 

24 de setembro de 2012

Especial | Manual de sobrevivência

 Inspirado por um dos meus blogs preferidos, o MEDO B, resolvi criar o meu manual de sobrevivência em casos... bom, em casos necessários de sobrevivência contra assassinos psicopatas, monstros, vampiros, fantasmas, demônios, seus professores, etc. (Não se preocupem, só eu farei esse especial esporadicamente, os outros bilheteiros não se enfiaram nessa)

Primeiro vamos conhecer as regras BÁSICAS de situações de terror/suspense: 

Como sobreviver a um assassino (vamos por partes, né gente, vocês não iam querer que eu falasse sobre todas as criaturas do universo em UM post né?) 

1 - Há uma diferença entre situações de quando você está sozinho e quando você está com um grupo de amigos, ok? Regras variam de acordo com os casos.

(TODOS OS CASOS)

- Ouviu um barulho estranho? NÃO SAIA gritando "TEM ALGUÉM AÍ?". Se tiver alguém ali, ele não vai querer te dar oi. 
- Seja cuidadoso. Não estou falando para você ter uma faca debaixo do travesseiro, ok? Se sentir que algo está errado, apenas vá até a cozinha, se você sobreviver até lá, pegue algo e já temos meio caminho andado. 
- Telefonemas estranhos no seu celular? É, chegou a hora. 
- Ligue pra polícia. Se o cabo do telefone foi cortado, tente usar qualquer contato antes de seguir o passo seguinte. 
- Silêncio é crucial. Só você vai conhecer um lugar melhor para se esconder e nada de ficar suspirando "ai, socorro", ele será silencioso. Faça o mesmo. E nada de ficar debaixo da cama, isso é muito last season

(SE ESTIVER SOZINHO)

- Amigo, um contra um não é brincadeira de pega-pega não. Se é questão de sobrevivência, MENTALIZE: ou você vai matar ou vai morrer. Faça uma luta justa. Não fique fugindo loucamente pela casa deixando que saiam destruindo tudo não. Nesse caso, você não foge, se acontecer um face-a-face, encare, não banca o tonto e se tranca no banheiro. 
- "Ué, o barulho parou, ele deve ter ido embora" dez segundos depois do último movimento na maçaneta? ELE NÃO FOI, SABIA? Saia preparado. Um bom tempo depois, mas saia preparado, nada de abrir a porta devagar, ele já sabe onde você está. 
- Acertou a pessoa com alguma coisa e ele perdeu a consciência? NÃO ACHE QUE ELE MORREU E SAIA achando que está tudo bem. É sempre assim. Não é fácil matar alguém com uma cadeirada não. Confirme que ele morreu. Vale faca, revólver, até sapato de scarpin nos olhos. Mas tem que ser salto agulha. 

(SE ESTIVER COM UM GRUPO DE AMIGOS)

A ordem de periculosidade de um assassino é assim: 

1 - O CASAL / A BISCATE (todo mundo acha que eles foram "dar umazinha" e ninguém liga por um bom tempo se eles tiverem sumido)
2 - O QUE SE SEPARA DO GRUPO PRA PEGAR ALGUMA COISA 
3 - O SARADO QUE SE ACHA
4 - SECUNDÁRIOS 
5 - OS MOCINHOS (se sobrarem, risos)

Quer saber o que acontece se estiver com um grupo de amigos? Continua no próximo post se vocês quiserem. :)